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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM CHICA CHOCOLATE?

 

    

Esta imagem é ilustrativa. D. Chica
Chocolate não deixou registro em foto
 


    Francisca Souza, popularmente conhecida como Chica Chocolate, era uma piauiense rustica, descendente de negro com índio, natural da cidade de Luzilândia, onde nasceu no dia 26 de fevereiro 1928, tendo chegado em Chapadinha logo após a emancipação política da cidade. Apesar de ser uma mulher que tinha a cor das primeiras mulheres mulatas de Chapadinha, o seu apelido de Chica Chocolate provém dos deliciosos chocolates quentes que ela fazia para vender, diariamente em sua banca no antigo Mercado Central, onde hoje é a APAE, no Centro Artístico Operário e na sua barraca por ocasião dos festejos da nossa padroeira Nossa Senhora das Dores. Dona Chica Chocolate era uma mulher trabalhadora, carismática, simples, mas ao mesmo tempo muito brava, não tinha medo de nada e com muita aptidão para a culinária. Seus diversos bolos e suas comidas como mocotó, leitoa ao molho pardo e assada eram muito apreciados pelos chapadinhenses. Ela era uma cozinheira de mão cheia! Das melhores da cidade à época, sempre era requisitada pelas tradicionais famílias de Chapadinha para fazer seus banquetes. Sua casa também era uma pensão e hospedava viajantes que passavam pela cidade. Sua morte, no dia 17 de setembro de 1966, aos 38 anos de idade, teve grande repercussão e chocou toda população da cidade, por ser uma pessoa muito conhecida e querida pelos chapadinhenses. Dona Chica Chocolate foi covardemente assassinada a golpes de espeto na frente de sua filha Rosário, com então 11 anos de idade, dentro de sua própria casa, na Rua Sebastião Barbosa, próximo ao Cemitério Central, por um homem desconhecido.

            Motivo do crime: uma mulher que estava traindo o marido com um magarefe conhecido como Bigode, que levou a amante para escondê-la na pensão de. Dona Chica Chocolate que, mesmo não estando muito de acordo acabou aceitando, possivelmente mediante a um agrado dado pelo magarefe. Só que, como a cidade de Chapadinha era muito pequena, alguém dedurou e contou para o homem traído ondo sua mulher estava escondida. O homem foi procura-la, chegando na casa de dona Chica a mulher o avistou e fugiu correndo. O homem possuído pelo ciúme pegou um espeto e desferiu vários golpes de espeto em dona Chica Chocolate que faleceu de imediato e o homem desconhecido fugiu gritando que tinha matado a mulher errada. Depois prenderam o assassino e mandaram para o presídio de Pedrinhas, de onde fugiu da prisão.

            Depois do crime, sua filha Rosário foi adotada por dona Auridéia Cunha Passos, que a levou para São Luís, onde superou todo esse terrível trauma, constituiu sua própria família e hoje é professora aposentada, mora em São Luiz e por gratidão cuida com muito carinho de dona Auridéia Cunha Passos que esta com 95 anos de idade. .

           Herbert Lago Castelo Branco

Fone: Rosário, filha de Chica Chocolate.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitido desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis de direitos autorais.

terça-feira, 5 de setembro de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM MARIA MULATA?

 

    

Maria Mulata

    Maria Alves de Sousa, mais conhecida como Dona Maria Mulata, porque tinha um irmão que se chamava de José Mulato. Ela nasceu no povoado de Água Fria, zona rural de Chapadinha. Maria Mulata ficou muito conhecida na cidade por sua criatividade e inovação ao servir cachaça e tiquira temperadas.

         Mesmo na época em que não se tinha energia elétrica, Maria Mulata já se destacava em suas misturas de bebidas. Servindo as como tira-gosto frutas como: pitomba, tamarindo, seriguela, goiaba e outras iguarias. Suas criações eram conhecidas como as cachaças temperadas e a tradicional meladinha, feita de cachaça e mel.

