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quarta-feira, 11 de maio de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPREENTANTES: ênfase em Francisca Quariguasí.

 

    

Francisca Quariguasi

    Francisca das Chagas Quariguasí, nasceu no dia 20 de julho de 1915, na fazenda Ininga, zona rural da cidade de Luzilândia, estado do Piauí, propriedade de seus pais José Gonçalves do Vale e Florinda Jesuína do Vale e teve mais oito irmãos: Maria do Carmo Vale (Inhazinha), Manoel Gonçalves do Vale Neto (Nelinho), Maria da Glória Vale (Glorinha), José Firmino do Vale (Zé Firmino, Antonio Gonçalves do Vale (Toinho), Raimundo Nonato Vale, Maria da Conceição Vale (Maria Vale) e José Ramos (Zé Mendengue), irmão adotivo.                    Desde muito jovem começou a trabalhar com a sua mãe ajudando na confecção de chapéus de palha de carnaúba e na confecção de rendas. Mesmo participando das tarefas da família Francisca ia para a escola todos os dias, percorrendo a pé uma distância de 1 km, para estudar com a sua professora Nemézia Pires de Carvalho, até a 5º ano do primário, porque naquela época não tinha curso médio em Luzilândia.
Francisca e esposo Pedro

          

            Um certo dia, em outubro de 1930 Francisca Quariguasi tinha apenas 15 anos de idade e foi visitar sua irmã Inhazinha. Ao chegar, encontra Inhazinha conversando com um rapaz que lhe apresentou dizendo: Francisca, esse é Pedro, filho do tio João Quariguasi, recém chegado da Bahia onde estudava. Ao se cumprimentarem, em tom de brincadeira, Pedro perguntou: já se casou? Aí Francisca respondeu: ainda não encontrei o noivo, e ele de pronto, perguntou: Francisca, quer se casar comigo? Francisca também em tom de brincadeira disse: quero! Francisca não imaginava que, depois de 7 (sete) anos, esta brincadeira fosse se tornar realidade. Francisca e Pedro Quariguasi, se casaram às 20 horas do dia 27 de setembro de 1937, com cerimônia celebrada pelo padre Benedito.

            Em julho de 1940 Francisca e seu esposo Pedro vieram para Chapadinha, e fixaram residência ao lado da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, onde só tinha 24 casas e colocaram um comércio. Em Chapadinha tiveram os filhos: Maria do Socorro, Maria Ercilia, José Maria, Francisco Boanerges, Maria Gerviz, Pedro Filho e Lucia de Fátima.

Casa de Francisca Quariguasi

            Francisca e Pedro viveram um grande amor. Mas depois de 1 (um) ano e quatro meses da comemoração dos 25 anos de casados, seu esposo Pedro não resistiu um infarto fulminante e Francisca Quariguasí ficou viúva no dia 15 de janeiro de 1964, com 48 anos de idade.

Comemoração dos 100 anos de Francisca

            Em outubro de 2000, Francisca Quariguasi publicou o seu livro com suas memórias intitulado “RECORDAÇÕES” e para reafirmar o seu sentimento sobre o seu amor e o seu passado ela dedicou a canção “MEUS AMORES”, que retrata bem a saudade que ela sentia da sua terra natal e das pessoas que a fizeram feliz.

MEUS AMORES

Tenho saudade, sinto tanta saudade

De minha terra feliz, onde nasci

Do canto triste da juriti

E da alegria do bem-te-vi

 

Em minha terra quando eu lá voltar,

De saudade eu hei de chorar

Revendo os campos belos e cheios de flores

E a casa pequenina de meus amores

 

Ó terra cheia de mil flores

Cheia de tanto encanto

Terra querida de meus amores

Por ti eu choro sentido pranto

 

Lágrimas sentidas sempre eu hei de chorar

Mágoas doridas de quando lá voltar

Vendo a casinha branca e tão sozinha

Onde nasci e de amor eu vivi.

 

            Francisca Quariguasí faleceu aos 100 (cem) anos de idade, às 19:30 hs do dia 28 de fevereiro de 2016 e está sepultada no Cemitério Central de Nossa Senhora das Dores, de quem era devota.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Livro Recordações.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

segunda-feira, 2 de maio de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Chico Bolota.

