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segunda-feira, 31 de maio de 2010

REI MIDAS DE CHAPADINHA




A prefeita de Chapadinha Danúbia Carneiro é uma espécie de Rei Midas ao contrário. Tudo o que ela toca vira porcaria. Sua incompetência é gritante! Quem tem a má-sorte de precisar de serviços do Município sofre. Nos hospitais a vida não vale nada, nas escolas a ignorância se multiplica, a infraestrutura da cidade está caindo aos pedaços, trânsito complicado, semáforo que não funciona a contento, ruas sujas, obras inacabadas e etc. Sabemos que essas obras exigem um pouco de compreensão e paciência de nossa parte, mas não justifica a péssima qualidade dos serviços, do material utilizado e esse enorme transtorno. Além disso, a prefeita e os órgãos competentes do município fecham os olhos para os crimes ecológicos e ambientais realizados em nosso município. Por onde andam as autoridades que não veem o monstro do assoreamento agindo dia a dia no maior patrimônio da nossa cidade, que são as nossas nascentes?
O setor público do município atrapalha o desenvolvimento da cidade. Não se trata do velho argumento liberal de que todo governo é ruim e quanto menos dele, melhor. A gestão é que não presta mesmo! A má gestão virou problema estrutural. A prefeitura gasta cada vez mais e pior.
Também pudera, politico honesto e, ao mesmo tempo, competente em Chapadinha é artigo raro.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PODERIA SER CÔMICO, SE NÃO FOSSE TÃO IRÔNICO!




Poderia ser cômico, se não fosse tão irônico! É isso mesmo. Ver a governadora Roseana Sarney vestida com a camisa do partido dos trabalhadores com a estrela do PT estampada no seu peito, é sem dúvida uma idiossincrasia!
Todos sabem que é uma questão de honra para José Sarney reeleger sua filha e por isso faz de tudo para ter o PT na chapa de Roseana, pois, o que mais teme a família Sarney é um segundo turno com Jackson Lago.
Ilário também foi a visita da governadora em Chapadinha nos dias 20 e 21 de maio, que, do ponto de vista político foi absolutamente infrutífera, mas serviu para agradar e arrebanhar todos os lambe botas da família Sarney, que em período pré eleitoral se enfrentam com a mão de gato para ver quem sai melhor na foto ao lado da branca.
Hábil, igual ao pai, e ciente de que todos são farinha do mesmo saco ou balaio, Roseana ouviu as cantinelas de todas as agremiações, inclusive da turma da boquinha que está vendendo apoio para participar da coligação.
Roseana foi embora com a pança cheia sem prometer nada, deixando um mal-estar na população que não entendeu o que veio fazer em Chapadinha.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