         O bar da madrinha Maria Mulata, era frequentado por pessoas de várias classes sociais da cidade de Chapadinha. Casada com o sanfoneiro Francisco Cândido, Maria Mulata era uma mulher festeira.  No São João, era infalível as apresentações das quadrilhas e do boi do Zé de Cinzas em frente a sua residência. 

Casa Maria Mulata

         Dona Maria Mulata marcou época e sua memória continua viva, eternizada pela lembrança da mulher talentosa e carismática que foi, mas infelizmente faleceu no dia 29 de junho de 1984, deixando uma lacuna e uma marca indelével na história de Chapadinha.

Herbert Lago Castelo Branco

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segunda-feira, 21 de agosto de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR NO DELEGADO FURRUPA?

 

Sargento Furrupa

     O destemido Delegado Luís Monteiro da Silva, mais conhecido como sargento Furrupa, depois de ter atuado e deixado a sua marca de delegado linha dura nos municípios de Lajeado Novo, Arame, Bastos Bons e Buriticupu, veio para Chapadinha no final da década de 70, a pedido do líder político José Vieira, ao então governador Nunes Freira, que era seu aliado, alegando que era para colocar ordem na cidade de Chapadinha.  Pois tinha fama de “cangaceiro” em todo maranhão, devido ao seu jeito linha dura de trabalho, que mandava espancar e matar os presos.      

      Furrupa deixou história durante a sua passagem por Chapadinha. Se achava o dono da cidade, quando ele chegava em seu jipe com 4 policias até os grilos paravam de cantar. Entre essas histórias sobre o temido Delegado da época, ele dizia que, caso visse alguém andando pelas ruas de bicicleta apenas só com uma mão segurando o guidão, ele mandaria cortar o outro braço. Também prendeu Manoel Lira, um dos maiores empresários da época e botou para arrancar relógio nas ruas de chapadinha. (Relógio é uma planta nativa do cerrado maranhense).

            Ao assumir a delegacia de Chapadinha, ele implementou também o toque de recolher. Ninguém podia ficar em bares ou nas ruas após as 10 horas da noite, que ele mandava prender. Dizem também que ele tinha uma palmatória com um cabo de vergalhão de ferro com um buraco no meio.

            O Delegado Furrupa foi assassinado a tiro, anos anos 80, na porta de sua residência em São Luís, pouco tempo depois de ter deixado Chapadinha.

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Blog O Garrafeiro Oficial, Blog William Fernandes, Blog Alexandre Cunha.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM CAPITÃO ALZIR MACHADO?

 


    Alzir Silva Machado, mais conhecido como Capitão Alzir, nasceu na então Vila de Chapadinha no dia 20 de setembro de 1933 e morou a vida inteira na rua Ananias Albuquerque, perto do FAC.  Oriundo de uma tradicional família Chapadinhense, tornou-se uma figura popular e bastante conhecida na vida social e política de Chapadinha. Participava com muita frequência e desenvoltura, dos desfiles de sete de setembro, das festas de debutantes e das festas sociais no Aldeota Clube, sempre com o seu tradicional traje passeio. Sua presença nas campanhas políticas ou inaugurações de obras públicas eram frequentes.

O então governador do maranhão Newton Bello e sua comitiva em visita a Chapadinha, ficaram encantados com a maneira engraçada de Alzir. E quis, a todo custo, leva-lo para São Luís. Com o consentimento dos pais, o governador Newton Bello levou Alzir para ser seu hospede no Palácio dos Leões e passou a chama-lo de Capitão Alzir. Ele não abriu mão da comenda e voltou para Chapadinha com o título de Capitão colocado pelo governador Newton Bello.

Alzir com Sarney e Alexandre Costa

O Capitão Alzir Machado, como todo Chapadinhense não abria mão de ter lado, era ferrenho correligionário político de Mundiquinho e José Vieira. Mas era admirado por todos, até mesmo pelo nosso eterno Deputado Estadual Antônio Pontes de Aguiar, de quem ele se dizia adversário. Mas se quisesse ver Alzir bravo e zangado! Era chamar ele de “Pé de Rapadura”. Aí meu amigo, a reação era palavrão de tudo que você possa imaginar. Mas o capitão Alzir era uma pessoa doce, inofensiva e era a alegria da criançada, por quem tinha um grande carinho. Logo ele que era uma eterna criança.