 

Poeta Chico Bolota

 
Francisco das Chagas Nunes da Silva, popularmente conhecido como Chico Bolota, nasceu na cidade de Brejo-ma, no dia 16 de outubro de 1951. Filho de Manoel Valério e Raimunda Nunes da Silva, mais conhecida como Raimunda Bolota, tem mais 5 (cinco) irmãos: Antonio (falecido), Domingos (falecido), Socorro, Raimundo Nonato, o Nego Velho (falecido) e Rita de Cassia.

   Em 1958, Chico Bolota tinha 7 (sete) anos de idade quando seus pais mudaram-se para a cidade de Chapadinha e se instalaram numa casa na rua Cel. Pedro Mata número 295.

  Poeta autodidata Chico Bolota só foi alfabetizado, na extinta “Escola Pé no Chão Também se Aprende”, idealizada pelo Dr. Almada Lima.

 Originário de uma família que, tradicionalmente sempre esteve envolvida com a cultura popular Chico Bolota começou ainda muito jovem a participar da tradicional brincadeira de bumba-meu-boi no lendário “Boi do Zé de Cinzas” e mais tarde comandando o seu próprio boi de nome “LINDO AMOR” na década de 60 até o início dos anos 70.

            Em 1971 foi servir o Exército Brasileiro no 25 BC na capital piauiense, Teresina.

            O terreiro da casa de sua mãe, dona Raimunda Bolota, era uma arena cultural a céu aberto com várias apresentações culturais como: as brincadeiras juninas de Bumba-meu-boi, Quadrilhas, Pau de Sebo e grandes cantorias com repentistas da região, o que influenciou mais tarde Chico Bolota a seguir a careira de poeta repentista, já desafiando grandes nomes da literatura de cordel.

Chico Bolota e Andorinha no Abrigo Central

            Ao participar do memorável programa “DEBAIXO DO PÉ DE CAJUEIRO” na Rádio Difusora de São Luís, apresentado pelo radialista popular Jairzinho, Chico Bolota foi batizado pelo locutor com o nome de “Estrela do Norte”. Chico Bolota ou Estrela do Norte participou ainda de vários festivais e programas de rádios como: Rádio Difusora do Maranhão, Rádio Timbiras de São Luís, Rádio Ribamar, Radio Tupinambá de Sobral, Rádio Gurupi, Rádio Pioneira de Teresina, Rádio Educadora de Parnaíba, Rádio Iracema de Fortaleza e Rádio Nacional de Brasília. Sendo também premiado nos festivais de São Bento, na Paraíba, Teresina e Taguatinga no Distrito Federal.

            Estrela do Norte ou Chico Bolota também fez dupla com repentista renomados do Brasil como: Jonas Martins de Oliveira, Abdias Ferreira, Cesar Nildo, Raufridol Felício Gabriel e Andorinha do Norte.

            Chico Bolota casou-se muito jovem com Natividade e depois com Ana Francisca dos Santos com quem teve 2 (dois) filhos: Erdilande Rendrix e Francisco (falecido), depois casou-se com Alcineide com quem teve 3 (três) filhos: Beni France, Valder Grébio e Darlene France.

Poeta Repentista Chico Bolota

            Em Chapadinha Chico Bolota trabalhou na Guarda Municipal na administração do então prefeito Isaias Fortes de Menezes e apresentou os programas “O FORRÓ NA VOZ DA VIOLA”, na rádio Mirante de Chapadinha e “NO ANOITECER NA FAZENDA” na Rádio Cultura também de Chapadinha.

            Chico Bolota gravou apenas um CD intitulado de “ESTRELA DO NORTE NA VOZ DA POESIA” e tem uma centena de repentes e canções ainda inéditas, como a que publicamos abaixo gravada em seu CD.

NÃO ADIANTA A GENTE VER A LUA

Não adianta a gente ver a lua

De ver a lua e não poder pegar,

Não adianta de ser o amante

Com os lábios brilhante e não poder beijar.

Tu não me amas porque eu sou pobre,

E ver que eu não sou merecedor

Mas Jesus Cristo lá no céu é nobre,

Ainda lhe deixo pobre, assim como eu estou,

Rico de dinheiro, pobre de amor.

Não adiante a gente ver a lua,

De ver a lua e não poder pegar,

Não adianta de ser o amante

Com os lábios brilhantes e não poder beijar.

Tu não me amas porque sou pobre,

Mais o pobre sabe amar também

Neste mundo eu ando desprezado,

Sem ter ao meu lado quem me queira bem,

Tu tem outro amor

Eu não tenho ninguém.

Não adianta a gente ver a lua,

De ver a lua e não poder pegar,

Não adianta de ser o amante

Com os lábios brilhante e não poder beijar.

Não ignore de eu andar cantando,

Ando cumprindo com o destino meu,

A gente sofre na flor da idade,

A minha saudade só que sabe é eu

Não adiante a gente ver a lua,

De ver a lua e não poder pegar,

Não adianta de ser o amante

Com os lábios brilhante e não poder beijar.

Eu amanhã vou partir chorando

Vou derramando lágrimas de dor,

Adeus, adeus, eu vou partir chorando

E o mundo eu vou deixando,

Pra quem tem amor.

Adeus, adeus, adeus amor.

            Hoje com 71 anos de idade, Chico Bolota mora na Rua da Águia nº 36, no Bairro Recanto dos Pássaros, o qual ele foi quem deu o nome.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Entrevista com Chico Bolota

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

  

sexta-feira, 29 de abril de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Totonha Galvão.

 

    

Poetisa Totonha Galvão

    Antonia Lima Galvão de Almeida, mais conhecida como professora Totonha Galvão, é natural da cidade de Ibiapina no Ceará, nasceu no dia 01 de janeiro de 1939. Filha de João Ferreira Primo e Maria Rodrigues de Lima e tem mais 8 (oito) irmãos: Edmar Lima Galvão, Osmar Lima Galvão, Maria do Socorro Lima Galvão, Teresinha Lima Galvão (falecida), Francisco Tupinambá Lima Galvão (falecido), Teresa Maria Lima Galvão (adotiva) e Misael Lima Galvão (adotivo).

            Em 1945 Totonha Galvão tinha 6 (seis) anos de idade, quando seus pais migraram para a cidade de Chapadinha, onde começou os seus primeiros estudos no Colégio |Dr. Paulo Ramos até o 4º ano primário. Em 1959 matriculou-se na Escola Paroquial Conego Walter de Castro Abreu, concluindo o curso ginasial em 1962. Depois fez a prova de admissão para a Escola Normal Ana Delaide Belo e em 1965 formou-se em Normalista. Em 1967 fez o curso adicional em pedagogia na Escola 19 de Março, sendo seu professor Padre Manoel Prestes.

            A sua missão como educadora começou em 1959 com apenas 20 (vinte) anos de idade, na Escola Manoel Inácio de Almeida, no povoado Boqueirão, zona rural de Chapadinha, até 1962. Em 1963 foi cedida para o IBGE, para corrigir os mapas do recenciamento até o ano de 1969.

Totonha com esposo e filhos

            A professora e poetisa Totonha Galvão casou-se em 1970 com Carlos Alberto de Almeida, com quem teve 2 (dois) filhos: Carlos Antonio Galvão de Almeida e Carlos Alberto de Almeida Júnior. Ainda em 1970 foi aprovada no concurso para ACEM (hoje SUCAM), saindo em 1973 por vontade própria, para voltar a lecionar na Escola Municipal Manoel Ferro até 1975. Totonha Galvão lecionou ainda nas Escolas Joaquim Almeida, Manoel José de Santana e FAC – Francisco Almeida Carneiro e aposenta-se como normalista em 1979. Além de presidir o posto da TELMA/Chapadinha, foi também Supervisora Municipal de Educação em 1979 na gestão do então prefeito José Almeida.

            Totonha Galvão é poetisa e uma das fundadoras da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha e tem como patrono o Conego Walter de Castro Abreu. Tem várias poesias de sua autoria publicadas nas Coletâneas Poéticas da Academia de Letas de Chapadinha, como a que publicamos abaixo em homenagem aos 58 anos de Chapadinha.

CHAPADINHA

A noite fria avança

Vinte e nove de março anuncia

Mais um risinho de alegria

Chapadinha manifesta neste dia.

