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sexta-feira, 29 de maio de 2009

CHAPADINHENSE MATOU MULHER EM BRASILIA E JOGOU CORPO NA FOSSA

EM SANTA MARIA, MARIDO SE EMBRIAGA, TEM CRISE DE CIÚMES E ESPANCA A MULHER ATÉ A MORTE, DIZENDO AOS FILHOS QUE ELA ABANDONARA A CASA

“A última vez que vi a mamãe foi quando o papai bateu nela até que ela dormisse. Depois disso, não a vi mais.” As palavras de uma menina de cinco anos somadas ao desaparecimento de Maria Mônica da Silva Souza, 26 anos, levaram um conhecido da família a procurar a seção de localização de pessoas desaparecidas na Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) da Polícia Civil. A denúncia levou à descoberta de um crime hediondo na zona rural de Santa Maria. Na noite de quarta-feira, os policiais encontraram o corpo de Mônica escondido em uma fossa do terreno onde ela morava. O marido dela, o caseiro Antônio Borges da Silva, 40 anos, confessou depois que matou a mulher por ciúmes. O homicídio ocorreu na noite do último dia 16. Na versão do acusado, Mônica teria saído por volta das 19h para ir à igreja com uma amiga e retornado aproximadamente à meia-noite, momento em que teria confessado uma traição ao companheiro. Antônio, que admitiu ter tomado três cervejas e três doses de cachaça naquela noite, agrediu a mulher no banheiro da casa e no quarto onde dormiam com socos e pontapés, até matá-la. Os dois filhos do casal, uma menina de cinco anos e um menino de três, assistiram a algumas etapas da cena de violência. À polícia, Antônio declarou que só percebeu ter matado a mulher no domingo pela manhã, quando decidiu ocultar o que tinha feito. Ele enrolou o corpo de Mônica com um lençol e o escondeu debaixo da cama — “para as crianças não verem”, justificou. Depois, disse aos filhos e conhecidos que Mônica abandonara a família de madrugada. Ele esperou até que as crianças fossem dormir para retirar o corpo da mulher do esconderijo improvisado e jogar em uma fossa séptica nos fundos do terreno. Ontem, Antônio disse ter se arrependido do crime que cometeu. Cães farejadores A equipe da DRS levou quatro horas para entender o caso. “Após chegarmos ao local, constatamos que havia ocorrido algo mais que um simples desaparecimento devido aos indícios que encontramos, como marcas de sangue embaixo da cama”, detalhou o delegado Eric Seba de Castro, diretor da DRS. Os policiais contaram com a ajuda do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros, que levou cães farejadores ao local do crime. Os animais ficaram agitados ao se aproximar da fossa séptica e levaram à descoberta do corpo da vítima. Antônio foi preso em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Pode pegar de 12 a 30 anos de prisão pelo primeiro crime, e de 1 a 3 anos pelo segundo. Os dois filhos do casal foram recolhidos a um abrigo, onde passaram a noite, e terão o destino decidido pela Vara da Infância e da Juventude (VIJ). “Normalmente em casos como esse, o que a VIJ faz é tentar localizar os parentes mais próximos das crianças para ver se eles têm condições de criá-los. Caso a resposta seja positiva, os meninos são encaminhados para os familiares em seguida”, explicou o delegado. O casal morava na zona rural de Santa Maria há apenas três meses. Eles vieram de Chapadinha, no interior do Maranhão, em busca de uma vida melhor. Entre os objetos encontrados pela polícia na casa onde viviam, estavam duas cartas escritas por Mônica. A primeira era endereçada aos pais, com quem não chegou a viver, pois foi abandonada quando criança. O documento demonstrava a vontade que ela tinha de conhecê-los e de perdoá-los por terem-na deixado sozinha no mundo. A segunda carta era endereçada a um programa de televisão, onde ela pedia ajuda para poder realizar o sonho de encontrar os pais e uma irmã, que possivelmente estariam no DF.
Fonte: CORREIO BRAZILIENSE de hoje 29/05/09
Por PABLO RABELLO

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O FUTURO DA RADIODIFUSÃO BRASILEIRA


