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quarta-feira, 29 de abril de 2009

AUMENTAR A ESPERANÇA, RENOVAR AS FORÇAS, CONTINUAR A LUTA:

Os Indicadores Sociais no Maranhão exigem.

O impacto da cassação do Governador Jackson Lago nos trouxe sofrimento, frustração desesperança, principalmente para aqueles que nunca se afastaram da luta e sempre estiveram construindo alternativas para que o Estado pudesse recuperar a dignidade e sair da miséria. A eleição de Jackson Lago em 2006 representou para todos nós um alento, um respirar aliviado e esperança de ver um Estado redirecionado para combater os índices de pobreza que tanto nos envergonha.
Acompanhamos a composição e as muitas fragilidades do governo (estive durante um ano como secretaria adjunta de cultura e participei de várias ações do governo quando tive oportunidade de pensar, planejar e ao mesmo tempo conhecer muitos dos projetos delineados nas várias secretarias para mudar o quadro de pobreza do Estado).
Apesar das inúmeras críticas e da oposição feroz que não deu ao governo nenhuma trégua nem direito de resposta em nenhuma situação. O governo avançava. Para alguns de forma lenta, para outros, que estavam trabalhando arduamente, de forma acelerada, veja os exemplos da Secretaria de Igualdade Racial coordenada por João Francisco representante histórico do movimento negro e do PDT e Silvio referência no movimento sindical do PT. A Secretaria da Mulher que abriu diversas frentes de atuação, articulando a criação de inúmeros organismos de políticas públicas para as mulheres, intensificou campanhas de combate à violência e lançou o Plano Estadual de Políticas Públicas para Mulheres, possibilitando mudanças na visão das mulheres ainda vistas como inferiores, submissas e dependentes. A Secretaria da Educação que em 2 anos inaugurou 164 escolas que comparado ao governo de Roseana que em 8 anos somente inaugurou 5 escolas, nos parece um número significativo. A Secretaria de Trabalho e Economia Solitária coordenada por Terezinha Fernandes e Franklin Douglas abriram muitas frentes de debate e desenvolviam um trabalho importante na construção de alternativas de trabalho e renda para as populações em situação de miséria.
O trabalho desenvolvido pela Secretaria de Cultura que, embora tenha me afastado, reconheço os inúmeros fóruns que realizamos que tinha como objetivo inaugurar um novo momento na construção de políticas públicas de cultura. O resultado disso foi o redirecionamento das ações da cultura no qual o Estado passou a dar uma atenção maior aos outros 216 municípios maranhenses, ampliando assim as fronteiras do acesso a cidadania cultural dos maranhenses – meta que considero das mais caras e importantes em qualquer projeto político que vislumbre a construção de um novo modelo de sociedade.
Não poderia deixar de destacar o trabalho desenvolvido pela FAPEMA coordenado de forma muito competente pelo Dr. Sofiani Labidi que inverteu totalmente as formas de atuação daquele órgão, abriu espaços para apoio a eventos científicos, apoio a projetos de pesquisas, bolsas de pesquisas e criou algo ainda inédito em muitos Estados brasileiros: bolsas de iniciação científica a jovens pesquisadores de ensino médio. Tive oportunidade de ser avaliadora dos trabalhos de vários jovens em evento realizado no Liceu Maranhense e constatei não apenas a qualidade dos trabalhos dos jovens iniciantes, mas, a esperança de entrar na universidade já com um campo de estudo definido o que dá a esses jovens a oportunidade de aprofundar seus estudos quando muitos jovens somente o fazem, quando estão concluindo sua graduação.