 

Chapadinha tu és plana e bonita

Diz sempre quem te visita.

Tens n’agua um paladar

Quem a toma, não pode te deixar.

 

Teus habitantes se alegram

Pelo teu aniversário

São tantas saudades, tantas

Dos tempos, que já passaram!

 

Chapadinha terra querida,

Cheia de tantas alegrias,

Tens uma página sofrida

Compondo o livro da tua vida.

 

Foste calma e serena

Tuas praças com lindas flores,

Na igreja subiam os degraus

Para louvar Nossa Senhora das Dores.

 

O tempo foi passando

A evolução chegando

Tua beleza acabando

Teus habitantes aceitando.

 

Dai-nos a benção, ó virgem Santa

Pelos cinquenta e oito anos que completas

És uma terra aconchegante

Dando esperança aos teus habitantes.

 

            Devota de Nossa Senhora das Dores, Totonha Galvão foi catequista, ministra da eucaristia é presidente da Associação Santa Margarida Dyoville, zeladora do coração de Jesus e fez ainda várias palestras para grupos de jovens com o tema “como se comportar na sociedade” e para grupos de casais com o tema “vida matrimonial”.

Poetisa Totonha com o poeta Herbert Lago

            Em 2018 aos 80 anos de idade, Totonha Galvão foi agraciada com o título de Cidadã Chapadinhense, indicação do vereador Junior Carneiro e aprovado por unanimidade pela Câmara de Vereadores.

            Aos 83 anos de idade a professora e poetisa Totonha Galvão reside na Rua Sebastião Almeida, em Chapadinha.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Entrevista com Totonha Galvão

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

quarta-feira, 20 de abril de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em João Batista dos Santos.

     

João Batista dos Santos

    João Batista dos Santos, carinhosamente chamado pelos seus pais de Joãozinho, nasceu em Chapadinha, num dia primaveril  de 22 de setembro de 1941. Filho de Antonio Ferreira dos Santos e Vina da Costa Santos e tinha mais seis irmãos.

            João Batista estudou as quatro primeiras séries do primário no Grupo Escolar Dr. Paulo Ramos, de 1949 a 1954. Completou o ciclo básico 5ª a 8ª série do primeiro grau no Centro Caixeral e no Sesc-Senac, em São Luís, de 1957 a 1961.

            Em São Luís, João Batista serviu às Forças Armadas no 24º BC, na condição de soldado, de 1961 a 1962 quando deu baixa para continuar os estudos.

            Em Brasília, de 1964 a 1966 cursou o ensino secundário no Colégio Elefante Branco. Depois, em 1967, prestou o vestibular na UNB – Universidade Nacional de Brasília, onde se formou como Bacharel em Direito, especializando-se em Direito Processual Penal e Análise de jurisprudência. Ainda na UNB fez vários cursos como: Suficiência em História, Aperfeiçoamento para Juízes.

Os Pais de João Batista

            João Batista dos Santos tem uma vasta experiência profissional. Foi professor de Ensino Médio da FEDF – Fundação Educacional do DF, da UEMA – Universidade Estadual do Maranhão, CAMPI de Caxias, professor da Academia de Polícia de Rondônia, Advogado inscrito nas Seções dos Estados do Maranhão e Goiás, Assessor de Desembargador do TJ/RO, procurador do Estado de Rondônia, Juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, Juiz Corregedor da Corregedoria Geral de Justiça do TJ/RO, Vice-Presidente do Colendo Tribunal Regional do Estado de Rondônia e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia.

           Além de uma centena de certificados de especializações e de participações em Seminários e Conferências, João Batista dos Santos recebeu ainda o título Constituinte Honorário outorgado pela Assembleia Constituinte do Estado de Rondônia, pela participação e colaboração nos trabalhos da Constituinte de 1989.

        Com o slogan “Uma esperança para o Maranhão” João Batista foi candidato a Suplente de Senador pelo MDB em 1978.

             Entre os livros publicados por João Batista do Santos destacamos SONHOS E LEMBRANÇAS DE CHAPADINHA 2009, PALAVRAS DE FOGO 2010 e OS VALORES ETERNOS E UNIVERSAIS DOS DIREITOS HUMANOS 1993.