Alzir Machado era filho de Georgiano da Cunha Machado e Adelina Silva Machado e irmão do senhor Aluísio, Aécio, Dulcinéia e Denise Machado. Faleceu aos 62 anos em 1996.

Herbert Lago Castelo Branco

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis de direitos autorais.

sábado, 12 de agosto de 2023

REVITALIZAÇÃO DO AÇÚDE DO TELENGO

      


  Tal qual o presidente Juscelino Kubitschek, que construiu em Brasília, o Lago Paranoá, o maior lago artificial do Brasil, o então prefeito de Chapadinha à época, Benedito Martins, (1951-1956), foi também um grande idealizador visionário, em querer construir em Chapadinha um açude, o qual denominou de  Açude do Travessão. Infelizmente, ele não teve a sorte de conseguir realizar esse seu sonho. O tempo passou, e hoje o açudo é conhecido como açudo do Telengo. Nada mais justo, pois, o senhor Telengo foi o primeiro morador daquele lugar á época,  onde tinha uma  humilde casinha na cabeceira do açude do Travessão.   

     Hoje ele está agonizando, sendo sufocado pela depredação humano com descartes de lixos, animais mortos e até mesmo moradias irregulares. Mas ainda há tempo de nós Chapadinhenses resgatarmos este espaço lindo! com uma natureza exuberante! E de realizar esse sonho do prefeito Benedito Martins.



Neste sentido, estou convidando as pessoas interessadas, associações, sindicatos, enfim toda sociedade civil interessadas, para darmos o primeiro passo. Nos organizarmos em um grande mutirão da sociedade civil e logicamente com o apoio do poder público, para transformarmos o AÇUDE DO TELENGO no maior açude artificial do Baixo Parnaíba. Um local onde possa pescar, ter lazer, entretenimento e e gerar emprego e renda.

CONVIDO A TODOS OS INTERESSADOS PARA A PRIMEIRA REUNIÃO PARA REVITALIZAÇÃO DO AÇUDE DO TELENGO, NO DIA 23 DE AGOSTO, ÀS 19 HORAS, NA BIBLIOTECA ALTENATIVA, RUA DO COMERCIO 1161 CENTRO.

PAUTA: REVITALIZAÇÃO DO AÇUDE DO TELENGO.

Faça parte dessa história.

Herbert Lago Castelo Branco



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terça-feira, 2 de maio de 2023

A LITERATURA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Paulo Gomes.

 

Paulo Gomes

   Paulo Gomes Neto, nasceu em Magalhaes de Almeida, cidade do Maranhão, localizada às margens do Rio Parnaíba, no dia 16 de agosto de 1946 e, ainda quando crianças seus pais se mudaram para Chapadinha. Filho de Bernardo Gomes da Silva, político, ex-vereador, coletor estadual e de Luzia Correia Lima Gomes (Dona Zizi Gomes), já falecidos e teve mais 5 (cinco) irmãos: Maria do Carmo Gomes, enfermeira e professora, Teresinha Gomes, funcionária pública em São Luís, jesuíla Gomes Lima, professora em Luzilândia/PI, Tomé Gomes Lima, político, Advogado, professor, fiscal estadual da receita e Esequías Gomes Lima, empresário, advogado, assistente jurídico estadual no Rio de Janeiro.

            Em Chapadinha, Paulo Gomes começou os estudos na Escola Paroquial, dirigida pelo Cônego Padre Walter, devido a um problema disciplinar foi estudar no Grupo Escolar Paulo Ramos, concluindo o primário em 1960 no Colégio Batista Daniel de La Touche. Através de sua irmã Maria do Carmo Gomes, foi para São Luís e matricula-se na escola preparatória ao Exame de Admissão (necessário, na época, para o acesso ao ginásio), tendo sido aprovado para estudar no Liceu Maranhense.