A capital federal foi o palco principal dos debates sobre o setor de rádio e televisão. Durante três dias, empresários, comunicadores, técnicos e pesquisadores abordaram temas como liberdade de expressão, novas tecnologias, marco regulatório e gestão de empresas no 25° Congresso Brasileiro da Radiodifusão. O evento encerrou com conclusões importantes e superou as expectativas na área comercial: a Feira Internacional de Equipamentos e Serviços, que contou com a presença de 94 empresas nacionais e multinacionais, faturou R$ 38 milhões. A edição deste ano assinalou 47 anos de debates sobre a comunicação no país, liderados pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Além disso, o evento aconteceu num momento de grandes transformações tecnológicas, que impactam não só o rádio e a televisão, mas todas as formas de comunicação. Nesse cenário, um passo significativo foi dado pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, que anunciou já na abertura do congresso a assinatura da portaria para a realização de consulta pública que permitirá a concorrência dos principais padrões digitais de rádio do mundo e, posteriormente, a definição do modelo a ser adotado pelas milhares de emissoras brasileiras. Com uma história quase centenária, o rádio brasileiro tem um papel predominante no cotidiano de cada um de nós, seja numa metrópole ou numa pequena cidade do interior. Entretanto, o rádio, que vivencia como nenhum outro meio a vida de cada comunidade, é o único remanescente no ambiente analógico. Por isso, a confirmação da consulta pública é tão importante e esperamos que até o próximo ano será possível escolher definitivamente o padrão mais adequado para o nosso rádio. Com a participação de renomados profissionais de diversas áreas do conhecimento, o congresso discutiu a defesa da publicidade para a consolidação da democracia e do desenvolvimento do país e a realização da I Conferência Nacional da Comunicação (Confecom), marcada para dezembro. Reafirmou-se durante o evento a defesa unânime do Conar como órgão capaz de regular a propaganda no país, garantindo a liberdade de expressão nessa área e, ao mesmo tempo, preservando os interesses da sociedade. O setor da radiodifusão — que responde por 0,49% do PIB, gera 302,6 mil empregos (diretos e indiretos) e fatura mais de R$ 14 bilhões ao ano — depende essencialmente da publicidade. Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que a comercialização de publicidade representa 89% da receita das emissoras de rádio e televisão. Portanto, garantir a livre expressão comercial representa assegurar também condições de independência e de pleno exercício da liberdade de imprensa aos veículos e, por consequência, o acesso ao cidadão a uma diversidade de conteúdo, produtos e serviços. O debate sobre a participação do segmento na Confecom serviu para definir os principais eixos a serem defendidos durante as discussões sobre a comunicação brasileira nas diversas regiões do país. Os radiodifusores reafirmaram a certeza de que será uma oportunidade importante para discutir o modelo atual das comunicações, porém, desde que vislumbremos o seu futuro, como a regulação das novas mídias, o processo de convergência tecnológica, as regras para a concorrência etc. O Brasil precisa adaptar-se, o mais rápido possível, ao novo cenário de comunicação que avança embalado pela internet e pela digitalização dos meios. A Abert espera que o comitê organizador defina os eixos da conferência, para então consolidar suas prioridades para o debate nacional. Por último, os empresários do setor reafirmaram a necessidade de o Ministério das Comunicações aperfeiçoar a gestão dos processos das emissoras. O desmantelamento do órgão ocorrido durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso determinou o acúmulo de dezenas de milhares de processos que até hoje, apesar do esforço da atual gestão, não foi superado. Enfim, foram três dias de intenso debate, em mais de 40 plenárias, painéis e oficinas técnicas. Deles, não temos dúvida, o setor da radiodifusão sai fortalecido pelas conclusões e diretrizes que conseguiu produzir para consolidar sua atuação em um cenário de convergência tecnológica, cada vez mais complexo e desafiador, que elimina fronteiras entre os meios de comunicação, torna mais veloz o acesso a informações e redesenha, pouco a pouco, a maneira de fazer negócios.