João Batista e Lourival Passos

            João Batista dos Santos foi fundador e primeiro presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Sonhos e Lembranças de Chapadinha

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Amélia Almeida

 

Dona Amélia e Pe. Neves

    Amélia Carneiro de Almeida, nasceu na localidade Baixão, zona rural da Vila de Chapadinha no dia 31 de julho de 1910. Filha de um segundo casamento de Joaquim Cirilo de Almeida com Elisa Carneiro de Almeida.

Com 7 (sete) anos de idade a sua mãe faleceu e foi criada com os irmãos Antenor Carneiro e Pedro Carneiro, pelo pai e pela sua madrasta Lídia Garreto de Almeida. Ao todo eram 26 (vinte seis) irmãos. Dos outros relacionamentos do seu pai Joaquim Cirilo, teve os irmãos:   Antonio Tereza de Almeida, Francisco Tomás de Almeida, Inácio Cirilo de Almeida, Joana Iria de Almeida, João Evangelista de Almeida, Joaquim Cirilo de Almeida Filho, José Cecílio de Almeida, Jovita Cirilo de Almeida, Maria Cirilo de Almeida Raimundo Masceano de Almeida, Amando Garreto de Almeida, Emília Garreto de Almeida, Antonio Garreto de Almeida, Gilvan Garreto de Almeida, Francisca Garreto de Almeida, Joviniano Garreto de Almeida, Luís Garreto de Almeida, Moacir Garreto de Almeida e Rosa Garreto de Almeida.

Amélia Almeida começou os estudos na Vila de Chapadinha em 1917 até 1923. Com sua melhor amiga Cota, eram muito cobiçadas pelos rapazes de sua época, mas sempre respondia com um não nas cartinhas que recebia. Mas não resistiu os apelos do seu primo Raimundo Tiago de Almeida (Dico Almeida), seu primeiro e único namorado. Amélia Carneiro e Dico Almeida casaram-se no dia 18 de julho de 1931. Padre Eurico de Freitas celebrou o casamento no religioso e no civil o Juiz Tuíca. Dona Amélia e Sr. Dico tiveram dois filhos biológicos: Antonio Cleves e Francisco Florismar, mais tarde adotou a sua sobrinha Maria José (Mazé), filha biológica de sua irmã Francisca Garreto de Almeida Monteles, com 3 (três) dias de nascida.

Escola Amélia Almeida

 Pioneira na educação de Chapadinha, Amélia Almeida era professora leiga e tinha apenas 27 anos de idade quando, juntamente com seu esposo Dico Almeida, fundaram uma das primeiras escolas de Chapadinha, a “ESCOLA AMELIA ALMEIDA,” quando Chapadinha ainda era uma Vila, no dia 17 de julho de 1937, um ano antes da emancipação política de Chapadinha e passou a ser escola de referência da cidade naquela época. O seu legado na educação de Chapadinha é inconteste, foram 79 anos educando gerações de jovens e a escola funcionou até 2016.

Em 1987 por ocasião da fundação e da pedra fundamental da UFMA Chapadinha, Amélia Almeida recebeu do então prefeito José Almeida o título de menção honrosa da educação chapadinhense. 

Além da educação Amélia Almeida era uma católica fervorosa, devota de Nossa Senhora das Dores, dedicou-se a religião onde participou ativamente das atividades da igreja como zeladora, membro do Apostolado do Sagrado Coração de Jesus, Ministra da Eucaristia e aos sábados ela trabalhava as aulas de catequese  como os alunos, antes da igreja ofertar.

Amélia e irmãos

Amélia Almeida também foi uma das fundadoras da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha, fundada no dia 22 de setembro de 1994, da qual era membro efetivo como Acadêmico.

