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sexta-feira, 20 de outubro de 2023

A LITERATURA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: Ênfase em Edinólia Portela.

       

Edinólia na Biblioteca Alternativa

     Edinólia Lima Portela, nasceu na cidade de Porto, no Piauí, no dia 29 de julho de 1958, é filha de Adauto Oliveira Portela e Adalgisa de Deus Lima e tem mais 15 (quinze) irmãos: Firmina Lima Portela de Sousa, Rogerio Lima Portela (falecido), Roosevelt Lima Portela, João de Deus Lima Portela, Adauto Oliveira Portela Filho, Tancredo Rodrigues Portela, Sonia Rodrigues Portela, Rochelane Rodrigues Portela, Adaumar Almeida Portela Lobo, Maridau Almeida Portela, Leotonio Rodrigues Portela, Delanes Rodrigues Portela, Tania Rodrigues Portela, Elanes Rodrigues Portela e Franklin Rodrigues Portela.

            Em 1960 com apenas 2 (dois) anos de idade, seu pai Adauto Portela, a levou para Chapadinha, onde foi criada pela sua madrasta Antônia Rodrigues da Costa. Desde então, adotou Chapadinha como sua terra natal.

            Edinólia iniciou os seus estudos em 1963 na extinta Escola Paroquial de Chapadinha, sendo alfabetizada pela poetisa e professora Totonha Galvão. Iniciou o curso ginasial no Ginásio Professor Mata Roma e concluiu no Ginásio Bandeirante em 1972. Concluiu o ensino médio em São Luís, no Centro de Ensino Gonçalves Dias no ano de 1974. Em 1975 ingressou na UFMA para o Curso de Pedagogia, onde fez o mestrado PPGE/UFMA em 2002.

          

Edinólia com os filhos

 
Em 1975, casou-se com Antônio Alves Gondim Filho (falecido) com quem teve 3 (três) filhos: Ludmila Portela Gondim Braga, Doutora em Literatura; Dimitri Portela Gondim, fisioterapeuta e Carenina Portela Gondim, educadora física, empresária e mais 3 (três) netos: Maia Gondim Sarmento, Maitê Gondim Sarmento e Álvaro Santos Gondim.

Edinólia é também Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia, com estudos em juventude, cidadania e avaliação de políticas. Professora do Curso de Pedagogia e do Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal do Maranhão; Professora Titular de Academia de Ikebana Sanguetsu, arte milenar oriental, com estudos no Japão; Foi coordenadora do Curso de Pedagogia e do Curso de Especialização em Educação Superior-UFMA. compôs a equipe de gestão do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Cientifica- PIBID-UFMA, do Programa de Valorização Patrimonial UFMA-IPHAN Integrante do Fórum Estadual do Maranhão de Educação de Jovens e Adultos Participante do Comitê Cientifico do Encontro de Pesquisa Educacional do Nordeste;  Coordena o projeto de pesquisa sobre a Jornada de Alfabetização, Sim, eu Posso Círculo de Cultura nos municípios de menor IDH, do Maranhão;  Parecerista ad hoc da Fundação de Amparo  à Pesquisa  e ao desenvolvimento Cientifico e Tecnológico do Maranhão-FAPEMA, do Programa de Iniciação Cientifica-UFMA , da Jornada Internacional de Políticas Publica, de Congressos Nacionais e Internacionais da Associação de Política e Administração da Educação-ANPAE, de ,Congressos da Associação Francofone de Pesquisa Cientifica em Educação-ARFIRSE, de revistas qualis como a Entreideis-UFBA, Cocar-UFPA, Educação e Pesquisa da USP, Contemporânea de Educação –UFRJ; Coordenadora Regional da arte de Ikebana Sanguetsu e integrante  da Associação Nacional de arte milenar.

Edinólia em familia


Edinólia é Pesquisadora autora e organizadora de livros, Dossiê, publicações de artigos em revistas e coletâneas no Brasil e no exterior, com trabalhos apresentados no Brasil, no estado da Catalunha, Barcelona, Espanha, França e Portugal; Idealizadora do Movimento Chapadinhamente-nós e Acadêmica Efetiva da Academia de Letras Ciências e Artes de Chapadinha. Edinólia Portela é Autora dos seguintes livros Juventude e cidadania: o movimento de um programa socioeducativo; Formação de professores e práticas educativas; Currículo contextos e desafios para formação humana e de artigos para jornais e revistas, além de poemas, como o que publicamos abaixo:

CHAPADINHA NÓS

Brinco com a molecada na rua

Tomo banho de chuva

Recebo frutas do vizinho

... Lembranças de Chapadinha.