Daniel Pimentel SlavieroPresidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)
Fonte: Correiobraziliense de hoje 28-05-09


segunda-feira, 25 de maio de 2009

APELO À SOLIDARIEDADE


Nos últimos dias temos acompanhado o sofrimento de milhares de pessoas atingidas pelas chuvas nas regiões norte e nordeste do Brasil. A tragédia das chuvas assume dimensões de catástrofe com mais de 750 mil pessoas precisando de comida, água potável e abrigo.

No Piauí, são mais de 48 mil pessoas atingidas em 61 municípios do Estado. No Maranhão, 29 municípios estão em situação de emergência e mais de 22 mil pessoas estão desabrigadas. No Ceará, 69 municípios foram atingidos pelas águas, 12 pessoas morreram, 140 estão feridas, 16.311 perderam tudo e estão desabrigadas (dados da Defesa Civil de 07/05/2009).

Reconhecendo que a valiosa ação de solidariedade das comunidades e da Igreja local não consegue fazer frente a tantas necessidades, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em conjunto com a Cáritas Brasileira, convoca suas dioceses, paróquias e todo o povo brasileiro para se juntarem à Campanha Nacional de Solidariedade ao Norte e Nordeste.

Cada paróquia, diocese ou comunidade organizada poderá buscar a melhor forma de colaborar com os atingidos pelas chuvas. A solidariedade não tem fronteiras nem limites.

Aqueles que decidirem fazer doações em dinheiro para socorro imediato às vítimas, reconstrução de casas e recuperação dos meios produtivos poderão fazer o depósito nas contas bancárias abertas para esta finalidade pela Cáritas Brasileira.

Cáritas Brasileira – SOS NORTE E NORDESTE
· Banco do Brasil: Agência 3475-4, c/c: 23091-X
· Banco Bradesco: Agência 606, c/c: 68000-1
· Caixa Econômica Federal: Agência 1041, operação 003, c/c: 935-1

As contas bancárias estarão abertas por 120 dias, ou seja, até o dia 10 de setembro de 2009. As paróquias, comunidades e doadores individuais que necessitarem de recibos deverão enviar o comprovante de depósito para a Cáritas Brasileira (fax: 0xx61 3214.5404), informando os dados para emissão do recibo e o endereço para onde ele deverá ser enviado.

A CNBB solicita a todos os bispos, presbíteros, ministros e agentes de pastoral que divulguem a CAMPANHA nas missas, visitas domiciliares e reuniões pastorais, sítios eletrônicos, programas de rádio e de televisão; e colaborem na realização de coletas de solidariedade nas missas, na comunidade, nos grupos e nas escolas católicas.

Confiantes na materna proteção de Nossa Senhora Aparecida, oremos todos pelas vítimas das enchentes, para que encontrem conforto e alivio em suas dores.

Com fraterna saudação e unidos em oração.


Dom Geraldo Lyrio Rocha Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Mariana Arcebispo de Manaus
Presidente da CNBB Vice-Presidente da CNBB


Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-Geral da CNBB

sexta-feira, 22 de maio de 2009

MERCADO DA FÉ

Como os supermercados, as igrejas disputam clientela. A diferença é que eles oferecem produtos mais baratos e elas prometem alívio ao sofrimento, paz espiritual, prosperidade e salvação. Por enquanto, não há confronto nessa competição. Há, sim, preconceitos explícitos em relação a outras tradições religiosas, em especial às de raízes africanas, como o candomblé e a macumba, e ao espiritismo. Se não cuidarmos agora, essa demonização de expressões religiosas distintas da nossa pode resultar, no futuro, em atitudes fundamentalistas, como a “síndrome de cruzada”, a convicção de que, em nome de Deus, o outro precisa ser desmoralizado e destruído. Quem mais se sente incomodada com a nova geografia da fé é a Igreja Católica. Quem foi rainha nunca perde a majestade. Nos últimos anos, o número de católicos no Brasil decresceu 20% (IBGE, 2003). Hoje, somos 73.8% da população. E nada indica que haveremos de recuperar terreno em futuro próximo. Paquiderme numa avenida de trânsito acelerado, a Igreja Católica não consegue se modernizar. Sua estrutura piramidal faz com que tudo gire em torno das figuras de bispos e padres. O resto são coadjuvantes. Aos leigos não é dada formação, exceto a do catecismo infantil. Compare-se o catecismo católico à escola dominical das igrejas protestantes históricas e se verá a diferença de qualidade. Crianças e jovens católicos têm, em geral, quase nenhuma formação bíblica e teológica. Por isso, não raro encontramos adultos que mantêm uma concepção infantil da fé. Seus vínculos com Deus se estreitam mais pela culpa que pela relação amorosa. Considere-se a estrutura predominante na Igreja Católica: a paróquia. Encontrar um padre disponível às três da tarde é quase um milagre. No entanto, há igrejas evangélicas onde pastores e obreiros fazem plantão toda a madrugada. Não insinuo assoberbar ainda mais os padres. A questão é outra: por que a Igreja Católica tem tão poucos pastores? Todos sabemos a razão: ao contrário das demais igrejas, ela exige de seus pastores virtudes heroicas, como o celibato. E exclui as mulheres do acesso ao sacerdócio. Tal clericalismo trava a irradiação evangelizadora. O argumento de que assim deve continuar porque o Evangelho o exige não se sustenta à luz do próprio texto bíblico. O principal apóstolo de Jesus, Pedro, era casado (Marcos 1, 29-31); e a primeira apóstola era uma mulher, a samaritana (João 4, 28-29). Enquanto não se puser um ponto final à desconstrução do Concílio Vaticano II, realizado para renovar a Igreja Católica, os leigos continuarão como fiéis de segunda classe. Muitos não têm vocação ao celibato, mas sim ao sacerdócio, como acontece nas igrejas anglicana e luterana. Ainda que Roma insista em fortalecer o clericalismo e o celibato (malgrado os escândalos frequentes), quem conhece uma paróquia efervescente? Elas existem, mas, infelizmente, são raras. Em geral, os templos católicos ficam fechados de segunda a sexta (por que não aproveitar o espaço para cursos ou atividades comunitárias?); as missas são desinteressantes; os sermões, vazios de conteúdo. Onde os cursos bíblicos, os grupos de jovens, a formação de leigos adultos, o exercício de meditação, os trabalhos voluntários? Em que paróquia de bairro de classe média os pobres se sentem em casa? Não é o caso das igrejas evangélicas. Basta entrar numa delas, mesmo em bairros nobres, para constatar quanta gente simples ali se encontra. Aliás, as igrejas evangélicas sabem lidar com os meios de comunicação, inclusive a TV aberta. Pode-se discutir o conteúdo de sua programação e os métodos de atrair fiel. Mas sabem falar uma linguagem que o povo entende e, por isso, alcançam tanta audiência. A Igreja Católica tenta correr atrás com as suas showmissas, os padres aeróbicos ou cantores, os movimentos espiritualistas importados do contexto europeu. É a espetaculização do sagrado; fala-se aos sentimentos, à emoção, e não à razão. É a semente em terreno pedregoso (Mateus 13, 20-21). Não quero correr o risco de ser duro com a minha própria igreja. Não é verdade que ela não tenha encontrado novos caminhos. Encontrou-os, como as Comunidades Eclesiais de Base. Infelizmente não são suficientemente valorizadas por ameaçarem o clericalismo. Aliás, as CEBs realizarão seu 12º encontro intereclesial de 21 a 25 de julho deste ano, em Porto Velho (RO). O tema, “Ecologia e missão”; o lema, “Do ventre da Terra, o grito que vem da Amazônia”. São esperados mais de 3 mil representantes de CEBs de todo o Brasil. Bom seria ver o papa Bento XVI participar desse evento profundamente pentecostal.
FREI BETO
Teólogo e autor em parceria com Leonardo Boff, de Mística e espirituralidade
(Garamond), entre outros livros.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

POETA É POETA



Em um momento de descontração, o grande poeta Carlos Drummond de Andrade escreveu:


'Satânico é meu pensamento a teu respeito,
e ardente é o meu desejo
de apertar-te em minha mão,
numa sede de vingança incontestável
pelo que me fizeste ontem.
A noite era quente e calma
e eu estava em minha cama,
quando,
sorrateiramente,
te aproximaste.
Encostaste o teu corpo sem roupa
no meu corpo nu,
sem o mínimo pudor!
Percebendo minha aparente indiferença,
aconchegaste-te a mim
e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares..
Eu adormeci.
Hoje quando acordei,
procurei-te numa ânsia ardente,
mas em vão.
Deixaste em meu corpo
e no lençol
provas irrefutáveis
do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo,
para na mesma cama te esperar.
Quando chegares,
quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos.
Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti,
pernilongo Filho da Puta!'


quarta-feira, 13 de maio de 2009

"É PROIBIDO PESCAR"






É proíbido pescar na Lagoa do Magno na Avenida Ataliba Vieira de Almeida. Paciência! Daqui sairá 30 toneladas de pescadinha que será distribuido gratuitamente na Semana Santa.
Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor



terça-feira, 12 de maio de 2009

SOCORRO URGENTE

As fortes chuvas que se abatem sobre o Norte e o Nordeste causam estragos e suscitam preocupações. As enchentes começaram no mês passado e, de lá para cá, ampliam-se os prejuízos e multiplicam-se as vítimas. Segundo levantamento da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) divulgado na sexta-feira, o desastre atinge 329 municípios localizados em 11 estados. O número de vítimas deixa clara a dimensão da tragédia: 44 mortos, 126.376 desabrigados (dependentes de acolhimento público) e 57.249 desalojados (pessoas hospedadas em casa de amigos ou familiares). As cheias alagaram ruas, afundaram casas, inutilizaram bens, romperam açudes, destruíram pontes. Obrigados a fugir, os moradores das regiões atingidas temem a ação de bandoleiros que, aproveitando-se da tragédia, roubam o que encontram nos domicílios abandonados. Além disso, falta-lhes transporte adequado para buscarem lugares mais seguros. A ajuda humanitária é lenta e insuficiente. Para agravar o quadro, outro perigo ronda a população. São as doenças oportunistas. Entre elas, viroses respiratórias, diarréias, vômitos, leptospirose, hepatite e dengue. As principais vítimas são crianças e idosos. Em primeiro lugar, porque o organismo frágil é mais suscetível a enfermidades causadas pela poluição das águas. Em segundo, porque faltam leitos e remédios nos hospitais públicos. O socorro a enfermos, precário em épocas normais, corre risco de colapso com a sobrecarga. No 10º Fórum de Governadores do Nordeste, realizado na semana passada, surpreendeu a declaração do ministro da Integração Regional, Geddel Vieira Lima. Questionado sobre a lentidão e a falta de planejamento no socorro às vítimas, o político baiano afirmou ser inútil mandar recursos para os estados atingidos porque os municípios se encontram debaixo d’água. Mais: frisou que a solução do problema não pode ficar só a cargo do poder público, mas “também das pessoas que assumem o risco de viver em áreas de risco”. A insensibilidade do ministro choca as consciências civilizadas do país. Geddel se esquece de que ninguém mora em encostas ou em palafitas por deleite ou pela beleza da paisagem. Famílias se sujeitam à precariedade da morada por falta de alternativa. Ali, além da falta de higiene, de segurança e de saneamento básico, correm o risco de ter as casas invadidas pelas águas. São calamidades que exigem ação efetiva do Estado. Outras regiões são também vítimas de tragédias climáticas periodicamente. As autoridades têm de estar preparadas para responder com eficácia à necessidade de socorro das populações atingidas. É tempo de encarar a questão com profissionalismo e presteza. Improvisações e demoras cobram preço alto. Pagam-se com vidas.
Fonte: VISÃO DO CORREIO
Correio Braziliense edição de hoje 12 de maio de 2009

quinta-feira, 7 de maio de 2009

MANIFESTAÇÃO DO DIA 1º DE MAIO EM CHAPADINHA FOI UM SUCESSO!


ACORDA CHAPADINHA!! "O Direito não assiste aos que dormem."