 A Professora Amélia Almeida, faleceu às 17:40 hs de uma segunda-feira, dia 13 de outubro de 2008 aos 98 anos de idade e está sepultada no Cemitério Central Nossa Senhora das Dores.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Blog Café Pequeno – Ivandro Coelho, A GAZETINHA e Prof. Dona Nega

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segunda-feira, 4 de abril de 2022

A POESIA CHAPADINENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Maria Camélia

    

Maria Camélia Pimentel

    Maria Camélia Pimentel Almeida, nasceu na cidade de Brejo - Ma, no dia 16 de novembro de 1916 e era filha de Raimundo Barbosa Pimentel, funcionário público federal da REFFESA – Rede Ferroviária Federal e Ada Seixas Pimentel e teve mais 2 (duas) Irmãs: Yara Pimentel Gomes e Jacyara Pimentel Gomes. Quando ainda criança seus pais mudaram-se para a cidade de Caxias, para onde seu pai foi transferido. Maria Camélia começou os estudos em Caxias, onde se formou como professora pela Escola Normal de Caxias e também deu início ao seu exercício no magistério. Em fevereiro de 1942, aos 26 (vinte seis) anos de idade casou-se com o Chapadinhense Ataliba Vieira de Almeida, com quem teve 5 (cinco) filhos: Maria Marta, Antonia Mécia, Ataliba Filho, Francisco Mário e José Ribamar Vilarton.

Em 1942 incorporou o corpo de docentes de Chapadinha, no Colégio Paulo Ramos, onde simultaneamente exerceu a função de Diretora, sem qualquer remuneração. Após alguns anos, mais precisamente no Governo Estadual de Sebastião Archer, a categoria do Colégio mudou para Grupo Escolar, ocasião em que foi oficializada como Diretora do Grupo Escolar Dr. Paulo Ramos. Posteriormente, por interferência política a professora Camélia foi destituída da função e obrigada a pedir licença. Com a criação da Escola Noturna Cônego Walter Abreu, cujo funcionamento se dava no prédio da Escola Paroquial, Dona Camélia também passou a ser Diretora sem receber qualquer gratificação pelo exercício do cargo, até 22 de março de 1968, quando a escola mudou para a categoria de Grupo Escolar Antonio Ferro. Professora Camélia foi uma ilustre e renomada professora, responsável pela educação de várias gerações de Chapadinhense. Lecionou também no Ginásio Professor Mata Roma e na Escola Normal Ana Adelaide Bello. Em 1976, após ter se dedicado arduamente por trinta e cinco anos à magistral tarefa de educar várias gerações de Chapadinhenses, solicitou a sua merecida aposentadoria, e embora que tardiamente, teve todos os seus direitos assegurados como Diretora.

Maria Camélia e Família

Dona Camélia foi membro fundador da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha, onde tem poesia publicada na “COLETÂNEA DE DEDICATÓRIAS POÉTICAS À TERRA AMADA” Maria Camélia era muito religiosa, discreta, determinada e de conduta ilibada. Sendo um esteio para sua família e um exemplo para todos os educandos que tiveram a oportunidade de desfrutar de seus ensinamentos, seja como professora ou diretora.

Em seu poema A UTILIDADE DA RELIGIÃO, ela transcende todo seu sentimento quanto a importância da religião.


A UTILIDADE DA RELIGIÃO

A religião fortalece os sentimentos morais,

Dando ao homem conforto e resignação,

Nos momentos de adversidade.

Ela é, pois, um poderoso auxiliar da moral.

Quando o esforço moral, se torna menos

Intenso ou fatiga, a fé religiosa sustenta,

Fortalece, levanta o ânimo daquele que vacila.

A religião é indispensável à vida das nações,

Porque concorre, poderosamente, para estreitar

Os laços de solidariedade social.

Todos nós devemos ter uma religião,

Seja ela qual for; ela é uma necessidade, um bem.

Encoraja-nos na hora da dor, e nos alegra,

Nos momentos felizes. Creio que se não existisse,

Era necessário se criar, pois ela é

O controle da sociedade.

O fanatismo, a intolerância constituem um mal,

E os devemos evitar.

Maria Camélia Pimentel faleceu aos 97 anos de idade, no dia 26 de abril de 2013 e está sepultada no Cemitério Central de Nossa Senhora das Dores.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Ataliba Filho e o Livro Chapadinha, historiografia e núcleos familiares.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

 

 

  

segunda-feira, 28 de março de 2022

UM ANO SEM RESPOSTAS E A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUEM MATOU LARYSSA GOMES?

 



Conheça mais sobre a história de Laryssa Gomes

Laryssa Gomes

    Laryssa Gomes, então com 17 anos idade era uma estudante, filha, irmã e criada com muito carinho pelos seus pais Claudinei Lopes da Silva e Izuila Gomes de Jesus. Laryssa Já tinha concluído o ensino médio e estava aguardando o resultado das provas do ENEM para ingressar na universidade.

Laryssa era católica fervorosa e desde os seus 14 anos de idade era catequista e participava do grupo de jovens da Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus do Bairro Mutirão. De origem modesta, Laryssa Gomes era uma menina meiga, carinhosa, um orgulho para seus pais Claudinei e Izuila, que criava com muito carinho no conjunto residencial Parque Universitário, na rua Geografia, onde moravam.

Por onde passava, Laryssa chamava muito atenção, inclusive despertava inveja em muitas outras jovens além de Chapadinha. “Minha filha sempre foi uma pessoa meiga, alegre, extrovertida e sempre foi estudiosa e sabia o que queria” Define a mãe Izuila.

RETROSPECTIVA DO CASO

Dia 28 de março de 2021, era um domingo de ramos, a jovem estudante de 17 anos de idade Laryssa Gomes, saiu de sua casa para a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, no centro de Chapadinha, para exatamente, assistir uma missa que acontecia na igreja católica. Neste dia chovia muito em Chapadinha. Após a missa, os amigos foram lanchar no Dogão, Laryssa se despede de Padre Ambrósio e volta sozinha para sua casa pilotando a sua moto pop. Ela nunca chagava em casa depois das 21 horas. Como chovia muito, Laryssa resolve parar no Corpo de Bombeiro e esperar a chuva passar. Um dos amigos que a esperava no Dogão resolveu lhe telefonar. Ela atende o telefonema e disse ao amigo que estava no Corpo de Bombeiro esperando a chuva passar. O amigo pediu para que ela saísse daquele local à beira da BR porque era perigoso. Preocupado, o amigo vai até onde Laryssa disse que estava, mas chegando no Corpo de Bombeiro, ela não se encontrava mais no local. No celular de sua mãe estava registrado às 19:42 (dezenove horas e quarenta e dois minutos) a última ligação de Laryssa.

            Quando Laryssa chegava no Bairro Boa Vista, próximo a Universidade Federal do Maranhão, já nas proximidades de sua residência que fica no Parque Universitário, na rua da Geografia, onde ela morava com seus pais e o irmão Daniel Gomes, a rua estava deserta e às escuras, e foi exatamente ali, possivelmente por volta das 20 horas, que Laryssa foi abordada por alguém que provavelmente lhe seguia ou lhe aguardava numa curva próximo da sua casa e foi abordada pelo assassino ou assassinos que, à queima-roupa deu o primeiro tiro atingindo a sua perna. Laryssa já ferida e sanguentando muito, deixa a sua moto pop e sai correndo em direção a sua casa na rua da geografia. A poucos metros de sua residência e sendo perseguida pelo assassino, Laryssa cai, e nesse momento, premeditadamente e de forma covarde e cruel o assassino ou assassinos disfere um tiro certeiro na sua cabeça, na região dos olhos de Laryssa. O projetil saiu na região da nuca perfurando o capacete que Laryssa usava. Os vizinhos ainda chegaram a ouvir os estampidos ensurdecedor dos tiros de uma arma de fogo de calibre ainda não identificada. Ninguém saiu de casa naquele momento, mas o instinto de mãe foi mais forte. Por volta das 22 horas, dona Izuíla já preocupada começou a pensar em sua filha e resolve ligar para ela mas o celular estava fora de área. Dona Izuila sai de casa e foi para a rua e se depara com o corpo de sua filha estendida no chão. Naquele terreno baldio, cheio de tocos, pois o mesmo tinha sido roçado recentemente pelo seu pai. Izuila desesperadamente começou a gritar e pedir socorro para os vizinhos e as pessoas começaram a sair de suas casas para a rua. O irmão Daniel, desesperado e em prantos cai por cima do corpo da sua irmã abraçando-a e pega o corpo e leva para calçada de sua casa.


