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sexta-feira, 24 de abril de 2026

ASSEMBLEIA ORDINÁRIA APROVA NOVO ESTATUDO E ELEGE O 1º CONSELHO DE CURADORES DA BIBLIOTECA ALTERNATIVA

 

Assembleia Ordinária

    Realizou-se na data de ontem, 23 de abril de 2026 na sede da Biblioteca Alternativa, a Assembleia Ordinária onde se discutiu e deliberou pela aprovação do novo Estatuto, Regimento Interno, a criação e eleição  do Conselho de Curadores da Biblioteca Alternativa.

A Biblioteca Alternativa é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 13 de dezembro de 2006, dentre as suas finalidade é   estimular as crianças, jovens adolescentes e adultos pelo interesse a leitura, pelas artes e a cultura em geral, para o desenvolvimento do ser humano, através de livros, materiais audiovisuais, multimídia/internet, proporcionar as crianças, adolescentes, aos estudantes e a comunidade em geral, atividades de capacitação, reforço escolar, trabalhos pedagógicos, roda de leitura e oficina de artes.

1º Conselho de Curadores

Uma das atribuição do Conselho de Curadores é exercer a fiscalização do exercício financeiro, acompanhar a execução orçamentária é pronunciar-se sobre as estratégias de ações da Biblioteca Alternativa. Bem como os programas específicos a serem desenvolvidos.

De acordo com o novo estatuto a composição do Conselho de Curadores da Biblioteca Alternativa aprovado pela assembleia para o quadriênio 2026/2030 ficou assim definido:

Herbert Lago Castelo Branco – Presidente

Telmo José Mendes – Representando a ALACC;

Maria Vitória Martins – Representa o seguimento estudantil;

Domingos Fernando Nunes – seguimento das Artes plástica;

Vitor Hugo C. Leite – Rep. Seguimento Artes Cênicas

 

 

 

 

terça-feira, 21 de abril de 2026

A CARNAÚBA AMARELA E O CACHORRO ENCANTADO

 

 

Palmeira de Carnaúba Amarela

                                

Em Chapadinha tem um interior cujo nome é Carnaúba Amarela, que desde a sua origem a sua história é cheia de misticismo, a partir da toponímia que originou o nome da localidade Carnaúba Amarela. O nome vem de uma palmeira de Carnaúba. Só que, nesta localidade em sua maioria a palmeira de carnaúba tem suas palmas (folhas) a cor amarelada e outras meio esverdeadas por não conseguirem realizar a fotossíntese. E isso deu a origem do nome da localidade Carnaúba Amarela.

O interior é cheio de lendas fantásticas. Contavam os moradores mais velhos que as pessoas tinham pavor de passar por lá na boca da noite, porque tinha aparições sobrenaturais de visagens. O professor Isaias Graças, nos revela que quando era criança ouvia os mais velhos contarem que, quando voltavam de Chapadinha a noitinha, ao passar pelo Cemitério das Cutias, aparecia um cachorro branco como um algodão que acompanhava as pessoas. Diz ele que um certo dia, já quase meia noite, estava no terraço de sua casa acompanhado de sua esposa, quando apareceu de repente um lindo cachorro alvo como a neve e ficou encantado com aquele belo animal que passou entre a cerca de arames farpados sem se baixar e se aproximou deles por alguns minutos. No terraço havia outros cachorros e achou estranho por eles não latirem e nem rosnaram com a presença daquele cachorro forasteiro. Ele pegou o seu celular e tirou várias fotos do cachorro que, igual um relâmpago sumiu. Ele lembrou das estórias que os mais velhos contavam e imaginou que aquele animal não era um cachorro terrestre, mas algo de outra dimensão. Deu uma volta no quarteirão da casa e viu novamente o cachorro encantado e foi se aproximando dele, que sumiu de repente. Ele se lembrou que tinha fotografado o cachorro, mas quando abriu a câmara do seu celular, para sua surpresa não havia um registro de foto do cachorro encantado.

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Isaias Graça

OBS: A reprodução deste texto ou parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito da fonte e autoria conforma as normas e leis de direitos autorais.


  

quarta-feira, 1 de abril de 2026

HERBERT LAGO ASSUME CADEIRA 39 NA ALACC - CHAPADIDINHA.

Colegiado de Acadêmicos

 

Herbert Lago assume cadeira 39 na ALACC em Chapadinha consolidando uma trajetória marcada pela resistência cultural, pela poesia e pelo incentivo à leitura. Natural de Chapadinha, no Maranhão, e radicado em Brasília desde 1977, o escritor construiu uma carreira que une memória afetiva, atuação comunitária e produção literária consistente. Ao longo de décadas, transformou experiências pessoais em ações concretas que impactam leitores e novos autores.