São muitos exemplos, muitos deles desconhecidos da sociedade o que mostra talvez a grande falha deste governo. Seu projeto de comunicação não conseguiu chegar à sociedade. Não conseguiu romper com a mídia oligárquica, não conseguiu romper com o conservadorismo de uma sociedade que talvez esperasse de imediato, obras faraônicas – elevados, grande prédios que certamente não teria o nome da família Sarney. Mas o governo inaugurou ponte em Imperatriz, inaugurou Hospital público, porém não foi na Capital São Luís. Será que por isso não repercutiu?? Não, não foi por isso. Tudo o que este governo faria jamais teria repercussão nessa imprensa porque grande parte dela apenas reproduzia de forma zelosa aquilo que a oligarquia determinava, ou seja, é um jornalismo torpe, mesquinho e parcial. Ressalve o Jornal O Imparcial que teve uma atitude digna e mostrou em diversos momentos o lado negado pela imprensa oligárquica e o Jornal Pequeno, que embora com muitos equívocos, veja a justificativa dada pelo Jornal para a atitude do presidente da Assembléia, mas manteve uma postura coerente em relação ao golpe arquitetado pelo grupo Sarney.
Qual a saída agora?
Passado o impacto, é hora de renovar as resistências. A frustração deste momento não pode representar a morte das esperanças alimentadas após décadas de um Estado que vive indicadores que parece estamos sempre no mesmo lugar. Os indicadores sociais demonstram essas assertivas: Somos 26% de analfabetos, vivemos no Estado do Brasil com o maior número de municípios em situação de pobreza extrema, o Maranhão foi o Estado que mais fechou bibliotecas públicas na década de noventa – período em que Roseana governou o Maranhão. Algumas reabertas no governo de Jackson, mas ainda assim mais de 40 % dos municípios não conseguiram reabrir seus espaços de informação. É um dos Estados do Brasil com apenas 36% de trabalhadores com carteira assinada quando a média nacional é de 64%. Temos Regiões como Baixo Parnaíba para onde se estima o percentual de 63,21% de excluídos, e Lençóis Maranhenses, onde 60,73% da população é socialmente excluída, segundo Mapa da Exclusão Social de Lemos (2007). Se considerarmos que essas regiões têm inúmeras riquezas naturais, então há necessidade de desenvolver estudo e pesquisas e análises mais reais desses dados que possam mudar o quadro social destas localidades.
Temos, portanto, um grande desafio: tornar esses dados uma meta a ser perseguida pelo Estado. Exigir que os planejamentos que foram pensados no Governo Jackson Lago para atacar estes problemas sejam considerados e não haja descontinuidade. O maior problema da gestão pública no Maranhão foi a descontinuidade: um gestor apaga o que o outro deixou para demonstrar que tudo que vai pensar é novo. As declarações de Roseana já apontam para esta direção.
Não podemos deixar que o Maranhão fique a mercê dos interesses de um grupo que já demonstrou que não tem interesse de mudar esse quadro. Será que agora irá trabalhar nesta direção?
Vamos criar mecanismos de fiscalizar a ação do Estado. Esse é o papel de todos os cidadãos e cidadãs. A hora exige! O Maranhão agradece!
MARY RERREIRA

segunda-feira, 27 de abril de 2009

SESSÃO DE ESTUDO ANÁLISE CONJUNTURA POLÍTICA DO MARANHÃO


O escritório político da deputada estadual Helena Barros Heluy (PT) promoveu, terça-feira (7), uma sessão de estudo para debater a atual situação política do Maranhão, a partir da explanação do professor da Ufma, Vagner Cabral e do jornalistr Cabral e do jornalista Walter Rodrigues, que assina o blog Colunão, especializado em política. As sessões de estudo são atividades realizadas mensalmente com o objetivo de contribuir para formar a consciência crítica de sua assessoria e de representantes de entidades diversas e movimentos sociais.
Fatos e personagens marcantes da história política do Maranhão desde quando se instalou o vitorinismo, o surgimento e a trajetória do mais famoso político maranhense (José Sarney), o rompimento de seu ex-afilhado político José Reinaldo, a eleição e a cassação do governador Jackson Lago e suas prováveis conseqüências foram tratados com a efervescência natural que o tema costuma provocar. A platéia formada por militantes e dirigentes do PC do B, deputado estadual Max Barros (DEM), representante do Conselho Regional de Enfermagem (Corem), religiosos e universitários não viu a hora passar e ficou atenta à palestra das 20h às 23h e, depois, ao debate.
Vagner Cabral procurou em sua fala fugir a uma análise maniqueísta dos fatos, evitando tratar os dois grupos que hoje disputam a cena política maranhense como heróis e vilões. O professor defende que a conjuntura política no estado retrata a violência com que sempre foi tratada a população em todas as áreas onde atua o poder público, situação exemplificada pelo caso do juiz do Trabalho Marcelo Baldocchi, acusado da prática de trabalho escravo em sua fazenda.
Para ele, o pivô da disputa entre o grupo Jackson, de um lado, e Sarney, de outro, é tão somente o poder político e não melhorar as condições de vida da população miserável que vive no estado cuja capital tem relativamente uma das maiores concentrações de renda do país, com índices comparáveis às grandes cidades industriais.
A derrota da família Sarney, que manteve a hegemonia política nas eleições estaduais há mais de três décadas, Cabral classifica como fascinante votação plebiscitária que surpreendeu o senador maranhense eleito pelo Amapá. Segundo o professor, para conseguir êxito na contra-ofensiva a Jackson, Sarney procurou se fortalecer na estrutura de poder da esfera federal “pendurado” na argumentação do apoio à governabilidade do presidente Lula e, ao mesmo tempo, na estrutura do Poder Judiciário. A disputa se dá no plano do Estado e a imprensa dá aos fatos uma versão maniqueísta de disputa de poder.
Cabral entende que o grupo Jackson conseguiu eleger dois terços das prefeituras do Estado, em 2006, mas a alternância de poder não foi acompanhada por uma melhoria da qualidade do estilo de política praticada no Estado.
Golpe Jurídico - Questionado se a cassação seria um golpe, o professor defendeu que, embora os fatos evidenciassem corrupção pelo uso da máquina do Estado, o processo resultou de um golpe jurídico que Sarney engendra desde 2006, quando, ao reforçar sua influência no governo federal e no Judiciário, conseguiu que o processo de cassação do mandato de Jackson tramitasse com celeridade.
Pedagogia da Queda - Paraense há 30 anos em São Luís e considerado grande conhecedor do traçado político do Maranhão, o jornalista Walter Rodrigues fez sua análise a partir da trajetória dos protagonistas da cena política maranhense da atualidade. Sarney, jovem político ligado a um grupo que se apresentava identificado com ideais revolucionários e que conquistou espaço como aliado político de Vitorino Freire, ao qual abandonou fazendo-lhe oposição, aliando-se, depois, aos generais da ditadura militar e que, a partir daí, mantém-se no poder independente da corrente ideológica no comando do país; de outro lado, o médico Jackson Lago, que começou como secretário de Saúde do ex-governador Cafeteira e galgou lugar na vida política como prefeito da Ilha rebelde.
Sua grande vitória política ao derrotar Roseana Sarney, em 2006, com apoio do governador José Reinaldo – oriundo do grupo Sarney ao qual abandonou – e da máquina administrativa, tornou-se também sua maior derrota política ao ser cassado sob acusação de corrupção eleitoral.
Para Walter, Jackson foi cassado não por ter cometido corrupção – que é a prática comum no processo eleitoral no estado –, mas pela exacerbação da prática. O jornalista afirma que o movimento apelidado de “balaiada” em defesa do governador Jackson foi construído e não genuinamente popular, ganhando eco na mídia nacional e internacional por causa da participação da “grife” do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
Ele argumenta que a cassação do governador não é um golpe, mas tem caráter pedagógico e deve provocar nos próximos candidatos a inquilinos do Palácio dos Leões e de outras esferas do poder o cuidado em respeitar o limite no trato da coisa pública.

Extraído do Boletim Eletrônico da Deputada Estadual Helena Barros Heluy
Edição 1ª e 2ª semanas de abril de 2009

segunda-feira, 20 de abril de 2009

NOVO MODELO DE SOCIEDADE

Ao participar do Fórum Econônimo Mundial para a América Latina, nesta semana, no Rio, indaguei: diante da atual crise financeira, trata-se de salvar o capitalismo ou a humanidade? A resposta é aparentemente óbvia. Por que o advérbio de modo? Por uma simples razão: não são poucos os que acreditam que fora do capitalismo a humanidade não tem futuro. Mas teve passado? Em cerca de 200 anos de predominância do capitalismo, o balanço é excelente se considerarmos a qualidade de vida de 20% da população mundial que habitam nos países ricos do hemisfério norte. E os restantes 80%? Excelente também para bancos e grandes empresas. Porém, como explicar, à luz dos princípios éticos e humanitários mais elementares, estes dados da ONU e da FAO: de 6,5 bilhões de pessoas que existem hoje no planeta, cerca de 4 bilhões vivem abaixo da linha da pobreza, dos quais 1,3 bilhão abaixo da linha da miséria. E 950 milhões sofrem desnutrição crônica. Se queremos tirar algum proveito da atual crise financeira, devemos pensar como mudar o rumo da história, e não apenas como salvar empresas, bancos e países insolventes. Devemos ir à raiz dos problemas e avançar o mais rapidamente possível na construção de uma sociedade baseada na satisfação das necessidades sociais, de respeito aos direitos da natureza e de participação popular num contexto de liberdades políticas. O desafio consiste em construir um novo modelo econômico e social que coloque as finanças a serviço de um novo sistema democrático, fundado na satisfação de todos os direitos humanos: o trabalho decente, a soberania alimentar, o respeito ao meio ambiente, a diversidade cultural, a economia social e solidária e um novo conceito de riqueza. A atual crise financeira é sistêmica, de civilização, a exigir novos paradigmas. Se o período medieval teve como paradigma a fé; o moderno, a razão; o pós-moderno não pode cometer o equívoco de erigir o mercado em paradigma. Estamos todos em meio a uma crise que não é apenas financeira, é também alimentar, ambiental, energética, migratória, social e política. Trata-se de uma crise profunda, que põe em xeque a forma de produzir, comercializar e consumir. O modo de ser humano. Uma crise de valores. Desacelerada a ciranda financeira, inútil os governos tentarem converter o dinheiro do contribuinte em boia de salvação de conglomerados privados insolventes. A crise exige que se encontre uma saída capaz de superar o sistema econômico que agrava a desigualdade social, favorece a xenofobia e o racismo, criminaliza os movimentos sociais e gera violência. Sistema que se empenha em priorizar a apropriação privada dos lucros acima dos direitos humanos universais; a propriedade particular acima do bem comum; e insiste em reduzir as pessoas à condição de consumistas, e não em promovê-las à dignidade de cidadãos. Há que transformar a ONU, reformada e democratizada, no fórum idôneo para articular as respostas e soluções à atual crise. Urge implementar mecanismos internacionais de controle do movimento de capitais; de regular o livre comércio; de pôr fim à supremacia do dólar e aos paraísos fiscais; e assegurar a estabilidade financeira em âmbito mundial. Não haveremos de encontrar saída se não nos dermos conta de que novos valores devem ser rigorosamente assumidos, como tornar moralmente inaceitável a pobreza absoluta, em especial na forma de fome e desnutrição. É preciso construir uma cultura política de partilha dos bens da Terra e dos frutos do trabalho humano, e passar da globocolonização à globalização da solidariedade. As Metas do Milênio e, em especial, os sete objetivos básicos do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, de 1995, devem servir de base a um pacto para uma nova civilização: 1) Escolaridade primária universal; 2) Redução imediata do analfabetismo de adultos em 50%; 3) Atenção primária de saúde para todos; 4) Eliminação da desnutrição grave e redução da moderada em 50%; 5) Serviços de planificação familiar; 6) Água apta para o consumo ao alcance de todos; 7) Créditos a juros baixos para empresas sociais. A experiência histórica demonstra que a efetivação dessas metas exige transformações estruturais profundas no modelo de sociedade que predomina hoje, de modo a reduzir significativamente as profundas assimetrias entre nações e desigualdades entre pessoas.
FREI BETO
Escritor, autor em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de O desafio ético (Garamond), entre outros livros.

terça-feira, 14 de abril de 2009

ONDE ESTÁ O DINHEIRO? O GALO COMEU, O GALO COMEU, E NINGUÉM VIU!