Paulo Gomes em 1972

            Em fevereiro de 1961 seu irmão Tomé Gomes, já morando no Rio de janeiro, lhe enviou uma carta convidando-o para estudar no Rio de janeiro. E assim, no dia 02 de março de 1961 pegou um avião em Chapadinha para São Luís e, no dia seguinte, no dia 03 de março de 1961, num voo da Cruzeiro do Sul com destino ao Rio de janeiro.

            No Rio de Janeiro, Paulo Gomes matricula-se no curso Ginasial, no Instituto Coração de Maria (Escola Veiga de Almeida). Logo começou a frequentar o Calabouço e se associar no CEM – Centro dos Estudantes Maranhenses, que era uma referência para os estudantes Maranhenses que frequentavam o Calabouço e fornecia uma carteira social.

            Em 1967 estudava no Liceu Estadual Nilo Peçanha, em Niterói e residia na Casa dos Estudantes da Guanabara da qual era presidente. Integrou também, naquela época, a diretoria do Centro Cultural Joaquim Nabuco, o qual teve como presidente o intelectual paraibano Vicente Cassimiro e do seu irmão advogado Tomé Gomes. Paulo Gomes foi ainda presidente do Centro de Oratória Demóstenes, que funcionava na Casa dos Estudantes do Brasil.

            No Rio de Janeiro, Paulo Gomes casou-se com a professora Cibele Matos Gomes, vindo a se separar em 1974. Mas, anos depois, casou-se com a advogada e funcionária da Petrobrás Elisa Esteves Mello Lima, cujo enlace nasceu a sua filha Tatiana Mello Lima Gomes, advogada e funcionária concursada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro


            De 1964 a 1985 – Era a época das trevas, do obscurantismo e da repressão policial, a Ditadura Militar não admitia e desencadeou uma violenta perseguição a qualquer entidade ou movimento estudantil e incrementou perseguições sistemáticas a tudo que representasse movimento estudantil. O fim do CEM – Centro dos Estudantes Maranhenses, culminou com o fechamento do restaurante Calabouço, após brutal assassinato do estudante Edson Luís Lima Souto.

            Com o fechamento do Centro dos Estudantes Maranhenses e do primeiro Calabouço, Paulo Gomes integrou-se na luta pela reabertura do restaurante (até que foi reaberto, mas nas piores condições possíveis). Nessas lutas pela reabertura do restaurante Calabouço Paulo Gomes foi preso e condenado a 1 (um) ano de prisão pela 1ª Auditoria do Exército da 1ª Região Militar. 

            Depois de cumprir a pena integralmente e ser solto, Paulo Gomes ingressa na ALN – Ação Libertadora Nacional, liderada por Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira e foi para a luta armada contra o Regime Militar.

            Paulo Gomes foi Anistiado pela Comissão Nacional de Anistia. Com a Anistia Politica em 1979, Paulo Gomes entra na (UFRJ) Universidade Federal do Rio de janeiro, onde diplomou-se em Direito e pós-graduação em Direito Constitucional e em Ciências Sociais.

            Na década de 80, Paulo Gomes teve uma intensa participação política no Maranhão, onde ajudou a fundar o PDT no Maranhão. Em 1982 foi candidato a Deputado Estadual pelo PDT. Após o pleito, Paulo Gomes retorna para o Rio de janeiro.

Paulo Gomes com a filha Tatiana

            Em 1983, no Governo de Leonel Brizola, Paulo Gomes foi Gerente de Turismo da RIOTUR até o final do governo de Leonel Brizola. Em 1986 disputou o mandato de Deputado Federal Constituinte, não logrando êxito, ficando na suplência. Paulo Gomes foi também advogado da CPT – Comissão Pastoral da Terra, Exerceu cargo de Diretoria na TVC – Rio, Canal 6 da Net e atualmente é membro da ABI – Associação Brasileira de Imprensa e membro fundador da Academia Magalhense de Letras e da ABAMI – Associação Brasileira dos Advogados do Mercado Imobiliário.