Além disso, a posse na Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha representa o reconhecimento público de uma jornada iniciada ainda na juventude. Desde cedo, o contato com o poeta repentista Chico Bolota despertou o interesse pela poesia, ainda que, inicialmente, os versos fossem escritos em silêncio e até destruídos pela timidez. Posteriormente, a mudança para Brasília intensificou o processo criativo, impulsionado pela saudade da terra natal.

Nesse contexto, a distância geográfica se transformou em combustível artístico. A ausência de comunicação rápida com Chapadinha, em uma época sem telefone e dependente de cartas, motivou a criação do jornal “A Gazetinha”. Por meio dele, o autor estabeleceu uma ponte cultural entre as cidades, reunindo informações enviadas por colaboradores locais e distribuindo centenas de exemplares mensalmente.

Trajetória entre poesia, jornalismo e resistência cultural

Inicialmente, a produção literária ganhou força em Brasília, onde o ambiente cultural favoreceu o amadurecimento artístico. A convivência com escritores, jornalistas e movimentos alternativos permitiu ampliar repertórios e fortalecer a identidade autoral. Como resultado, o escritor passou a integrar espaços importantes, como o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e o Coletivo de Poetas de Brasília.

Herbert no discurso de posse

Por outro lado, a criação do jornal alternativo “A PROSA” representou um divisor de águas em sua carreira. O projeto nasceu com o objetivo de divulgar seus próprios poemas, contudo, rapidamente se expandiu para acolher produções de outros autores. Com o tempo, o jornal alcançou circulação nacional, com tiragens que chegaram a mil exemplares e presença em diferentes regiões do país.

Consequentemente, essa iniciativa proporcionou visibilidade e integração ao movimento literário alternativo brasileiro. A troca de experiências em encontros, saraus e eventos culturais contribuiu diretamente para o aprimoramento da escrita. Paralelamente, o reconhecimento institucional também surgiu, como a Moção concedida pela Câmara Municipal de Chapadinha em 1987, destacando sua atuação como escritor e jornalista.

Biblioteca Alternativa e formação de novos leitores

Primeiramente, o incentivo à leitura começou dentro de casa, com a prática de ler livros infantis para os filhos. Essa experiência doméstica evoluiu para um projeto maior, estruturado inicialmente em Taguatinga, onde foi criada uma pequena biblioteca ao lado da residência. O espaço, que também funcionava como redação do jornal, passou a receber crianças da vizinhança.

Em seguida, surgiram oficinas de leitura, produção textual e atividades artísticas, incluindo trabalhos baseados no livro infantil “Pristolino: o menino que comia terra”. Esse contato direto com o público jovem revelou o potencial transformador da literatura no cotidiano das crianças. A partir dessa vivência, consolidou-se a ideia de expandir o projeto.

Dessa forma, em 2006, nasceu oficialmente a Biblioteca Alternativa em Chapadinha. Com um acervo que hoje ultrapassa dez mil livros, o espaço se tornou referência local no estímulo à leitura. Além disso, a média de aproximadamente 900 empréstimos anuais evidencia o impacto da iniciativa em uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes. Paralelamente, a criação de minibibliotecas em praças ampliou ainda mais o acesso ao conhecimento.

Posse na ALACC e reconhecimento de uma vida literária

Atualmente, a posse na Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha simboliza um marco significativo. Embora tenha recebido convite ainda em 1995, o escritor optou por adiar sua entrada devido a divergências e ao período de inatividade da instituição. Entretanto, a reestruturação recente e a nova dinâmica da academia motivaram a aceitação do convite.

Herbert e Esposa 

Ademais, ocupar a cadeira 39 representa não apenas reconhecimento, mas também responsabilidade. Ter como patrono Luiz Eduardo da Silva reforça o compromisso com a preservação e valorização da cultura local. O homenageado destaca que a função ultrapassa o prestígio, configurando-se como um dever com a literatura e a história da cidade.

Por fim, mesmo aos 69 anos, os planos permanecem ativos e consistentes. O foco continua sendo a escrita e a dedicação à Biblioteca Alternativa, agora aliados à participação nas atividades da academia. Ao deixar uma mensagem aos novos escritores, ele enfatiza que a literatura é um ato de coragem e uma ferramenta essencial na construção da identidade cultural. Assim, sua trajetória reafirma o papel transformador da palavra e o valor do legado artístico.

Anand Rao
Editor Chefe
Cultura Alternativa

Tabela de conteúdos

·         Herbert Lago assume cadeira 39 na ALACC em Chapadinha

·         Trajetória entre poesia, jornalismo e resistência cultural

·         Biblioteca Alternativa e formação de novos leitores

·         Posse na ALACC e reconhecimento de uma vida literária

BIBLIOTECA, Chapadinha, ESCRITOR, LITERATURA

·         Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco no interior do Maranhão

·         Ser, fazer e ter

·         Herbert Lago Castelo Branco no Cultura Alternativa

·         Dicas práticas para quem trabalha sentado

·         Marilda Café – Brasília