herbertlagocastelobranco@gmail.com
Facebook Herbert Lago

segunda-feira, 30 de março de 2026

POETA E ESCRITOR CHAPADINHENSE HERBERT LAGO TOMA POSSE NA ACADEMIA DE LETRAS ARTES E CIÊNCIAS DE CHAPADINHA

 

Herbert Lago discursando

    Na noite de sexta-feira do dia 27 de abril, a cidade de Chapadinha viveu um momento de destaque com a Sessão Solene de Posse dos novos acadêmicos da ALACC – Academia de Letras Artes e Ciências de Chapadinha. A solenidade foi realizada na Câmara Municipal de Chapadinha e teve início às 20 h e conduzida pelo presidente da Academia, Telmo José Mendes. Dente os empossados estava o poeta e escritor Chapadinhense Herbert Lago Castelo Branco, que proferiu seu icônico discurso que transcrevemos abaixo:

“Senhor Presidente, Caros confrades e confreiras, que hoje me acolhe na casa de Mata Roma, guardiã das nossas Letras. Artes e Ciências.

Neste momento, em que assumo a honrosa condição de membro da Academia de Letras Artes e Ciências de Chapadinha, agradeço a generosidade dos acadêmicos, aceitando-me como seu companheiro nesta insigne casa, a que já pertenceram e pertencem nomes significativos de nossa cultura, arte e de nossa história.

In memoriam, quero fazer um agradecimento especial ao Senhor Eduardo Luiz da Silva, como então presidente da ALACC, em dezembro de 1995 me informa que o meu nome tinha sido aprovado e me fez o primeiro convite para ingressar como acadêmico da ALACC, no que aceitei de pronto. Mas como diz o poeta Carlos Drummond de Andrade, em sua obra prima:

No meio do caminho tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

Tinha uma pedra

No meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento

Na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Nunca me esquecerei que no meio do caminho

 Tinha uma pedra

Tinha uma pedra no meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra.

Acadêmicos da ALACC

Três décadas se passaram e se hoje estou aqui, agradeço ao eminente presidente professor Telmo José Mendes, que insistiu incansavelmente para que eu aceitasse a tomar posse na cadeira 39 da ALACC, Aproveito a ocasião para pedir-lhe desculpas por tanto ter me esquivado à sua paciente generosidade, mas isso é passado. Hoje é um dia especial para mim, estou honrado em fazer parte desse seleto grupo, feliz por ser um membro da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha. Uma vez que, aos 69 anos de idade começo uma nova etapa na minha lida literária. Sempre gostei de escrever, ao longo da vida, publiquei 12 livros, sou coautor do livro Chapadinha História e Geografia, participei de 15 antologias poéticas, escrevi muitos artigos publicados em jornais, revistas e fanzines. Editei por uma década um Jornal de circulação nacional, o Alternativo Cultural A PROSA, em Brasília, onde também fui um ativista cultural no final da década de 70 até o ano de 1993. Em 1987 fundei a ALPA – Academia de Letras dos Poetas Alternativos, da qual fui o primeiro presidente, faço parte do Coletivo de Poetas de Brasília, do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e Membro Correspondente de 6 (seis) Academias de Letras. Não consigo viver sem a escrita, eu apenas vivo melhor escrevendo. E estou certo de que alguém, neste século, falará de mim, lendo um poema, uma página de um livro meu. Os seguintes falarão menos, menos, cada vez menos. Só espero que nenhum falte ao sacro dever de enunciar meu nome. Nisto consistirá minha imortalidade.

Na vida profissional posso dizer que fui bem sucedido. Como todo nordestino retirante rumei para Brasília, levando na minha bagagem um sonho: de vencer na vida e voltar para minha terra natal Chapadinha. Ingressei nos Correios e Telégrafos, com 20 anos de idade como Auxiliar de Serviços Gerais (um office boy), e ao longo de minha carreira profissional fui galgando outros cargos por meio de processo seletivo interno da empresa. Fui Chefe de Seção Administrativa, Gerente de Segurança Patrimonial, Assessor das Relações do Trabalho por 10 anos, função em que me aposentei em fevereiro de 2013. Poderia ter continuado, mas realizei o sonho de voltar para Chapadinha e me dedicar a Biblioteca Alternativa, que no dia 13 de dezembro deste ano completa 20 anos de sua fundação em pleno funcionamento. Foi a forma que encontrei para contribuir com a minha cidade, para o desenvolvimento social e cultural dos habitantes de Chapadinha, especialmente às crianças e jovens, na formação de leitores, estímulo aos estudos e promoção da cidadania.

Quanto a cadeira 39 que vou ocupar na Academia de Letras Artes e Ciências de Chapadinha, tem como patrono Eduardo Luiz da Silva, alicerce e fundamento desta casa, viga mestra de nossa literatura e de nossas artes.

A grandeza de Eduardo Luiz como cidadão Chapadinhense resulta de certos valores que marcam e definem a sua história de vida.

Eduardo Luiz nasceu no dia 13 de outubro de 1935, na Ilha das Canarias, no município de Araioses, estado do Maranhão.

Às 8:00 horas da manhã de sábado do dia 23 de maio de 1957, desembarca de um avião bimotor no Aeroporto de Chapadinha, vindo transferido de São José de Ribamar para trabalhar em Chapadinha, com a missão de implementar o Serviço de Saúde Pública no Município de Chapadinha.

Não demorou muito para conhecer a encantadora Chapadinhense Gilma Maria Oliveira Silva, com quem veio a se casar no dia 13 de outubro de 1959, no mesmo dia em que Eduardo completava 24 anos de idade. E desse consorcio tiveram 8 filhos biológicos e 2 filhas adotivas.

Eduardo Luiz tinha formação de Sanitarista especializado em saúde pública e saúde da família, Enfermeiro, Farmacêutico e Bioquímico. Como profissional trabalhou no Hospital Antônio Pontes de Aguiar, no Centro de Saúde Benú Mendes, Coordenador da Vigilância Sanitária e Epidemiológica e Secretário de Saúde. Dentre tantos cargos e funções, foi também professor. Lecionou nos colégios: Ginásio Mata Roma, Escola Normal, Bandeirantes, 19 de março, etc.

Eduardo Luiz da Silva foi por duas vezes venerável da Loja Maçônica Oliveira Roma. Teve uma vida pautada em padrões disciplinares. Um exímio defensor e praticante da ética, do direito, da justiça e da solidariedade.

Como político foi eleito vereador em 1982 para um mandato de 6 anos, sendo presidente da câmara no biênio 87/88

Em 1994 Eduardo Luiz e João Batista dos Santos, fundaram a Academia de Letras Artes e Ciências de Chapadinha, da qual foi o seu Vice-Presidente. Em 1995 Dr. João Batista foi embora de Chapadinha e Eduardo assumiu a presidência até 2004. Pode-se dizer que a Academia era um dos seus maiores “mimos”, era onde ele deixava fluir sua veia poética, como podemos observar em seus poemas, dentre eles “AMOR A NOSSA TERRA”, onde declara o seu amor por Chapadinha.

Chapadinha clama, grita por destaque,

Eu, você, nós devemos socorrê-la,

Erguê-la, ampará-la, protege-la,

Sem temer críticas, e sem sentir recalque.

Quantas almas estão adormecidas

E, para o belo devem despertar

Imitando os irmãos Mata Roma

Figuram de lume deste lugar

As escolas tomam para si

A missão de nos orientar

E mostrar ao povo desta terra

Novos valores que irão brilhar.

Como estudioso e preocupado com as causas sociais, escreveu um trabalho publicado no livro intitulado “IDOSOS, QUANTO SOMOS E QUEM SOMOS”, onde enfatiza a situação do idoso no município de Chapadinha. Também tem poesias de sua autoria publicada na Antologia da Academia de Letras Artes e Ciências de Chapadinha

Por fim, assumo esta cadeira 39 da ALACC, com orgulho de ter como patrono Eduardo Luiz da Silva, não como privilégio, mas como um dever de amor a nossa literatura as artes e a história de Chapadinha

Muito obrigado a todos aqui presente e aqueles que nos assiste pela internet”.

Ficou a sensação de que Chapadinha não apenas recebeu novos acadêmicos, mas também reafirmou o seu lugar no mapa cultural do Maranhão, onde letras, artes e saberes continuam encontrando abrigo e eco.

quarta-feira, 25 de março de 2026

40 ANOS DO JORNAL A PROSA


 

NO DIA 4 DE ABRIL DE 1986 CIRCULAVA O PRIMEIRO EXEMPLAR DO ALTERNATIVO CULTURAL A PROSA. COM O OBJETIVO DE DIVULGAR OS POETAS DITOS COMO ALTERNATIVOS,  MARGINAIS, QUE PUBLICAVA E VENDIA SEUS PROPRIOS LIVOS.


segunda-feira, 16 de março de 2026

sexta-feira, 6 de março de 2026

CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CRUZ

Rua Sen. Sebastião Archer

 

A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CRUZ

                A encenação da Via Sacra é uma tradição cristã e um exercício de piedade popular, principalmente na Quaresma. No início dos anos 70, numa sexta-feira santa, realizou-se em Chapadinha, possivelmente, a primeira dramatização da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O início do roteiro da encenação com a primeira estação, foi na rua Cel. Pedro Mata, em frente à casa da dona Raimunda Bolota, e as demais estações seguia no caminho em direção ao Açude do Travessão (Telengo). Na época onde hoje é o Bairro da Cruz era só mato, não existia rua, apenas algumas casas entre as veredas, na sua maioria, pertencentes a familiares descendentes a dona Raimunda Bolota.

         A origem do nome do Bairro da Cruz está tradicionalmente ligada a esta procissão da Paixão de Cristo e à fixação de uma cruz no local onde Cristo foi crucificado. O nome “Cruz” refere-se à presença física de uma cruz, que após a encenação ficou por muito tempo servindo como marco religioso. O local onde a Cruz foi fixada fica hoje nas imediações do Jardim Anjo da Guarda, em direção ao Mercado Central, hoje Rua Sebastião Archer. Portanto, a toponímia do nome do BAIRRO DA CRUZ, vem de um marco histórico religioso acontecido no início da década de 1970.

Herbert Lago Castelo Branco

 OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO TERRAS DURA

 

AV. Sen. Vitorino Freire
A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO TERRAS DURA

O nome do Bairro Terras Duras (também referido como Terra Dura), tem origem nas características física do solo da localidade. A denominação popular refere-se à composição da terra extremamente dura, compacta de cor escura e/ou vermelho ferrugem e muito ruim para se cultivar, e quando chovia a água escorria e em pouco tempo o chão ficava teso, muito seco.  Portando, “Terras Duras” tornou-se como o nome popular do bairro, ou um topônimo de resistência, que reflete a memória da comunidade sobre as condições do solo e as dificuldades iniciais de infraestrutura do bairro.

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO CEMITÉRIO SOZINHO


 

A ORIGEM DO NOME DO CEMITÉRIO SOZINHO

            As margens do antigo campo de aviação, hoje Ministério Público e Fórum de Chapadinha, passava uma central de piçarra, a antiga BR-222. Na época era uma chapada e mata virgem, com algumas veredas que levavam as fontes de águas cristalinas que circundavam Chapadinha. Ali, naquele local deserto, enterram uma pessoa desconhecida. Nunca se soube de quem se tratava. Se era homem, mulher ou uma criança. As pessoas abismadas, ficavam incrédulas, não conseguiam acreditar naquilo que via mas, com o sentimento de paixão, começaram a falar umas para as outras: “enterraram uma pessoa ali sozinho”. Com o passar do tempo, pessoas humildes e de pouca posse começaram a habitar o local, (nas proximidades onde o defunto estava enterrado sozinho) geralmente viviam a Deus dará e na expectativa de doações e esmolas dos ricos. Quando morria pessoa pobre ou algum morador da redondeza, começaram a sepultar próximo ao defunto sozinho. A cidade foi crescendo e o número de pessoas enterradas naquele local foi aumentando até que virou um cemitério. A pesar de terem colocado o nome do cemitério de São Judas Tadeu, o cemitério é conhecido popularmente como CEMITÉRIO DO SOZINHO.

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.


 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

CHAPADINHA: ORIGEM DO NOME BAIRRO DO CAMPO VELHO

 

Pça. Wilson Cordeiro

 

 ORIGEM DO NOME  BAIRRO DO CAMPO VELHO

                O Campo Velho era um terreno circular, plano e coberto de capim nativo da chapada. O local foi o primeiro campo de futebol de Chapadinha, onde os jovens à época, com os seus times de futebol jogavam e disputavam campeonatos da cidade.

         À época, não havia um estádio de futebol em Chapadinha. Até que os desportistas de então, como: Lucidio Frazão e Nonato Vale, com o apoio de padre Walter, idealizaram e construíram o estádio murado de abobe, no local onde hoje é a prefeitura municipal de Chapadinha. Infelizmente, por ocasião da construção do estádio, Lucio Frazão veio a falecer e em homenagem a ele o estádio levou o seu nome: ESTÁDIO LUCIDIO FRAZÃO.


            Depois que o Estádio Lucidio Frazão foi construído e inaugurado, os jogos passam a ser no novo campo de futebol. O antigo campo que ficava nas imediações onde hoje é a U.I. Presidente José Sarney, ficou um descampado abandonado e famílias humildes foram construído suas casas ao seu redor, denominando o nome do local de Campo Velho. E assim, a origem do nome do bairro vem do termo “Campo” refere-se ao antigo campo de futebol, e “Velho” foi adotado após a transferência dos jogos para o novo campo, (Estádio Municipal Lucidio Frazão).

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.


 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CHAPADINHA: O "PAU TORTO" E A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO AREAL

 


A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO AREAL 

         O Bairro do Areal, antes de adotar o nome atual, era chamado de “Pau Torto”. No local onde hoje é o Colégio João Gomes, morava um senhor conhecido pelo nome de Isaias do "Pau Torto", o mesmo tinha uma “Quitanda” e comprava Coco Babaçu. Um pouco antes, instalou-se um outro morador conhecido como senhor Zuzu. Até hoje ainda se tem dúvida da razão que se levou a denominar a localidade de "Pau Torto". No contexto, a possibilidade da origem do nome “Pau Torto” pode ser uma referência a uma história aplicada a alguma árvore peculiar do cerrado maranhense. Ou referir-se a uma grande árvore retorcida caída à beira do caminho, obrigando as pessoas e animais darem a volta em torno dela. O certo é que o povoado foi se desenvolvendo e recebeu por muito tempo o nome de “Pau-Torto”, e assim a tradição popular registrou o epiteto que passou de geração a geração. Mas o que marcou indelevelmente na memória da população foi a existência de bancos de areia no caminho que dava acesso aquela localidade. Era tanta areia no caminho que veículos e animais tinham dificuldades de atravessá-lo e, devido a esse acumulo de areia as pessoas começaram a denominar o local também de Areal. O lugarejo foi crescendo e o uso cotidiano pelos moradores acabaram definindo o nome oficial do bairro como Bairro do Areal, sendo hoje o bairro mais populoso de Chapadinha.  

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.


 


 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CHAPADINHA: A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CORRENTE

 

Local onde era o Posto com a Corrente

 A ORIGEM DO NOME DO BAIRRO DA CORRENTE

         Na década de 50 até um pouco mais da metade da década de 60, o posto fiscal da fazenda funcionavam de forma bastante manual e física, onde uma Corrente ou Cancela era literalmente utilizada para interromper o tráfego de veículos como: carros de boi, caminhões, ônibus pau de arara etc., obrigando os motoristas a pararem para conferência documental.

         A fiscalização dependia da parada física do veículo. A “Corrente” simbolizava o bloqueio físico. Se a fiscalização não estivesse satisfeita ou se a documentação estivesse pendente, o veículo e/ou a mercadoria ficava detido.

         Em Chapadinha, o posto fiscal da fazenda com a corrente ficava à época no final da Rua Gustavo Barbosa com a Travessa da Corrente. Onde hoje é o Bar do senhor Amadeu, sob os cuidados do então agente fiscal, senhor Durval Lopes.

         Com a construção da Central (BR-222) e a expansão urbana de Chapadinha, o posto fiscal da fazenda foi transferido para um local mais afastado da cidade, na Boa Vista, onde hoje é o Posto Alvorada e passa a Central (BR-222).

         Esse fenômeno, conhecido como nomeação popular, onde o sentimento de pertencimento e o uso diários dos moradores acabam definindo o nome do lugar, muitas vezes sobrepondo-se ao nome oficial.

O nome popular geralmente surge de uma característica física e assim, os moradores começaram a se referir ao local onde ficava o posto fiscal da fazenda como corrente. Portanto, a toponímia do bairro, nomeado pela população ficou popularmente conhecido como Bairro da Corrente.

Herbert Lago Castelo Branco        

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.