sexta-feira, 21 de maio de 2010

ORÁCULOS DA VERDADE




O filósofo alemão Emmanuel Kant não anda muito em moda. Sobretudo por ter adotado em suas obras uma linguagem hermética. Porém, num de seus brilhantes textos — “O que é o Iluminismo?” — sublinha um fenômeno que, na cultura televisual que hoje impera, se torna cada vez mais generalizado: as pessoas renunciam a pensar por si mesmas. Preferem se colocar sob proteção dos “oráculos da verdade”: a revista semanal, o telejornal, o patrão, o chefe, o pároco ou o pastor. Esses, os guardiões da verdade que, bondosamente, velam para não nos permitir incorrer em equívocos. Graças a seus alertas sabemos que as mortes de terroristas nas prisões made in USA de Bagdá e Guantánamo são apenas acidentes de percurso comparadas à morte de um preso comum, disfarçado de político, num hospital de Cuba, em decorrência de prolongada greve de fome. São eles que nos tornam palatáveis os bombardeios dos EUA no Iraque e no Afeganistão, dizimando aldeias com crianças e mulheres, e nos fazem encarar com horror a pretensão de o Irã fazer uso pacífico da energia nuclear, enquanto seu vizinho, Israel, ostenta a bomba atômica. São eles que nos induzem a repudiar o MST em sua luta por reforma agrária, enquanto o latifúndio, em nome do agronegócio, invade a Amazônia, desmata a floresta e utiliza mão de obra escrava. É isso que, na opinião de Kant, faz do público Hausvieh, “gado doméstico”, arrebanhamento, de modo que todos aceitem, resignadamente, permanecer confinados no curral, cientes do risco de caminhar sozinho. Kant aponta uma lista de oráculos da verdade: o mau governante, o militar, o professor, o sacerdote etc. Todos clamam: “Não pensem!” “Obedeçam!” “Paguem!” “Creiam!” O filósofo francês Dany-Robert Dufour sugere incluir o publicitário que, hoje, ordena ao rebanho de consumidores: “Não pensem! Gastem!” Tocqueville, autor de Da democracia na América (1840), opina em seu famoso livro que o tipo de despotismo que as nações democráticas deveriam temer é exatamente sua redução a “um rebanho de animais tímidos e industriosos”, livres da “preocupação de pensar”. O velho Marx, que anda em moda por ter previsto as crises cíclicas do capitalismo, assinalou que elas decorreriam da superprodução, o que de fato ocorreu em 1929. Mas não foi o que vimos em 2008, cujos reflexos perduram. A crise atual não derivou da maximização da exploração do trabalhador, e sim da maximização da exploração dos consumidores. “Consumo, logo existo”, eis o princípio da lógica pós-moderna. Para transformar o mundo num grande mercado, as técnicas do marketing contaram com a valiosa contribuição de Edward Bernays, duplo sobrinho estadunidense de Freud. Anna, irmã do criador da psicanálise e mãe de Bernays, era casada com o irmão de Martha, mulher de Freud. Os livros deste foram publicados pelo sobrinho nos EUA. Já em 1923, em Crystallizing Public Opinion, Bernays argumenta que governos e anunciantes são capazes de “arregimentar a mente (do público) como os militares o fazem com o corpo”. Como gado, o consumidor busca sua segurança na identificação com o rebanho, capaz de homogeneizar seu comportamento, criando padrões universais de hábitos de consumo por meio de uma propaganda libidinal que nele imprime a sensação de ter o desejo correspondido pela mercadoria adquirida. E quanto mais cedo se inicia esse adestramento ao consumismo, tanto maior a maximização do lucro. O ideal é cada criança com um televisor no próprio quarto. Para se atingir esse objetivo é preciso incrementar uma cultura do egoísmo como regra de vida. Não é por acaso que quase todas as peças publicitárias se baseiam na exacerbação de um dos sete pecados capitais. Todos eles, sem exceção, são tidos como virtudes nessa sociedade neoliberal corroída pelo afã consumista. A inveja é estimulada no anúncio da família que possui um carro melhor que o do vizinho. A avareza é o mote das cadernetas de poupança. A cobiça inspira as peças publicitárias, do último modelo de telefone celular ao tênis de grife. O orgulho é sinal de sucesso dos executivos assegurado por planos de saúde eterna. A preguiça fica por conta das confortáveis sandálias que nos fazem relaxar ao sol. A luxúria é marca registrada dos jovens esbeltos e das garotas esculturais que desfrutam vida saudável e feliz ao consumirem bebidas, cigarros, roupas e cosméticos. Enfim, a gula envenena a alimentação infantil na forma de chocolates, refrigerantes e biscoitos, induzindo a crer que sabores são prenúncios de amores. Na sociedade neoliberal, a liberdade se restringe à variedade de escolhas consumistas; a democracia, em votar nos que dispõem de recursos milionários para bancar a campanha eleitoral; a virtude, em pensar primeiro em si mesmo e encarar o semelhante como concorrente. Essa, a verdade proclamada pelos oráculos do sistema.

Por: Frei Betto
Teólogo e escritor

sexta-feira, 14 de maio de 2010

FALTA TRANSPARÊNCIA NA ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS PÚBLICOS EM CHAPADINHA




A divulgação das contas públicas é um dos princípios do artigo 37 da Constituição Federal. O município deve dar conhecimento à população sobre como administra os seus recursos. Sob a ótica, a publicidade pode ser analisada como sinônimo de moralidade.

Nos últimos anos, diversas iniciativas contribuíram para aprimorar a divulgação do orçamento dos Estados e Municípios, como a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal e a criação de diversos sites, como o Siga Brasil, do Senado Federal, e o Portal da Transparência, da Controladoria-Geral da União.

Em Chapadinha ainda vivemos nas trevas no que diz respeito, principalmente, à visibilidade das contas municipais. E a história veio a tona na ocasião em que as contas da Secretaria de Saúde serem desaprovadas pelos membros do Conselho Municipal de Saúde de Chapadinha.

Considerando que a transparência é a principal inimiga da corrupção, o ideal é a prefeitura, neste primeiro momento, passar a informar por meio de seu site ou internet o quanto arrecada e como gasta os recursos públicos.

No portal eletrônico da prefeitura deverão conter, entre outras informações, o orçamento previsto, a origem da receita (impostos, taxas de contribuições), os nomes das pessoas, instituições e empresas beneficiadas pelos pagamentos, o que foi comprado, os serviços prestados, as licitações, os contratos e os programas implementados. Assim, é provável que o controle social aprimore a qualidade do gasto e a própria cidadania. Mas, para que os Chapadinhenses participem efetivamente, é indispensável ampliar o acesso à informação, tal como preveem as convenções contra a corrupção das organizações da Nações Unidas.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

sexta-feira, 7 de maio de 2010

MINHA MÃE, MINHA VIDA.



Eu gostaria de ter o dom
de expressar em palavras
tudo que sinto por você.
Mas como explicar com palavras
algo que se sente tão profundo?
Cada estação da vida tem o seu perfume,
o seu encanto.
Veja os frutos das sementes que lançastes,
sua própria imagem e semelhança.
A sua luz que fez a nossa vida brilhar,
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.
Parabéns por esse dia tão grandioso!
Essa data tão fugaz na vida da gente,
chama-se presente,
e tem a duração do instante que passa.
Por isso estamos em festa,
todos juntos
para te dizer obrigado
por você existir.
Minha mãe, minha vida.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

segunda-feira, 3 de maio de 2010

OS SANGUESSUNGAS DE CHAPADINHA E OS DESCASOS COM A SAÚDE PÚBLICA




São raros os ângulos de análise que permitem uma visão animadora do cenário e dos rumos da saúde pública de Chapadinha, enredada numa teia de deficiências, com problemas de desvios de recursos públicos e de má gestão, entre as quais se destacam as preocupantes ressalvas no relatório do Conselho Municipal de Saúde de Chapadinha, que reprovou por 10 a 8 votos as contas da Secretaria de Saúde do exercício de 2009, por ter constatado inúmeras irregularidades tais como: salários exorbitante, acima de R$ 20.000,00 (vinte mil) pago a assessores, 18.720 consultas ao ano, fora as 96.858 de emergência totalizando ll5.678 consultas, número bem acima do normal, reforma sem licitação R$ 327.645,11, alugueis sem contrato e destinação R$ 168.000,00, arrendamento hospitalar a revelia e sem a anuência do Conselho R$ 1.407.073,70 e combustível R$ 435.440,75 sem registro de placa e itinerários dos veículos que foram abastecidos.
Sem contar com o pagamento de “servidores públicos” fantasmas, as 2 toneladas de carne bovina de primeira e 1 tonelada de frango com valor superfatura ao preço de R$ 5,50 o quilo, só os valores acima descritos perfaz um total de 2.358.158,56. Isso mesmo, (dois milhões trezentos cinquenta e oito mil cento cinquenta e oito reis e cinquenta e seis centavos). Por bem menos o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda foi preso e cassado.
Tal fato não poderia ser tão trágico se não soubéssemos que as contas referente ao ano de 2008 também não foram aprovadas. Portanto, as deficiências talvez não se devam exatamente à sempre alegada falta de verbas, mas sim a um conjunto de fatores, incluindo a falta de caráter, honestidade, competência e planejamento para gastá-las bem.
Essas rábidas pinceladas traçam um quadro da saúde de Chapadinha, mas não esgotam suas nuances, pois muitas das causas têm origem em gestões passadas. Mas não se pode olhar apenas pelo retrovisor, pois é preciso mirar à frente para chegar ao destino desejado. Por isso, é mais do que hora de pensar em soluções para tirar a saúde publica de Chapadinha do estado em que se encontra.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor