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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Helvécio Vieira Passos

  

Helvécio Vieira Passos

    Helvécio Vieira Passos, nasceu na Vila de Chapadinha no dia 07 de janeiro de 1918. Filho de Manoel Vieira Passos e Maria Amélia de Moraes Passos e teve mais 6 (seis) irmãos: Dalila de Moraes Passos, Enedina de Moraes Passos, Maria Domingas de Moraes Passos, Nilza de Moraes Passos, Otávio Vieira Passos e Zenaide de Moraes Passos. Começou os estudos na Vila de Chapadinha, depois foi para São Luís, onde cursou o ginásio no Liceu Maranhense. Mudou-se para a cidade de Ouro Preto, Minas Gerais, onde estudou Engenharia Civil, mas não chegou a concluir. Transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro, para trabalhar como funcionário público no IBGE.

Casou-se com Dieth Moreira, que era colega de sua irmã Nilza de Moraes Passos, na escola de Enfermagem Ana Nery. Não teve filho e ficou viúvo em 1955 com 47 anos de idade. Depois Helvécio casou-se novamente no Rio de Janeiro, com Yolanda Gomes, com quem também não teve filho.

Alguns anos depois, voltou para Chapadinha para administrar os bens da família e ajudar o seu pai no comercio.

Helvécio,Fátima,Manoel Vieira, Mª Dominga

Em 1948 com 30 anos de idade, Helvécio foi nomeado prefeito de Chapadinha. Não se sabe o motivo, em 1951 Helvécio renuncia ao cargo e voltou para o Estado do Rio de Janeiro, onde foi morar em Laranjal, município de Alcântara, cidade próxima a Niterói, onde foi convidado para trabalhar no DER – Departamento de Estradas de Rodagem da capital fluminense.

Como todo poeta Chapadinhense, Helvécio era um homem corajoso e sensível. Deixou poemas muitas vezes melancólicos e saudosistas ao lembrar-se de sua terra querida. Nas poesias publicadas em seu livro “POEMAS ESCOLHIDOS,” publicado postumamente em 2013 pela sua sobrinha e afilhada Maria Fátima Passos Chaves. Neles, ele fala de lugares, de pessoas e de sentimentos e o amor pela sua terra natal, como podemos ver no poema abaixo, desse grande poeta Chapadinhense.

 Um solitário no meio tantos,

um exilado em sua própria terra.

Mas nos seus olhos não havia pranto,

porque seu peito uma esperança encerra.

guardada com muita devoção.

Voltar pra lá, como diz a canção.

Porque lá está seu coração.

E não voltou, e nunca voltará.

Como o poeta jamais escutará,

o canto do sabiá.

 

Helvécio faleceu na primavera de setembro, no dia 19 de setembro de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, com 74 anos de idade, sem voltar à Chapadinha, e os seus restos mortais estão sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo no Rio de Janeiro.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Maria Fatima Passos Chaves – Sobrinha e afilhada.

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