            Além de ter publicado dois livros: “VIOLÊNCIA E O SISTEMA POLÍTICO” (1981) e “PIQUIRA” – infanto-juvenil (1990), participou também como Diretor Executivo da produção do filme “CALABOUÇO 1968 – Um tiro no Coração do Brasil” (2014), dirigido pelo cineasta argentino Carlos Pronzato e do filme “OS IRREDENTOS” (2015).


            Paulo Gomes abandonou a política por não acreditar em mudanças políticas pela via eleitoral. Mas segue acreditando nas ideias políticas socialistas até os dias atuais. Acreditando nos sonhos e nas utopias que abraçou na juventude. Não se rendeu ao sistema capitalista cruel e desumano.

            Hoje Paulo além de advogado aposentado é escritor, cientista político, jornalista e diretor da TVCRIO Canal 6 da NET/CLARO. Atualmente Paulo Gomes é casado com a professora e palestrante Edna Ferreira Calheiros Saraiva Gomes, com que vive várias décadas, e tem uma vida estável graças aos seus esforços e competência e reside na cidade do Rio de Janeiro, onde se engajou nas lutas populares e revolucionárias, mas continua mantendo laços permanentes com a sua cidade natal Magalhães de Almeida e Chapadinha, onde também mantem residência.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Livro do CEM – Centro dos Estudos Maranhenses

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

FORTES CHUVAS CAUSAM DANOS E DEIXA POPULAÇÃO DA ZONA RURAL DE CHAPADINHA ISOLADA

 

Esses danos tornam perceptível a deficiência de um plano de gestão da bacia hidrográfica de Chapadinha


    As fortes chuvas dos últimos dias deixaram boa parte da zona rural de Chapadinha isolada. Fato decorrente principalmente de ações que envolvem a retirada da vegetação de proteção das margens dos riachos e do Rio Munim, provenientes das ocupações irregulares e dragagem ilegal e irregular de areia na região do Rio Munim. Esses danos tornam perceptível a deficiência de um plano de gestão da bacia hidrográfica de Chapadinha, além da falta de estrutura e planejamento do município, para enfrentar os desastres naturais, especificamente, as enchentes.

Os problemas em decorrência do tempo adverso atingiu principalmente a população ribeirinha. Nesse contexto, surge a necessidade de ações e medidas estratégicas que precisam serem tomadas como: ordenar a ocupação e o uso da terra nas margens das nascentes; promover intervenções estruturais nas áreas de risco e criar um sistema de alerta antecipado a população.


    Também já é hora de se pensar em soluções ou alternativas para diminuir essa vazão e desperdício de água, para diminuir o risco da ocorrência de crises hídricas no nosso município, como a construção de reservatórios, diques de contenções ou até mesmo uma barragem no Rio Munim, para armazenar água das chuvas em períodos de cheia e garantir água para os períodos de estiagem para o abastecimento domiciliar, criação de peixes e produção da agricultura familiar.


Herbert Lago

Poeta e Escritor

 

 

 

quinta-feira, 30 de março de 2023

BRASILIDADE

    


    O Coletivo de Poetas de Brasília, tem a honra de convidar para o lançamento da Antologia Poética BRASILIDADE, em comemoração ao aniversário de Brasília, no dia 1 de abril, a partir das 16 horas, no espaço ColaBora. A Coletânea reúne 31 poetas.


*"Na nossa W3 , a mulher Menos Pausa abraça a poesia no colo da Colabora no verso tecido na nossa Brasília parindo BRASILIDADE!"*
Elisa Carneiro;


Poemas de *Alceu Brito Corrêa, Anabe Lopes da Silva, Ariosto Teixeira, Chico Pôrto, Elisa Carneiro, Ézio Pires, Guido Heleno, Herbert Lago Castelo Branco, Hilan Bensusan, Jorge Amâncio, José Edson dos Santos, José Roberto da Silva, Lourdes Teodoro, Luís César Sousa, Maria Maia, Marcos Freitas, Mauro Moncks, Menezes y Morais, Nando Potyguara, Nara Fontes, Nonato Freitas, Nonato Véras, Olivia Maria Maia, Paulo José Cunha, Salomão Sousa,  Reginaldo Gontijo, Roberta Almeida de Souza Cruz,  Samuel Barros Magalhães,  Vanessa Teodoro Trajano,  Varadero e Wagner Srestras. BRASILIDADE tem fotografias de Edmilson Figueiredo*.

Local: ColaBora: CRS 507 Bl. C  Lj 3/5. Estaciona na w2.

domingo, 19 de março de 2023

ASSASSINATO DE LARYSSA GOMES SEGUE SEM SOLUÇÃO

 

2 Anos esperando por justiça.

     


       No próximo dia 28 de março, completa 2 anos do assassinato da jovem chapadinhense de 17 anos Laryssa Gomes, e o crime segue sem solução. Até hoje não se sabe e não há sinal de desfecho sobre quem matou Laryssa Gomes, naquele dia 28 de março de 2021. Enquanto isso, o (s) executor (s) do crime até hoje continua solto (s).

            Em entrevista, o ex-secretário de segurança pública do maranhão, Dr. Jefferson Portela, disse que a polícia já tinha pistas para elucidar o caso e que o (s) assassino (s) logo seriam presos. O ex-secretário saiu para disputar uma vaga na Câmara Federal. E o caso parece estar praticamente abandonado, sem resposta e sem solução.

            Precisamos reforçar a pressão, para mostrar que a familia e a sociedade segue de olho, querendo a solução desse bárbaro assassinato.

            Entenda e conheça mais sobre o caso Laryssa Gomes, clique nesse site http://herbertlago.blogspot.com/2022/03/um-ano-sem-respostas-e-pergunta-que-nao.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

O QUE ESTÁ POR TRÁS DAS CRÍTICAS AO MINISTRO DA JUSTIÇA FLÁVIO DINO.

 

 

        

Ministro da Justiça Flávio Dino

    Desde de o seu discurso de posse quando afirmou que era “questão de honra” descobrir quem mandou matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e de também, ter proposto a PGR – Procuradoria Geral da República e ao CNMP – Conselho Nacional do Ministério Público, a constituição de um Grupo Especial de Combate ao Terrorismo, que o atual Ministro da Justiça Flavio Dino, vem sendo duramente criticado pelos opositores ao governo Lula e até mesmo por segmentos de partidos de centro direita que compõem a base do atual governo.

            Com o levante dos Bolsonaristas fascistas, travestidos de terroristas, ocorrido no último domingo, dia 8 de janeiro, com o intuito de causar o caos para uma possível intervenção militar e um golpe no governo Lula, acirraram-se as críticas ao Ministro da Justiça Flávio Dino, e tentam a todo custo, imputar culpa e responsabiliza-lo pelos atos de vandalismo no Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Não podemos acariciar o jacaré de boca aberta! O serpentário está nas forças armadas, no governo do Distrito Federal e no Ministério da Defesa, que até o momento não se pronunciou. O Ministro Flávio Dino não tinha como interferir na segurança pública do Distrito Federal e foi ingênuo em acreditar no governador Bolsonaristas Ibanês Rocha. Mas daí, querer culpa-lo, é um tanto quanto querer encobrir as incubadoras de fascistas que Bolsonaro montou nas forças armadas e na segurança pública nacional.

            A pressão para imputar culpa ao Ministro Flávio Dino e responsabilizá-lo pelos atos de vandalismo tem o objetivo de fragilizar Flávio Dino, a ponto de tirá-lo do cargo de Ministro da Justiça, para colocar uma outra pessoa mais moderada e aliada aos setores da direita conservadora.

            O Ministro Flávio Dino precisa de nosso apoio para se manter fortalecido no governo Lula, porque ele sim, é capaz de mexer nas feridas das forças conservadoras e de desvendar muitos crimes cometidos por Bolsonaro.

Herbert Lago