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quarta-feira, 1 de abril de 2026

HERBERT LAGO ASSUME CADEIRA 39 NA ALACC - CHAPADIDINHA.

Colegiado de Acadêmicos

 

Herbert Lago assume cadeira 39 na ALACC em Chapadinha consolidando uma trajetória marcada pela resistência cultural, pela poesia e pelo incentivo à leitura. Natural de Chapadinha, no Maranhão, e radicado em Brasília desde 1977, o escritor construiu uma carreira que une memória afetiva, atuação comunitária e produção literária consistente. Ao longo de décadas, transformou experiências pessoais em ações concretas que impactam leitores e novos autores.

Além disso, a posse na Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha representa o reconhecimento público de uma jornada iniciada ainda na juventude. Desde cedo, o contato com o poeta repentista Chico Bolota despertou o interesse pela poesia, ainda que, inicialmente, os versos fossem escritos em silêncio e até destruídos pela timidez. Posteriormente, a mudança para Brasília intensificou o processo criativo, impulsionado pela saudade da terra natal.

Nesse contexto, a distância geográfica se transformou em combustível artístico. A ausência de comunicação rápida com Chapadinha, em uma época sem telefone e dependente de cartas, motivou a criação do jornal “A Gazetinha”. Por meio dele, o autor estabeleceu uma ponte cultural entre as cidades, reunindo informações enviadas por colaboradores locais e distribuindo centenas de exemplares mensalmente.

Trajetória entre poesia, jornalismo e resistência cultural

Inicialmente, a produção literária ganhou força em Brasília, onde o ambiente cultural favoreceu o amadurecimento artístico. A convivência com escritores, jornalistas e movimentos alternativos permitiu ampliar repertórios e fortalecer a identidade autoral. Como resultado, o escritor passou a integrar espaços importantes, como o Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e o Coletivo de Poetas de Brasília.

Herbert no discurso de posse

Por outro lado, a criação do jornal alternativo “A PROSA” representou um divisor de águas em sua carreira. O projeto nasceu com o objetivo de divulgar seus próprios poemas, contudo, rapidamente se expandiu para acolher produções de outros autores. Com o tempo, o jornal alcançou circulação nacional, com tiragens que chegaram a mil exemplares e presença em diferentes regiões do país.

Consequentemente, essa iniciativa proporcionou visibilidade e integração ao movimento literário alternativo brasileiro. A troca de experiências em encontros, saraus e eventos culturais contribuiu diretamente para o aprimoramento da escrita. Paralelamente, o reconhecimento institucional também surgiu, como a Moção concedida pela Câmara Municipal de Chapadinha em 1987, destacando sua atuação como escritor e jornalista.

Biblioteca Alternativa e formação de novos leitores

Primeiramente, o incentivo à leitura começou dentro de casa, com a prática de ler livros infantis para os filhos. Essa experiência doméstica evoluiu para um projeto maior, estruturado inicialmente em Taguatinga, onde foi criada uma pequena biblioteca ao lado da residência. O espaço, que também funcionava como redação do jornal, passou a receber crianças da vizinhança.

Em seguida, surgiram oficinas de leitura, produção textual e atividades artísticas, incluindo trabalhos baseados no livro infantil “Pristolino: o menino que comia terra”. Esse contato direto com o público jovem revelou o potencial transformador da literatura no cotidiano das crianças. A partir dessa vivência, consolidou-se a ideia de expandir o projeto.

Dessa forma, em 2006, nasceu oficialmente a Biblioteca Alternativa em Chapadinha. Com um acervo que hoje ultrapassa dez mil livros, o espaço se tornou referência local no estímulo à leitura. Além disso, a média de aproximadamente 900 empréstimos anuais evidencia o impacto da iniciativa em uma cidade de pouco mais de 80 mil habitantes. Paralelamente, a criação de minibibliotecas em praças ampliou ainda mais o acesso ao conhecimento.

Posse na ALACC e reconhecimento de uma vida literária

Atualmente, a posse na Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha simboliza um marco significativo. Embora tenha recebido convite ainda em 1995, o escritor optou por adiar sua entrada devido a divergências e ao período de inatividade da instituição. Entretanto, a reestruturação recente e a nova dinâmica da academia motivaram a aceitação do convite.

Herbert e Esposa 

Ademais, ocupar a cadeira 39 representa não apenas reconhecimento, mas também responsabilidade. Ter como patrono Luiz Eduardo da Silva reforça o compromisso com a preservação e valorização da cultura local. O homenageado destaca que a função ultrapassa o prestígio, configurando-se como um dever com a literatura e a história da cidade.

Por fim, mesmo aos 69 anos, os planos permanecem ativos e consistentes. O foco continua sendo a escrita e a dedicação à Biblioteca Alternativa, agora aliados à participação nas atividades da academia. Ao deixar uma mensagem aos novos escritores, ele enfatiza que a literatura é um ato de coragem e uma ferramenta essencial na construção da identidade cultural. Assim, sua trajetória reafirma o papel transformador da palavra e o valor do legado artístico.

Anand Rao
Editor Chefe
Cultura Alternativa

Tabela de conteúdos

·         Herbert Lago assume cadeira 39 na ALACC em Chapadinha

·         Trajetória entre poesia, jornalismo e resistência cultural

·         Biblioteca Alternativa e formação de novos leitores

·         Posse na ALACC e reconhecimento de uma vida literária

BIBLIOTECA, Chapadinha, ESCRITOR, LITERATURA

·         Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco no interior do Maranhão

·         Ser, fazer e ter

·         Herbert Lago Castelo Branco no Cultura Alternativa

·         Dicas práticas para quem trabalha sentado

·         Marilda Café – Brasília