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sábado, 19 de fevereiro de 2011

BLOCO DOS QUIABOS VIRA OPÇÃO PARA OS FOLIÕES DE CHAPADINHA





A tradicional história de formação da maioria dos blocos de carnaval brasileiros se repetiu também com a do BLOCO DOS QUIABOS em Chapadinha.
Numa mesa de boteco, alguns amigos lisos (sem dinheiro), não queriam passar o Carnaval em branco. O ano era de 2009 e decidimos montar o bloco dos lisos. A primeira concentração foi na casa do nosso amigo cantor Casagrande, cerca de 15 pessoas, e saímos pulando o carnaval pelas ruas da chapada até a praça Cel. Luiz Vieira, ao som de marchinhas e músicas animadas, e como adereço um colar de quiabo no pescoço. Daí o nome de batismo: BLOCO DOS QUIABOS. Era para ser apenas aquele ano, mas o bloco faz sucesso e já são três anos de brincadeira.
Em 2010 conseguimos fazer 30 abadas. Agora o bloco continua como uma opção para os lisos de Chapadinha brincar o carnaval com muita harmonia e tranquilidade. Foram confeccionados para este carnaval 100 abadas que será vendido para custear as despesas com a banda ABC DO FORRÓ e toda brincadeira.
O bloco brinca no mesmo local da concentração, no Bar do Hildefonso, na Rua Cunha Machado, no Bairro da Cruz.
Apesar da ampliação do número de participantes, a maioria dos foliões ainda é formada por lisos. Mas o que vale mesmo é a brincadeira saudável e sem violência.
Hildefonso! To indo. Bota a cerveja para gelar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LUMPEMPROLETARIADO





Max e Engels, no incendiário Manifesto do Partido Comunista, publicado em 1848, exaltam os méritos das classes trabalhadoras e condenam ao fogo do interno o capitalismo.
Não deixam, contudo, de assinalar a existência, em patamar inferior ao dos burgueses e proletários, de camada denominada lumpemproletariado, descrita como “essa putrefação passiva dos mais baixos extratos da velha sociedade”. Segundo os autores do ceticismo comunista, o lúmpen “pode, aqui ou ali, ser arrastado ao movimento por uma revolução proletária”. Todavia, “as condições de existência o predispõem bem mais a se deixar corromper por tramas reacionárias”.
Em língua portuguesa, lumpemproletariado é o nome da “canalha”, coletivo constituído pelo submundo destituído de consciência cívica, de princípios éticos, e descomprometido com os objetivos da sociedade. É no lumpemproletariado, isto é, na canalha, que corruptos de todas as cores e matizes arrebanham votos por ocasião das eleições, mediante compra, troca ou meras promessas de recompensa.
O Maranhão, com algumas exceções, tornou-se o paraíso da canalha, responsável pela entrega do poder a oligarcas, velhos coronéis, demagogos e corruptos, que governam o estado ou município como propriedades particulares.
O regime democrático aparenta certa fragilidade diante da canalha, cuja libertinagem estimula a ascensão de políticos venais. Não há, no exercício de mandato legislativo, ou executivo, quem não haja sido eleito pelo voto.
A canalha escolhe candidatos mais ou menos segundo o princípio do “rouba, mas faz”, ignorante das nobres responsabilidades dos poderes Legislativo e Executivo, por laços de compadrio, de mera submissão, ou incorrigível tendência à corrupção, conforme alertaram Marx e Engels.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FISIOLOGÍSMO, VOCÊ SABE O QUE É ISSO?


O Fisiologismo, segundo o Dicionário Aurélio, é a prática política que consiste na obtenção de vantagens e favores políticos em troca de apoio ao governo, seja ele, federal, estadual ou municipal.
A fórmula clássica da cooptação fisiológica consiste em trocar apoio parlamentar por cargos e favores na administração pública.
A verdade é uma só, o fisiologismo prevalece porque é o caminho mais curto para se obter rapidamente o que se pretende. O grande problema do seu uso é o fato de se tratar de uma prática viciosa, que incentiva mais e mais essa indústria de favores sem se importar se esse ou aquele projeto é bom.
Tudo isso nos leva a conclusão lógica do porque de tantos desejarem uma vaguinha no legislativo ou na prefeitura. Alguns podem até serem ideologistas, mas a grande maioria é fisiologista e, só querem entrar para poderem negociar. Esta é a verdade e, infelizmente, a sociedade não consegue ver.
O caminho correto seria a isenção dos poderes tão decantada em uma democracia e, infelizmente não é o que se vê. Os projetos do executivo deveriam ser votados e, aprovados, porque são bons e não porque foram trocados por favores
O sistema que deveria prevalecer é simples: o legislativo fiscaliza o executivo e, a sociedade fiscaliza o legislativo. Enquanto esse sistema não encontrar eco na sociedade, continuaremos a conviver com as práticas hediondas de desvio de dinheiro público, improbidade administrativa, nepotismo e fisiologismo.
Política deveria ser coisa séria e nunca um mercado de negócios, onde o mais esperto leva maiores vantagens como, por exemplo, uma secretaria, um cargo no governo para um chegado, etc.
Vamos revolucionar esse mundinho imundinho da política, mas para que isso aconteça, ela tem que ter início já. Deve começar pelas bases, ou seja, pelos municípios, até atingir o topo da pirâmide.
Com certeza não estarei vivo para ver, mas como sonhador, espero que a geração dos meus netos possa ver essa revolução concretizada.
Como diz a música que inspirou uma geração: "QUEM SABE FAZ NA HORA, NÃO ESPERA ACONTECER".