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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FESTIVAL DE CONTRADIÇÕES E CONTRARIEDADES




Tentei escrever sobre um tema mais ameno, mas confesso que ainda estou aturdido, em estado de choque, com a adesão de uma parcela do PT de Chapadinha ao desgoverno municipal de Danúbia Carneiro e Magno Bacelar.
Não poderia deixar de parabenizar as pessoas lúcidas do nosso partido como: o Paiva, Manim, Chico da Cohab e Ivone, que perceberam o engodo e o equívoco dos companheiros e discordaram em aderir à atual gestão; melhor a discordância exposta ao sol que o consenso falso.
Não é fato que o processo eleitoral tudo desarruma? É um festival de contradições e contrariedades: amigos se tornam inimigos; inimigos viram correligionários; irmãos discutem com irmãos, princípios ideológicos cedem lugar a interesses pessoais e o discurso ético quase nunca coincide com o da prática.
Mas terminado o pleito dos “petistas” para as funções na máquina municipal os companheiros têm o direito de se olhar no espelho, estufarem o peito aliviados, sentirem o doce beijo de Narciso – nem tanto como belo, e sim como contemplados nas secretarias – e se esquecem de reparar que, no fundo do espelho, há pessoas, seus eleitores, a quem estão obrigados a não decepcionar.
Nas últimas eleições de 2010 a Lei da Ficha Limpa já serviu para consolidar na agenda política o espaço de duas bandeiras fundamentais: a ética na política e a honestidade, vistas em outros tempos como acessórias. O mais provável é que nas próximas eleições os eleitores exijam ainda mais dos candidatos compromisso firme com a transparência, a prestação de contas e a probidade. Serão merecedores dos votos de parcelas crescentes desse eleitorado os candidatos que conseguirem comprovar que entraram na política com o objetivo maior de trabalhar pelo nosso município e por uma vida melhor para os cidadãos. Tudo indica que tenderá a ser cada vez menor o espaço dos que se valem da política para conquistar vantagens pessoais.
Esse é, sem dúvida, um processo lento e contraditório de amadurecimento do eleitorado e fortalecimento dos valores associados à cidadania. Pessoas ainda conseguem se eleger comprometidas com a velha lógica do “toma lá, dá cá”, no entanto, temos todas as razões para crer que este é um processo reversível. É necessário também que nossa política seja cada vez mais marcada pelas condutas honestas e afinadas com a lei, em virtude do alto custo moral e econômico da corrupção.
Cheguei à conclusão de que só poderemos vencer o óbvio a partir do momento em que os governantes forem responsabilizados criminalmente pelos seus atos e omissões.

domingo, 23 de janeiro de 2011

É NECESSÁRIO PENSAR OS DIFERENTES CENÁRIOS DA INSERÇÃO DO PT NA POLÍTICA DE CHAPADINHA






Em tempos de matagal devorando a paisagem da cidade, crateras brotando sobre os nossos pés, hospitais em estado terminal e mobilização da sociedade para tapar os buracos das ruas e avenidas, me sinto envergonhado quando ouço ou leio noticias do tipo: “PT DE CHAPADINHA DISCUTE CONVITE DE DANÚBIA” ou “PT DISCUTE TERCEIRA VIA COM BELEZINHA”. (Não existe diferença entre assaltar um banco e fundar um banco como sanguessuga social). Nesse contexto, soa de forma estranha a postura de alguns petistas. Assim como é desestimulante ver esses movimentos e constatar o deserto de conceitos e programas. O debate de idéias praticamente inexiste. O que importa são os interesses paroquiais.
Compartilho com a idéia de que o processo de fortalecimento do PT no Maranhão só terá sentido se for enraizado nos municípios. Mas isso não significa que temos que fazer alianças espúrias ou entregar a legenda nas mãos dos mesmos grupos que governa Chapadinha há décadas. Repito, o PT tem que se colocar para a sociedade Chapadinhense como uma alternativa viável e com um projeto de governo diferente do que sempre está sendo colocado para Chapadinha.
Temos um debate aberto que vai ganhar proporções inéditas até as próximas eleições de 2012, mas sem xenofobia, é necessário pensar os diferentes cenários da inserção do partido dos trabalhadores na política de Chapadinha.
Há questões outras, mais relevantes, que merecem análises e considerações por parte de quem pretende ocupar o posto de mandatário de Chapadinha. O resto, infelizmente, é a prevalência da “santa” ignorância ou o predomínio do oportunismo, do imediato.


sábado, 15 de janeiro de 2011

A TRAGÉDIA QUE SE ABATE NA SERRA FLUMINENSE PARECE DISTANTE DE CHAPADINHA



A tragédia que se abate na serra fluminense parece cenário distante de Chapadinha. Na chapada das mulatas, a chuva é bem-vinda e ansiosamente esperada depois de longas e regulares estiagens. A água ressuscita o verde, lava a poeira e ameniza o calor. Sinais de alerta, porém, acendem-se aqui e ali. Ruas se alagam, muros e residências despencam na periferia, erosões ameaçam moradias e vidas.
Chapadinha tem 72 anos. Ao contrário das cidades quatrocentonas, que se desenvolveram na ignorância dos riscos do crescimento desordenado. A cidade cresce e avança em época de pleno conhecimento da ciência ambiental. Os prefeitos que se sucedem em Chapadinha não têm desculpas por se descuidarem da ocupação incorreta do solo. Fechar os olhos para o inchaço e a explosão demográfica é semear tragédias para o futuro. Chapadinha não precisa esperar completar l00 anos para se tornar palco de horrores como Petrópolis, São Paulo ou Nova Friburgo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

UFA! FÉRIAS VOLÁTIL, ANO NOVINHO.

Ufa! Acabou as férias e agora dou de cara com a dureza com o ano novinho, novinho. Novas ilusões revertem o tempo volátil, como as palavras revestem as coisas. São bem-vindas as novas vestes, benditas. Há em alguns corações uma vontade menos grave de consertar o mundo. Essa vontade já foi mais forte, por isso digo menos grave, embora de certo modo as vontades do coração sejam sempre graves. E há uma vontade exuberante de merecer a si mesmo.
Há caminhos a percorrer, como sempre os houve, mas há ventos nos caminhos redirecionando o mundo. Há caminhos deixados também. E nos pés, pulsa a cor dos caminhos percorridos. Mas ainda há tempo para os restos. Há alguns escrevendo com sobras. Com o que restou das palavras descartadas, depois de espezinhadas, pisadas, espremidas, achincalhadas. Restos de palavras nunca são só restos. São possibilidades, como todos os começos.
Palavras também se revestem de significações. Há ímpetos de mudança que se despejarão em inércia em poucos dias. Alguns atos resolver-se-ão em desconcertos. Mas há metamorfoses sendo geradas sem alarde. E que resultarão em grandes feitos, pois assim caminhamos, a humanidade e a humana idade.
Renova-se a duvidosa substância das paixões, renovam-se também propósitos e despropósitos. Renova-se (talvez) a dardejante palavra amor. Em algumas peles se festeja um gosto de contentamento guloso como um destino. No corpo vibra a sobrevivência. E que a luz perpétua nos ilumine.

sábado, 4 de dezembro de 2010

PARAFRASEANDO BERTOLT BRECHT

Neste meu último artigo do ano postado aqui no A PROSA, não vou falar da gravíssima crise na rede de saúde pública de Chapadinha com a falta de médicos, enfermeiros, aparelhos, remédios, materiais, além da infra-estrutura deteriorada, nem das contas da saúde pública aprovada com ressalvas e com indícios de inúmeras irregularidades, de desvios de recursos públicos. Também não estou nem aí para o crak que já chegou a Chapadinha. Também não vou me abalar se Chapadinha está mal tratada, esburacada, mal iluminada, e se o mato está engolindo as flores. Se a rodoviária é pequena, o acesso a ela é complicado, não tem restaurantes e os lanches são poucos? Não é problema meu!
Da conclusão do ginásio poliesportivo, os tapas buracos da prefeita, a reforma e revitalização da Avenida Ataliba Viera de Almeida, promessa fantasmagórica da prefeita, que nunca termina.
Isso, aquilo e mais aquilo outros? Não sei, não quero saber, tenho raiva de quem sabe. Vou tirar férias e só volto no ano quem vem!
Feliz Natal a todos e um ano de muita paz, alegria e realizações!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

INTOLERÂNCIA É A VERDADEIRA PEQUENEZ DE MAGNO BACELAR




A internet é a tribuna mais livre já inventada pelo homem. Qualquer um pode subir no palanque virtual e bradar aos quatro ventos o que bem entender. E na montanha de informações, apare de tudo: conteúdo noticioso, de opinião e, claro, muita bobagem. Mas há quem aproveite a web para discutir, replicar conhecimentos e notícias. Entre os entusiastas dessa ferramenta, está o interligado blogosfera Antenor Ferreira.
Não bastassem os chatos que vivem querendo ensinar-lhe a escrever, agora Antenor vem sofrendo ameaças e ação processual requerente por Magno Bacelar na primeira vara da comarca de Chapadinha. Essa atitude repressora em relação às diferenças de opiniões e ideologias é apenas reflexo da intolerância da liberdade de imprensa que desgraçadamente insiste em se manter rondando nosso dia a dia.
Ora, o que o Antenor comenta e denuncia apenas reafirma seu direito de expressar-se em seu Blog Interligado para os seus leitores, sobre todo desmazelo da política de Chapadinha. Que, repito, vem sendo implementada há anos em nossa cidade.
Fica claro que, a intolerância é a verdadeira pequenez de Magno Bacelar. Ou como já disse o escritor dinamarquês Karl Popper, jamais devemos ser tolerantes com os intolerantes.

domingo, 21 de novembro de 2010

ETICAMENTE INJUSTIFICÁVEL






É inaceitável o Conselho Municipal de Saúde de Chapadinha assumir a defesa e a aprovação, mesmo que parcial, do relatório de gestão da saúde pública do exercício de 2009, já reprovado sob suspeita de inúmeras irregularidades, fraudes e malversação de recursos públicos indefensável pela falta de sustentação ética e moral.
A alegação de que a rejeição das prestações de contas poderá vir a acarretar prejuízos à população e afetar ainda mais o caótico sistema de saúde pública de Chapadinha é eticamente injustificável.
Cadê o Ministério Público de Chapadinha? Esses maus feitores já deveriam estar algemados e na cadeia. É inaceitável a impunidade! Ah, que saudade da Dra. Doracy.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

JUNTANDO OS CACOS




Procuro conservar-me otimista. A experiência sugere receber com reservas os nomes dos postulantes à liderança da tal terceira via, com vista às eleições municipais de 2012.
Antes mesmo de analisar as motivações individuais de cada candidato, de diversas colorações partidárias, cabe lembrar que os mesmo não têm até agora um projeto de consenso, nem tampouco uma plataforma de governo.
Os postulantes a terceira via têm que saber o que querem para Chapadinha. Portanto, é preciso questionar se possuem projetos ou se só possuem projetos de poder e de prestígio.
Descreio de palavras mágicas, valendo-se de promessas mirabolantes, com as quais se tenta iludir a realidade. Afinal, alguém já se perguntou sobre o significado para as pessoas comuns da vitória da terceira via? Quais os benefícios que poderiam alcançar os mais pobres ignorados pelo sistema de saúde, que não tem água tratada e canalizada, onde o sanitário é a fossa ou o arbusto, o sabonete, a escova dental e o papel higiênico são produtos de luxo, e a economia rasteja no terreno infecundo da subsistência? A bem da verdade é desnecessário ir tão longe para perceber-se que a miséria econômica e política não é problema restrito a Chapadinha. Mas sem dúvida, a política implementada há décadas em Chapadinha exala odor de carniça aos que nela chafurdam como abutres, que aqui agem sem serem incomodados.
Todo empenho deve ser feito para assegurar um novo caminho para Chapadinha e a efetividade das regras que impõem formas de procedimento dos candidatos. Não deixando de examinar os aspectos moralizantes de cada um e não abrir mão do seu casticismo de ideais pela conveniência de resultados eleitorais, juntando os cacos somente para inviabilizar a insaciável fome de poder ínsita no caráter das duas principais lideranças política de Chapadinha, Magno e Isaías.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

BATENDO O MARTELO POR UMA CRÍTICA SEM RODEIOS




Quem fez jornalismos durante a ditadura militar sabe o que é controle da imprensa. Mas ninguém precisa ter vivido aqueles tempos para saber o que significa essa mordaça.
A imprensa muitas vezes toma partido político e também erra, mas é bom deixar claro que já existe no Brasil uma legislação que pune veículos e jornalistas que cometem erros ou excessos. Até penas de prisão estão previstas. As indenizações por danos morais podem ser milionárias. Ou seja, quem quiser caluniar ou difamar, que se prepare para as consequência. O que não pode haver é o controle do conteúdo dos meios de comunicação pelo poder público, muito menos a censura prévia, seja ela imposta pelo Executivo ou pelo Judiciário. Regular conteúdo significa impor obrigações de conteúdo.
Não há mais como controlar quem exerce a atividade jornalística. Hoje, qualquer um pode criar um blog e publicar artigos, opiniões, ou sair falando o que bem quiser de todo mundo, inclusive em campanhas políticas.
O debate é bem vindo, não a imposição de verdades. Sou a favor da crítica sem rodeios.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

ECOS DO PRECONCEITO E DA ESTUPIDEZ

As declarações preconceituosas dada por uma estudante de Direito de São Paulo e postada em seu Twiter e microblog, causou polêmica nas redes sociais. A aluna atribuiu aos nordestinos a derrota do candidato José Serra (PSDB) nas eleições presidenciais. O embate regionalista tomou conta das discussões com reações imediatas contra a infeliz frase e também de comentários de moradores das regiões Sul e Sudeste.
“Nordestino (sic) não é gente. Faça um favor a São Paulo: mate um nordestino afogado!”, “Afunda Brasil. Deem direito de voto pros nordestinos e afundem o pais de quem trabalha para sustentar vagabundos que fazem filhos para ganhar o bolsa 171” postou a estudante.
As redes sociais são consideradas meios de comunicação. Qualquer informação ofensiva à honra ou preconceituosa é suscetível de apuração como qualquer outro veículo de comunicação. E de acordo com a legislação brasileira, crimes contra a procedência nacional preveem pena de até três anos.
Há um preconceito muito forte contra o Nordestino em estados das regiões Sul e Sudeste e constantemente nós Nordestinos somos obrigados a ouvir esses ecos do preconceito e da estupidez.
Essas pessoas deveriam procurar outras razões para a derrota do José Serra.
A polemica foi criada a partir de uma falsa ideia de que os votos da Região Nordeste teriam sido os responsáveis pela eleição de Dilma. Com base nos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que a candidata do PT venceria as eleições mesmo que fossem considerados apenas os votos das regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste. No cenário em que os votos do Norte e Nordeste não são contabilizados, Dilma ficaria com 300 mil à frente do tucano José Serra.
Faço minha as palavras do escritor Ariano Suassuna. “Não troco meu oxente pelo OK de ninguém”.