Chapadinha recebe mensalmente para a saúde pública R$ 1,5 (um milhão e quinhentos mil ).
No ano de 2008 recebeu do FNS – Fundo Nacional de Saúde R$ 14.900.000,00 (quatorze milhões e novecentos mil) e chegamos ao ponto de não ter nem receituário?
Onde e está o dinheiro? O Galo comeu, o Galo comeu, e ninguém viu.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A CRISE SEGUNDO ALBERT EINSTEIN

"Não pense que as coisas vão mudar, se você sempre faz o mesmo. A crise é a melhor benção que pode acontecer com as pessoas e países, porque a crise traz progresso. A criatividade nasce da angústia como o dia nasce da noite escura. É na crise que surge a invenção, as descobertas e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera-se a si mesmo sem ficar "superado".Quem atribui seus fracassos e penúrias para a crise , violenta seus próprios talentos e respeita mais os problemas do que as soluções. A verdadeira crise é a crise da incompetência ... A desvantagem das pessoas e dos países é a preguiça para encontrar saídas e soluções. Sem crise não há desafios, sem desafios a vida é uma rotina, uma morte lenta. Sem crise não há mérito. É na crise que floresce o melhor de cada um, porque sem crise todo vento é uma caricia. Falar de crise é promovê-la e calar na crise é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la".



quarta-feira, 8 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SALVE, SALVE! BRAVO, Dr. JOSUÉ!


Sem proselitismos quero solidarizar-me com o Dr. Josué Portela pela sua matéria intitulada A SAÚDE DE CHAPADINHA NA UTI, publicada no blog Café Pequeno do jornalista Ivandro Coelho. Não o conheço, mas passei a admirá-lo pela sua coragem e pelo seu ato de bravura no seu exercício de cidadania, que, como médico e cidadão, se sentiu no dever de expressar sua opinião sobre os desmandos e atrocidades que vêm sendo cometidas contra o povo humilde e pobre de Chapadinha e região do Baixo Parnaíba e Alto Munim.
É realmente lamentável ver a saúde pública de Chapadinha em completo estado de calamidade e abandono, apesar dos exorbitantes recursos vindos do governo federal (R$ 14 milhões e 900 mil) originários do Fundo Nacional de Saúde.
Em dezembro fui testemunha desse estado deplorável e dessa precariedade e pouca vergonha quando tive que levar minha esposa ao Hospital Antonio Pontes de Aguiar para fazer um curativo e ouvi do enfermeiro que não podia fazer porque não tinha gaze no hospital.
Já em fevereiro deste ano ouvi em entrevista o descaramento do ex-prefeito Magno Bacelar, vulgo nota 10, no programa rádio denúncia dizendo que a saúde de Chapadinha estava muito boa.
Só que para mim o mais grave de tudo isso não é ver o povo humilde que não tem escolaridade e informação ser enganado pelos cínicos gestores e prefeito, mas a omissão e a complacência das pessoas formadas e bem informadas, dos formadores de opinião, dos médicos, inclusive aqueles que ocuparam o posto de Secretário de Saúde, que se vendem por migalhas e se calam diante de tantas mazelas e aceitam tudo isso acontecer em nossa cidade.
Por tudo isso é que digo: Salve, Salve! Bravo, Dr. Josué!

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

quarta-feira, 1 de abril de 2009

OS CORREIOS EM MINHA VIDA





CÂMARA DISTRITAL PRESTA HOMENAGEM À ECT PELOS SEUS 40 ANOS.

No dia 20 de março a Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma Sessão Solene de autoria do Deputado Paulo Tadeu, (centro da foto), em homenagem à ECT pela passagem dos seus 40 anos.
Na abertura da solenidade o Deputado Paulo Tadeu fez um desafio a este escriba para declamar um poema
ocasião em que subi ao parlatório e parabenizei a instituição e seus 115 mil empregados espalhados pelo país, pelos significativos avanços alcançados ao longo dos 40 anos de sua existência; ao tempo em que falei da influência e da importância dos correios em minha vida. Agradeci à Câmara Distrital pela honrosa homenagem prestada e declamei de improviso o poema abaixo:


OS CORREIOS EM MINHA VIDA

Os Correios em minha vida,
começou com minha avó.
Depois veio a tia Maristela,
operando o código Morse.
Quando ainda adolescente,
Vieram meus devaneios,
e por uma linda moreninha
vim me apaixonar,
era filha do gerente dos Correios,
com quem vim a namorar.
Lá pelos anos setenta,
Guiado pelo destino,
rumei para Brasilia,
pensando em trabalhar.
Chegando a Brasilia,
sem nenhuma experiência,
ingressei-me nos Correios,
na extinta Superintendência.
Casei-me em seguida,
dois filhos eu criei,
o que seria de minha vida,
se não fosse os Correios?

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor