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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

'CONSOLAI O MEU POVO"

Encontra-se em missão em Chapadinha desde o dia 31 de julho deste ano o grupo de missionário João Paulo II constituído de 10 jovens missionários da diocese de Coimbra – Portugal, acompanhados pelo Pe. Luis Miranda que em nome do Grupo divulgou uma carta circular intitulada “Consolai o meu povo” com uma análise critica de suas percepções sobre a cidade de Chapadinha a qual publico abaixo um parágrafo que mais me chamou a atenção.

““... Em Chapadinha permanecem algumas características que já no ano anterior tínhamos encontrado: de dia ou de noite um barulho ensurdecedor, a degradação das famílias com a proliferação de bares e com políticas que em nada preservam a família e os filhos. Ao nível da educação existem muitos colégios, mas a formação escolar é bastante deficitária devido a uma preparação pouco rigorosa dos professores. Permanece a corrupção latente e visível dos políticos… neste contexto a Igreja torna-se a única referência moral que aponta caminhos de fidelidade, perseverança, verdade e transparência. Tudo isto implica um trabalho de evangelização nem sempre bem compreendido e muitas vezes perseguido pelas autoridades civis. Mesmo assim, no testemunho que colhemos dos padres Missionários aqui presentes, Pe Neves, Pe Casimiro e Pe Pedro, o evangelho tem de ser proclamado em cada dia com renovado vigor, ousadia e fidelidade e é notório o esforço que fazem para no âmbito da evangelização ajudarem a “cidade dos homens” a ser mais humanizada e humanizadora, mais cristã porque mais humana e mais humana porque cada vez mais cristã”. (Pe. Luis Miranda).

Esta é a visão que o grupo de missionários tem de Chapadinha, que com certeza foi encaminhada a diocese de Coimbra e até mesmo ao Papa Bento XVI, a qual deixo aqui para reflexão dos políticos e dos Chapadinhenses em geral com a seguinte pergunta: é isso mesmo?

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

A DIREITA JOGA VERDE

Considerando o Artigo, abaixo, assinado por Valter Pomar - secretário de Relações Internacionais do PT -, "A direita joga verde", senti-me compelido a tecer alguns comentários sobre o tema nele abordado: é certo que a direita está comemorando a eventual candidatura de Marina Silva à presidência da república. Mas, que direita? José Sarney por exemplo, que apoia abertamente a candidatura de Dilma Roussef, tendo por base os últimos acontecimentos ocorridos no Senado, tem motivo de sobra para comemorar sua escolha. Ou José Sarney não é mais direita? E Renan Calheiros, Fernando Collor, Duque, Azeredo e tantos outros que apoiam Dilma, deixaram de ser direita? Suas comemorações pela candidata escolhida também não contam?
Lançada a candidatura de Dilma pelo PT, o surgimento de qualquer outro nome ligado à esquerda não ficará imune à velha retórica: "fazendo o jogo da direita", "equivocado"; "vendido", e outras. O que, eventualmente, pode até ocorrer. Agora, para Marina Silva isto não se aplica. O PT - e o universo político brasileiro - sabem muito bem disso. E não se aplica apenas ela, a esquerda tem outros nomes - poucos, é verdade - nas mesmas condições de Marina, inclusive nas fileiras do próprio PT. O que não podemos admitir é a ditadura de projeto. Há que se admitir que mesmo apoiando, aprovando e trabalhando, pode-se criticar e, eventualmente, oferecer projeto diferente sem perder a linha, sem perder o horizonte, sem perder a dignidade e sem perder a utopia (palavra tão fora de uso, não?). Por que não? Por que não?

Herbert Lago C. Branco
Poeta e escritor

A DIREITA JOGA VERDE

Não sei se a senadora Marina Silva decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada pela direita brasileira.
O troféu da babação foi para Danuza Leão, autora de um artigo intitulado “Quem tem medo da doutora Dilma” (Folha de S.Paulo, 16 de agosto). Segundo Danuza, “não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura (....) Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula (....) Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior (...) Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos petistas (....) Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que (...) Dilma Roussef passe para o segundo turno”.
De maneira menos boçal, variantes deste raciocínio foram matéria de capa da Época (“Marina embaralha o jogo eleitoral de 2010”), da IstoÉ (“o Brasil não é só PT e PSDB”), bem como de textos publicados em Veja (que ainda não deu capa) e outras publicações.
Os que comemoram, não acreditam e geralmente não desejam que Marina possa ser presidente; acham apenas que ela pode atrapalhar uma terceira vitória do PT. Ou seja: sua candidatura é vista como linha auxiliar do PSDB, mais ou menos como o Partido Verde se comporta em vários estados do Brasil.
Como ficaria mal falar isto de maneira explícita, a grande imprensa faz três movimentos diversionistas: a) apresenta Marina como candidata de quem “manteve viva a utopia”; b) destaca a importância de incluir o meio ambiente no debate presidencial; c) diz que o Brasil deve escapar da falsa polarização entre PT e PSDB.
A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.
Neste sentido, a crítica à “falsa polarização PT e PSDB” tem o mesmo objetivo daquele discurso que fala que não existem mais diferenças ideológicas: quem se beneficia de ambos é a direita, que opera nos marcos do senso comum e das personalidades, não precisando demarcar diferenças, nem construir organizações coletivas.
Infelizmente, existem setores do PT que alimentam este discurso. Por exemplo, não por coincidência, a senadora Marina Silva, que em artigo intitulado “Renda básica na política” (FSP, 9/2/ 2009) defende que PT e PSDB, que “têm sido as forças mais estáveis no comando do país”, se unam “pelo resgate da política e por meio de um alinhamento ético”. Política de alianças adotada no Acre, segundo consta.
Acontece que estes dois partidos organizam a disputa política brasileira, exatamente porque representam dois projetos nacionais opostos e contrapostos: o neoliberal e o democrático-popular. Não é a disputa entre PT e PSDB que cria esta contraposição; é esta contraposição na vida real (algo que nossos velhos chamavam de luta de classes) que se traduz na disputa política entre os dois partidos.
Que essa disputa às vezes assuma formas mesquinhas, rebaixadas, pouco claras ou elegantes, é outro assunto. Mas enquanto aquela contradição de projetos for dominante na sociedade brasileira, enquanto petistas e tucanos representarem projetos opostos, não haverá aliança estratégica entre eles.
Neste sentido, quem tiver a ambição de construir uma terceira via entre PT e PSDB, viverá o mesmo dilema do PSOL em 2006: no segundo turno, dividir-se entre Alckmin e Lula. A direita sabe disto e joga verde apenas para colher serra. Motoserra.
Valter Pomar é secretário de relações internacionais do PT
http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=80480&Itemid=201

QUANDO A NATUREZA TÁ DE SACANAGEM




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

NASA DIVULGA FOTO INÉDITA


A coisa não está para brincadeira, mas... a foto não está tão longe da realidade.
Se você duvida, entre no site da NASA e confira as fotos do Hubble.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

RELENDO GREGÓRIO DE MATOS...
VERSO E ANVERSO DA CRISE:
QUE HÁ NESTA CIDADE? VELEIDADE!
DO POVO A BRONCA? AFRONTA!
DOS FATOS A VERDADE? FALSIDADE!