Organizada pelo SINDCHAP (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Chapadinha), com o tema “ACORDA CHAPADINHA” mais de mil trabalhadores e trabalhadoras, entre professores, servidores públicos, representantes de igreja e entidades de classe de Chapadinha, em manifestação pacífica, saíram às ruas da cidade no dia 1º de maio, dia mundial de lutas por melhores salários, condições dignas de trabalho e qualidade de vida.
A manifestação se encerrou com um ato público na praça Cel. Luis Vieira, onde os manifestantes denunciaram os descasos com a saúde, a falta de cuidado com a cidade que está cheia de buracos que estão se transformando em verdadeiras crateras e exigindo prestação de contas à atual Administração do Fundo de Participação do Município e do Fundo Nacional de Saúde, para a qual foi assinado um documento que será entregue ao ministério público.
A história do dia do trabalho remonta o ano de 1886, quando mais de 500 mil trabalhadores paralisaram suas atividades e saíram às ruas de Chicago, nos Estados Unidos reivindicando melhores condições de trabalho e redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias. A policia reprimiu a manifestação depois de ferir e matar dezenas de trabalhadores.
Foi um dia histórico na luta dos trabalhadores, e para homenagear aqueles que foram covardemente mortos pela polícia foi instituído no ano de 1889 o dia mundial do trabalho que seria comemorado mundialmente todo 1º de maio de cada ano.
Como trabalhador nós devemos reconhecer e comemorar o dia 1º de maio não apenas pela sua importância histórica, mas também para organizar-mo-nos torno de assuntos de vital importância para a classe trabalhadora de hoje. E foi com esse propósito que o SINDCHAP mobilizou as entidades de classes, os trabalhadores de Chapadinha em torno de um PCCS justo, melhores condições de trabalho, educação e saúde publica de qualidade.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor





quarta-feira, 6 de maio de 2009

DIREITO DE RESPOSTA CONCEDIDO AO REPORTER LUIS CARLOS JUNIOR


Caro Herbert,
Solicito que seja publicada a minha resposta a esse senhor, assim como foi publicado o dele. Desde já agradeço pelo espaço e ler o outro lado da história.


Por: Luis Carlos Júnior
Ainda bem que o nosso país é democrático. O pensamento das pessoas é livre e acho que antes de me atacar, esse senhor representante da minha igreja católica deveria verificar as informações e procurar saber o que foi dito in loco às pessoas ali presentes em relação à visita ao hospital regional.
Quero informar também que não sou repórter por um dia, como afirmou o padre. Se ele não se lembra, fiz algumas reportagens com ele. Inclusive cobri vários eventos relacionados à igreja. Não quero polemizar, mas acho que o padre deveria se informar melhor. Moro nesta cidade há 17 anos e atuo no jornalismo do meu estado há 22 anos.


Luis Carlos Júnior é jornalista registrado na DRT/710-MA/ Mtb 56027/PA




terça-feira, 5 de maio de 2009

"VISITA AO HOSPITAL REGIONAL"

- Caso de Denegação Noticiosa -

“A visita do pároco ao hospital teve um propósito, desmentir as informações que estavam sendo veiculadas por parte da imprensa local de que a unidade de saúde estaria passando por dificuldades no atendimento aos pacientes.”- Luis Carlos Júnior (Cfr. FONTE: “Prefeita, secretários e pároco visitam Hospital Regional” in http://tvmirante.blogspot.com/, acesso: 29-04-09).

No Meio da Crise – Estamos vivendo uma crise sem precedentes. Perante esta crise quer a expansão da incompetência, quer os profetas da desgraça, em nada contribuem para ajudar na resolução. Por essa razão muitos de nós sentimo-nos lançados ao fundo do porão de um navio à deriva, e a ausência da linha de horizonte, de todo o ponto fixo provoca-nos um tal enjôo que teríamos vontade de nos lançarmos ao mar e assim acabar com tudo, o mais rapidamente possível. Esperamos uma Luz, um Farol, uma Liderança, forte e responsável, que nos salve da perdição, da apatia, do naufrágio.

O Dever de Fazer Melhor – Sempre devemos recusar, apesar das desumanas tentações, aderir ao “espírito-das-capelinhas” e prezar a nossa independência. Independência não é vida descompromissada, nem o posicionamento de ficar em cima do muro. Independência é Cidadania sem suborno. Todos aspiramos a essa verticalidade, não reivindicamos direitos de autoria. São raros os políticos – em Chapadinha não se nota muito a diferença entre governo e oposição – que arriscam a sua popularidade para defender as suas convicções, nesta matéria decisiva. Isto explica bem o sentido crítico e a capacidade de reflexão da “matilha social” que caminha ao som do “aplaudímetro”, excitada pelos jornalistas e manipuladores de toda a espécie.

Dar a Cara Sem Preço – Admiramos as pessoas que sabem correr riscos, que põem em segundo plano o sucesso mundano de suas carreiras e seus patrimônios; até a sua própria vida, para defender os seus ideais, sobretudo, os apóstolos, os mártires, e os cidadãos de bem. Admiramos os que são capazes de ter uma palavra íntegra. Crítica é critica, elogio é elogio, denúncia é denúncia, e crime é crime. As palavras, também, são obras e ações. As noticias são a interpretação reflexiva sobre os fatos e os acontecimentos. As noticias não devem criar os fatos, nem os acontecimentos. Por isso não louvamos os homens e as mulheres do Poder, e seus respectivos subordinados, que apalpam o pulso dos seus eleitores, sustentam as suas carteiras e contas bancárias, para dizerem “vamos fazer...”, em vez de “já está feito...”. “Não é preciso dar primeira página à galinha que põe o seu ovo ordinário”. Direito à informação sempre. Manipulação da informação: é má publicidade.

Ética Todos os Dias - Deve-se exercer a política como serviço à Ética. Sem puritanismos, sem farisaísmos disfarçados ou justiças vingativas. Em Chapadinha, quando alguém tem a ousadia de falar em valores éticos (pior se for apelar à moral...) provoca imediatamente em certas pessoas e grupos um reflexo: assim como o cão de Pavlov, também lhes vem água à boca, preparados que estão para saltar sobre a presa e a desfazerem em bocados. Se não são do nosso lado são contra nós! Mas qual é o lado do verdadeiro serviço ao Povo?

Trabalho e atendimento públicos precisam-se – Vivemos três crises: a mundial, a brasileira (com e sem “BRIC”...), e a do nosso meio, com face-dupla: estadual e municipal. Se o leitor estiver em crise, individual ou familiar, já não chegam os dedos da sua mão para contar tanta CRISE. Crise é oportunidade, não desespero. Não há lugar para a obsessão, nem para a depressão. É urgente competências e parcerias. No plural. A “comunicação” palavra chave do nosso tempo...é um trabalho dos mais exigente! Parabéns para quem sabe ser exigente com a verdade existencial. Hoje corremos o risco de perder as nossas defesas éticas (e morais...). E sem essa imunidade, o nosso sentido crítico não existe. Não vivemos de “farsas”. É a hora do serviço público de qualidade. É a hora do dever cívico no seio da Administração Municipal e da corresponsabilidade na Oposição. Sejamos solidários na defesa das posições verticais. O nosso otimismo não é ingênuo. A nossa visão de Chapadinha não é desesperante. Chapadinha está em crescimento (quantidade); mas queremos Chapadinha: em desenvolvimento (qualidade)! Não basta Mais, é preciso Melhor! Mas o melhor não é necessariamente inimigo do bom-que-já-se-está-a-tentar-fazer-realmente! Há providência e previdência. No meio termo de virtude está o Nosso Trabalho. Precisamos acabar com o circulo vicioso da politicagem. O amor a esta Terra e suas raízes culturais nobres: primeiro. Primeiro trabalho, depois emprego! Primazia ao trabalho ético. Trabalhar com o maior número possível, para servir a todos(as)! Não queremos ser repórteres por um dia!? Com estas razões lamentamos, profundamente, o caso de denegação noticiosa registrado em epígrafe. Visitar não é concordar. Visitar é estar disponível para construir!

AUTOR: Pedro José, Chapadinha, 30-04-2009.
PARA LER MAIS: http://pedroc72.spaces.live.com/