            Os pais e o irmão entraram em choque, desesperaram-se com tudo aquilo que estava acontecendo em suas vidas. A polícia foi acionada provavelmente por algum vizinho, mas quando chegaram já encontraram a adolescente já sem vida.  Talvez por despreparo a polícia pouco fez. O corpo de Laryssa que deveria ser levado para o HAPA, foi colocado numa ambulância já a cargo de uma funerária, e sem o acompanhamento da polícia foi levado para o CEMAC – Centro de Medicina Avançado de Chapadinha, onde foi feito o exame de corpo delito para ver se Laryssa tinha sido abusada sexualmente. O resultado é de que não foi encontrado vestígios de abusos sexuais. A perícia que foi feita também em seu celular não encontraram nada que incriminasse alguém ou que pudesse relacionar com o crime. Segundo informações, só tinha coisas relacionadas a cursos, maquiagens e o registro das últimas ligações que Laryssa tinha feito para sua mãe e recebida do amigo.

UMA CURIOSIDADE

      


   Laryssa não tinha o costume de ir pelo local onde foi abordada pelo criminoso ou criminosos. Ela foi por uma rota que ela não acostumava andar por lá. E fica a dúvida e a pergunta: Será que Laryssa foi abordada por algum amigo? Alguém conhecido que lhe passou confiança ou ela foi conduzida contra a sua vontade e ser levada para esse local deserto e escuro num dia chuvoso?

O curioso é que o zíper da calça de Laryssa estava aberto, mas sem sinais de violência e onde foi encontrado o corpo dela não tinha marca de sangue. A moto e a poça de sangue estava um pouco distante do corpo. Dando a entender que os assassinos ou assassino, tinha levado o corpo de Laryssa para um local mais próximo da sua residência.

                        A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUEM MATOU LARYSSA? POR QUÊ MATOU?

         A pergunta que não quer calar e que intriga não somente toda família e amigos mas também a polícia. É quem matou Laryssa? Por quê matou? Por que até hoje esse crime não foi solucionado e ainda está sem respostas? O certo é que essa jovem estudante de 17 anos de idade foi barbaramente executada com um tiro na cabeça. Não levaram a sua moto, não levaram o seu celular e nem a sua bolsa. Será que tudo que o assassino ou assassinos queriam era somente tirar a vida de Laryssa? Será que ela foi morta por inveja? Será que ela foi morta por alguém que lhe assediava e lhe queria? Ou será que foi por alguém que não gostava do seu jeito alegre, extrovertido e resolveu dar fim a vida desta jovem estudante que sonhava em se formar e ajudar a sua família?

                        UM ANO DO ASSASSINATO DE LARYSSA E ATÉ HOJE NENHUM SUSPEITO FOI PRESO!

         

MANIFESTAÇÃO POR JUSTIÇA

   Completados 12 meses ou seja, um ano do assassinato de Laryssa Gomes, e até o momento não há pistas de quem seria o autor do crime, que continua sem a elucidação do caso e justiça ao assassino ou assassinos. Laryssa é mais um desses casos misteriosos que está sendo investigado pela Policial Civil de Chapadinha na tentativa de elucidar e prender o assassino ou assassinos que provavelmente estavam escondidos ou talvez perseguiam ela desde a Igreja Nossa Senhora das Dores até as proximidades de sua casa, esperando a hora e o momento certo para a execução do crime que chocou toda a sociedade Chapadinhense.

            Este assassinato chocou não somente a família mas, toda sociedade em geral. A dor e o sofrimento dos pais e familiares sentindo a falta enorme de Laryssa é muito grande e espera que a justiça seja feita e que a polícia prenda o assassino ou assassinos que devem estarem gozando neste momento a sensação da impunidade.

Ninguém está atrás de vingança, todos nós somos cristãos, como Laryssa era uma serva de Deus. Só pedimos mais agilidade, mais celeridade por parte da justiça. Estamos completando um ano do assassinato de Laryssa! E a família ainda espera por justiça! Quem foi que matou Laryssa? Por que mataram essa jovem que tinha muitos sonhos? Até quando vamos ter que conviver com esse tipo de crime? Em entrevista à TV Baixo Parnaíba, o ex-Secretário de Segurança Pública do Maranhão Jeferson Portela, disse que as investigações ainda estão em andamento para identificar a autoria dos disparos que tirou a vida de Laryssa Gomes. Até quando?

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: Sem revisão Ortográfica