 

Capa de um dos livros de Edinólia

                                       Meu corpo muda de forma

As espinhas saem no rosto

Danço a primeira valsa

Dos carnavais não esqueço

Sinto o primeiro beijo

... Lembranças de Chapadinha.

 

Existe um mundo além desse

Os fatos mudam bem rápido

          John Lenon é assassinado

                                                              Os exilados retornam

..                                                      . Sinto falta de Chapadinha.

 

Cantamos “Apolo seco”

Somos mais tango que blues

Prisão pela meia passagem

... Como estará Chapadinha.

 

Seguíamos nossos caminhos

Buscamos a vida lá fora

Os filhos estão crescidos

Vão-se alguns dos amigos

... Voltamos à Chapadinha.

 

Dentre tantas funções ocupadas por Edinólia, ela também foi servidora como professora e supervisora, coordenadora e pedagoga do Estado de Educação Básica de 1981 a 2011. Atualmente é do quadro de professores da UFMA do curso de pedagogia e do programa de pós graduação em educação

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Edinólia Portela

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitido, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis de direitos autorais.

 

 

 

 

 

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM ALMADA LIMA

        

Dr. Almada Lima

    Arthur Almada Lima Filho nasceu na cidade de Caxias, no maranhão, no dia 17 de outubro de 1929. Almada Lima era mestrado em Administração pública e formou-se em Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de São Luís em 1955, onde mais tarde foi professor.

 Em setembro de 1962 Almada Lima veio transferido de Brejo para promotoria de Chapadinha. Ainda em 1962 foi nomeado Juiz de Direito da Comarca de Chapadinha, ocasião em que coordenou as eleições municipais de 62 e o plebiscito realizado em 1963.

Professor com “P” maiúsculo, Almada Lima além da sua dedicação à justiça se entregou também com muito amor e dedicação à educação de Chapadinha. Foi diretor do Ginásio Prof. Mata Roma, fundou em 1964 a Escola Normal Ana Adelaide Bello. Preocupado com as crianças pobres, que não tinham um chinelo para calçar, ele criou nas Terras Duras a Escola dos Pés Descalços, onde hoje, em homenagem, a Escola leva seu nome Almada Lima. Era preciso conviver um pouco com Dr. Almada Lima para ver-lhe os esforços em prol das causas públicas e coletivas.


Chapadinha contava Almada Lima com muito orgulho como um filho, pois lhe foi concedido por unanimidade pela Câmara Municipal de Chapadinha o título de cidadão chapadinhense, indicação do então vereador Delmar Carneiro.

Além de Promotor Público das Comarcas de Brejo e Chapadinha, Foi Desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão, Vice Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão e fundador e presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias.

Almada Lima faleceu no dia do seu aniversário, em 17 de outubro de 2021 aos 92 anos em São Luís.

Dr. Almada Limar por certo, sempre será lembrado pelo seu lado humanista, pela sua retidão de caráter e posições éticas e pelo que fez pela juventude Chapadinhense.

Herbert Lago Castelo Branco

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria e fonte, conforme as normas e leis de direito autoral. 

sábado, 23 de setembro de 2023

A LITERATURA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Oliveira Roma.

João Mata de Oliveira Roma    

    João Mata de Oliveira Roma, popularmente conhecido como Oliveira Roma, era filho do coronel Pedro Mata de Oliveira Roma e de Teodolinda Almeida. Ambos cearenses, escolheram o maranhão para viverem e elegeram a então Vila de Chapadinha como sede da residência do casal, onde se estabeleceram com um pequeno comércio e mais tarde explorariam também a agricultura. Oliveira Roma nasceu na Vila de Chapadinha, no dia 24 de novembro de 1894 e tinha mais 10 (dez) irmãos, do primeiro casamento por parte de pai foram 4 (quatro) Isabel Mata de Aguiar, Joana Mata Roma (Noca), Pedro Mata Filho e Raimundo Mata Roma. Do segundo casamento com sua mãe Teodolinda, vieram o também intelectual, poeta e professor José Mata de Oliveira Roma, Luzia Mata de Oliveira Roma (Lulu), Joaquim Mata Roma (Quincas), Francisco das Chagas Mata de Oliveira Roma e Maria de Almeida Mata Roma (Maneca) e mais uma irmã adotiva Francisca (Chiquinha Perna Curta)

                Oliveira Roma começou os estudos na Vila de Chapadinha, mas logo seu pai o encaminhou, juntamente com o seu irmão Mata Roma, para a cidade de Brejo, onde terminou o curso primário. Em Teresina, concluiu o primeiro e segundo grau, conhecidos hoje como Ensino fundamental e Ensino Médio.

Pai de Oliveira Roma

            Em São Luís prestou vestibular e ingressou na Faculdade de Direito, na Rua do Sol, formando-se em Bacharel em Direito.

            Oliveira Roma desde cedo atirou-se às lides jornalística adentrando nessa escola o seu meio expressional. A poesia foi lhe constante na vida e publicou diversos volumes de versos, destacando-se os “Versos de Enor”. Jurista e professor catedrático de Direito Judiciário Civil da antiga Faculdade de Direito do Maranhão. Na Academia Maranhense de Letras fundou a Cadeira número 25, cujo patrono é o grande jurisconsulto Sá Viana.

            João da Mata de Oliveira Roma nos deixou uma rica bibliográfica tais como: “Versos sem Estilo” – São Luís 1921. “Versos de Enor” Tip. M. Silva – Maranhão, 1923, 105 p. “Poemas Selvagens” 1ª série, Tip. Rabelo – São Luís, 1929, 48 p. – “Na Judicatura” 1ª séria, Imp. Oficial, Maranhão, 1932, 132 p. – “Poemas Selvagens” 2 série, Gráfica Tribuna, São Luís, 1934, 163 p. – “Duas Teses”, Tip. Teixeira, Maranhão, 1934, 149 p. – “Ligeiras Notas Sobre Direito Judiciário Civil”, Gráfica São José, Maranhão, 1936, 231 p. – “Meus Versos Alheios”, Tip. Batista de Sousa – Rio de Janeiro, 1941, 55 p. – “O Arbítrio Judiciário”, Emp. Gráfica Tribuna Ltda. São Luís, 1944, 18 p, - “Modalidade de Legítima Defesa”, Pongetti Editora, Rio de Janeiro 1941, 90 p, - “Os Mistérios da Cidade”, Tip. M. Silva & Filhos, São Luís, s.d., 8 p.  Inclui-se também na sua bibliográfica um trabalho sobre delinquência infantil e colaboração esparsa no “Imparcial” e na revista “Atenas”. Como teatrólogo e dramaturgo escreveu: “Um Professor em Apuros”, - “Marido da Moda” e “O Noivado do Manduca”, além de muitas comédias para crianças.

Mãe de Oliveira Roma

                       Oliveira Roma também foi venerável da Loja Maçônica Renascença do Maranhão. Era desses maçons que tanto tinha prazer de varrer a casa como dirigi-la

            Oliveira Roma faleceu na cidade de Caxias, aos 50 anos de idade, no dia 25 de outubro de 1944.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Academia Maranhense de Letras; - Jornal Diário do Povo e o Imparcial.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

               

                   


quinta-feira, 14 de setembro de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM CHICA CHOCOLATE?

 

    

Esta imagem é ilustrativa. D. Chica
Chocolate não deixou registro em foto
 


    Francisca Souza, popularmente conhecida como Chica Chocolate, era uma piauiense rustica, descendente de negro com índio, natural da cidade de Luzilândia, onde nasceu no dia 26 de fevereiro 1928, tendo chegado em Chapadinha logo após a emancipação política da cidade. Apesar de ser uma mulher que tinha a cor das primeiras mulheres mulatas de Chapadinha, o seu apelido de Chica Chocolate provém dos deliciosos chocolates quentes que ela fazia para vender, diariamente em sua banca no antigo Mercado Central, onde hoje é a APAE, no Centro Artístico Operário e na sua barraca por ocasião dos festejos da nossa padroeira Nossa Senhora das Dores. Dona Chica Chocolate era uma mulher trabalhadora, carismática, simples, mas ao mesmo tempo muito brava, não tinha medo de nada e com muita aptidão para a culinária. Seus diversos bolos e suas comidas como mocotó, leitoa ao molho pardo e assada eram muito apreciados pelos chapadinhenses. Ela era uma cozinheira de mão cheia! Das melhores da cidade à época, sempre era requisitada pelas tradicionais famílias de Chapadinha para fazer seus banquetes. Sua casa também era uma pensão e hospedava viajantes que passavam pela cidade. Sua morte, no dia 17 de setembro de 1966, aos 38 anos de idade, teve grande repercussão e chocou toda população da cidade, por ser uma pessoa muito conhecida e querida pelos chapadinhenses. Dona Chica Chocolate foi covardemente assassinada a golpes de espeto na frente de sua filha Rosário, com então 11 anos de idade, dentro de sua própria casa, na Rua Sebastião Barbosa, próximo ao Cemitério Central, por um homem desconhecido.

            Motivo do crime: uma mulher que estava traindo o marido com um magarefe conhecido como Bigode, que levou a amante para escondê-la na pensão de. Dona Chica Chocolate que, mesmo não estando muito de acordo acabou aceitando, possivelmente mediante a um agrado dado pelo magarefe. Só que, como a cidade de Chapadinha era muito pequena, alguém dedurou e contou para o homem traído ondo sua mulher estava escondida. O homem foi procura-la, chegando na casa de dona Chica a mulher o avistou e fugiu correndo. O homem possuído pelo ciúme pegou um espeto e desferiu vários golpes de espeto em dona Chica Chocolate que faleceu de imediato e o homem desconhecido fugiu gritando que tinha matado a mulher errada. Depois prenderam o assassino e mandaram para o presídio de Pedrinhas, de onde fugiu da prisão.

            Depois do crime, sua filha Rosário foi adotada por dona Auridéia Cunha Passos, que a levou para São Luís, onde superou todo esse terrível trauma, constituiu sua própria família e hoje é professora aposentada, mora em São Luiz e por gratidão cuida com muito carinho de dona Auridéia Cunha Passos que esta com 95 anos de idade. .

           Herbert Lago Castelo Branco

Fone: Rosário, filha de Chica Chocolate.

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terça-feira, 5 de setembro de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM MARIA MULATA?

 

    

Maria Mulata

    Maria Alves de Sousa, mais conhecida como Dona Maria Mulata, porque tinha um irmão que se chamava de José Mulato. Ela nasceu no povoado de Água Fria, zona rural de Chapadinha. Maria Mulata ficou muito conhecida na cidade por sua criatividade e inovação ao servir cachaça e tiquira temperadas.

         Mesmo na época em que não se tinha energia elétrica, Maria Mulata já se destacava em suas misturas de bebidas. Servindo as como tira-gosto frutas como: pitomba, tamarindo, seriguela, goiaba e outras iguarias. Suas criações eram conhecidas como as cachaças temperadas e a tradicional meladinha, feita de cachaça e mel.

         O bar da madrinha Maria Mulata, era frequentado por pessoas de várias classes sociais da cidade de Chapadinha. Casada com o sanfoneiro Francisco Cândido, Maria Mulata era uma mulher festeira.  No São João, era infalível as apresentações das quadrilhas e do boi do Zé de Cinzas em frente a sua residência. 

Casa Maria Mulata

         Dona Maria Mulata marcou época e sua memória continua viva, eternizada pela lembrança da mulher talentosa e carismática que foi, mas infelizmente faleceu no dia 29 de junho de 1984, deixando uma lacuna e uma marca indelével na história de Chapadinha.

Herbert Lago Castelo Branco

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segunda-feira, 21 de agosto de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR NO DELEGADO FURRUPA?

 

Sargento Furrupa

     O destemido Delegado Luís Monteiro da Silva, mais conhecido como sargento Furrupa, depois de ter atuado e deixado a sua marca de delegado linha dura nos municípios de Lajeado Novo, Arame, Bastos Bons e Buriticupu, veio para Chapadinha no final da década de 70, a pedido do líder político José Vieira, ao então governador Nunes Freira, que era seu aliado, alegando que era para colocar ordem na cidade de Chapadinha.  Pois tinha fama de “cangaceiro” em todo maranhão, devido ao seu jeito linha dura de trabalho, que mandava espancar e matar os presos.      

      Furrupa deixou história durante a sua passagem por Chapadinha. Se achava o dono da cidade, quando ele chegava em seu jipe com 4 policias até os grilos paravam de cantar. Entre essas histórias sobre o temido Delegado da época, ele dizia que, caso visse alguém andando pelas ruas de bicicleta apenas só com uma mão segurando o guidão, ele mandaria cortar o outro braço. Também prendeu Manoel Lira, um dos maiores empresários da época e botou para arrancar relógio nas ruas de chapadinha. (Relógio é uma planta nativa do cerrado maranhense).

            Ao assumir a delegacia de Chapadinha, ele implementou também o toque de recolher. Ninguém podia ficar em bares ou nas ruas após as 10 horas da noite, que ele mandava prender. Dizem também que ele tinha uma palmatória com um cabo de vergalhão de ferro com um buraco no meio.

            O Delegado Furrupa foi assassinado a tiro, anos anos 80, na porta de sua residência em São Luís, pouco tempo depois de ter deixado Chapadinha.

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Blog O Garrafeiro Oficial, Blog William Fernandes, Blog Alexandre Cunha.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

QUEM EM CHAPADINHA NÃO OUVIU FALAR EM CAPITÃO ALZIR MACHADO?

 


    Alzir Silva Machado, mais conhecido como Capitão Alzir, nasceu na então Vila de Chapadinha no dia 20 de setembro de 1933 e morou a vida inteira na rua Ananias Albuquerque, perto do FAC.  Oriundo de uma tradicional família Chapadinhense, tornou-se uma figura popular e bastante conhecida na vida social e política de Chapadinha. Participava com muita frequência e desenvoltura, dos desfiles de sete de setembro, das festas de debutantes e das festas sociais no Aldeota Clube, sempre com o seu tradicional traje passeio. Sua presença nas campanhas políticas ou inaugurações de obras públicas eram frequentes.

O então governador do maranhão Newton Bello e sua comitiva em visita a Chapadinha, ficaram encantados com a maneira engraçada de Alzir. E quis, a todo custo, leva-lo para São Luís. Com o consentimento dos pais, o governador Newton Bello levou Alzir para ser seu hospede no Palácio dos Leões e passou a chama-lo de Capitão Alzir. Ele não abriu mão da comenda e voltou para Chapadinha com o título de Capitão colocado pelo governador Newton Bello.

Alzir com Sarney e Alexandre Costa

O Capitão Alzir Machado, como todo Chapadinhense não abria mão de ter lado, era ferrenho correligionário político de Mundiquinho e José Vieira. Mas era admirado por todos, até mesmo pelo nosso eterno Deputado Estadual Antônio Pontes de Aguiar, de quem ele se dizia adversário. Mas se quisesse ver Alzir bravo e zangado! Era chamar ele de “Pé de Rapadura”. Aí meu amigo, a reação era palavrão de tudo que você possa imaginar. Mas o capitão Alzir era uma pessoa doce, inofensiva e era a alegria da criançada, por quem tinha um grande carinho. Logo ele que era uma eterna criança.

Alzir Machado era filho de Georgiano da Cunha Machado e Adelina Silva Machado e irmão do senhor Aluísio, Aécio, Dulcinéia e Denise Machado. Faleceu aos 62 anos em 1996.

Herbert Lago Castelo Branco

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sábado, 12 de agosto de 2023

REVITALIZAÇÃO DO AÇÚDE DO TELENGO

      


  Tal qual o presidente Juscelino Kubitschek, que construiu em Brasília, o Lago Paranoá, o maior lago artificial do Brasil, o então prefeito de Chapadinha à época, Benedito Martins, (1951-1956), foi também um grande idealizador visionário, em querer construir em Chapadinha um açude, o qual denominou de  Açude do Travessão. Infelizmente, ele não teve a sorte de conseguir realizar esse seu sonho. O tempo passou, e hoje o açudo é conhecido como açudo do Telengo. Nada mais justo, pois, o senhor Telengo foi o primeiro morador daquele lugar á época,  onde tinha uma  humilde casinha na cabeceira do açude do Travessão.   

     Hoje ele está agonizando, sendo sufocado pela depredação humano com descartes de lixos, animais mortos e até mesmo moradias irregulares. Mas ainda há tempo de nós Chapadinhenses resgatarmos este espaço lindo! com uma natureza exuberante! E de realizar esse sonho do prefeito Benedito Martins.



Neste sentido, estou convidando as pessoas interessadas, associações, sindicatos, enfim toda sociedade civil interessadas, para darmos o primeiro passo. Nos organizarmos em um grande mutirão da sociedade civil e logicamente com o apoio do poder público, para transformarmos o AÇUDE DO TELENGO no maior açude artificial do Baixo Parnaíba. Um local onde possa pescar, ter lazer, entretenimento e e gerar emprego e renda.

CONVIDO A TODOS OS INTERESSADOS PARA A PRIMEIRA REUNIÃO PARA REVITALIZAÇÃO DO AÇUDE DO TELENGO, NO DIA 23 DE AGOSTO, ÀS 19 HORAS, NA BIBLIOTECA ALTENATIVA, RUA DO COMERCIO 1161 CENTRO.

PAUTA: REVITALIZAÇÃO DO AÇUDE DO TELENGO.

Faça parte dessa história.

Herbert Lago Castelo Branco



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terça-feira, 2 de maio de 2023

A LITERATURA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Paulo Gomes.

 

Paulo Gomes

   Paulo Gomes Neto, nasceu em Magalhaes de Almeida, cidade do Maranhão, localizada às margens do Rio Parnaíba, no dia 16 de agosto de 1946 e, ainda quando crianças seus pais se mudaram para Chapadinha. Filho de Bernardo Gomes da Silva, político, ex-vereador, coletor estadual e de Luzia Correia Lima Gomes (Dona Zizi Gomes), já falecidos e teve mais 5 (cinco) irmãos: Maria do Carmo Gomes, enfermeira e professora, Teresinha Gomes, funcionária pública em São Luís, jesuíla Gomes Lima, professora em Luzilândia/PI, Tomé Gomes Lima, político, Advogado, professor, fiscal estadual da receita e Esequías Gomes Lima, empresário, advogado, assistente jurídico estadual no Rio de Janeiro.

            Em Chapadinha, Paulo Gomes começou os estudos na Escola Paroquial, dirigida pelo Cônego Padre Walter, devido a um problema disciplinar foi estudar no Grupo Escolar Paulo Ramos, concluindo o primário em 1960 no Colégio Batista Daniel de La Touche. Através de sua irmã Maria do Carmo Gomes, foi para São Luís e matricula-se na escola preparatória ao Exame de Admissão (necessário, na época, para o acesso ao ginásio), tendo sido aprovado para estudar no Liceu Maranhense.

Paulo Gomes em 1972

            Em fevereiro de 1961 seu irmão Tomé Gomes, já morando no Rio de janeiro, lhe enviou uma carta convidando-o para estudar no Rio de janeiro. E assim, no dia 02 de março de 1961 pegou um avião em Chapadinha para São Luís e, no dia seguinte, no dia 03 de março de 1961, num voo da Cruzeiro do Sul com destino ao Rio de janeiro.

            No Rio de Janeiro, Paulo Gomes matricula-se no curso Ginasial, no Instituto Coração de Maria (Escola Veiga de Almeida). Logo começou a frequentar o Calabouço e se associar no CEM – Centro dos Estudantes Maranhenses, que era uma referência para os estudantes Maranhenses que frequentavam o Calabouço e fornecia uma carteira social.

            Em 1967 estudava no Liceu Estadual Nilo Peçanha, em Niterói e residia na Casa dos Estudantes da Guanabara da qual era presidente. Integrou também, naquela época, a diretoria do Centro Cultural Joaquim Nabuco, o qual teve como presidente o intelectual paraibano Vicente Cassimiro e do seu irmão advogado Tomé Gomes. Paulo Gomes foi ainda presidente do Centro de Oratória Demóstenes, que funcionava na Casa dos Estudantes do Brasil.

            No Rio de Janeiro, Paulo Gomes casou-se com a professora Cibele Matos Gomes, vindo a se separar em 1974. Mas, anos depois, casou-se com a advogada e funcionária da Petrobrás Elisa Esteves Mello Lima, cujo enlace nasceu a sua filha Tatiana Mello Lima Gomes, advogada e funcionária concursada do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro


            De 1964 a 1985 – Era a época das trevas, do obscurantismo e da repressão policial, a Ditadura Militar não admitia e desencadeou uma violenta perseguição a qualquer entidade ou movimento estudantil e incrementou perseguições sistemáticas a tudo que representasse movimento estudantil. O fim do CEM – Centro dos Estudantes Maranhenses, culminou com o fechamento do restaurante Calabouço, após brutal assassinato do estudante Edson Luís Lima Souto.

            Com o fechamento do Centro dos Estudantes Maranhenses e do primeiro Calabouço, Paulo Gomes integrou-se na luta pela reabertura do restaurante (até que foi reaberto, mas nas piores condições possíveis). Nessas lutas pela reabertura do restaurante Calabouço Paulo Gomes foi preso e condenado a 1 (um) ano de prisão pela 1ª Auditoria do Exército da 1ª Região Militar. 

            Depois de cumprir a pena integralmente e ser solto, Paulo Gomes ingressa na ALN – Ação Libertadora Nacional, liderada por Carlos Marighella e Joaquim Câmara Ferreira e foi para a luta armada contra o Regime Militar.

            Paulo Gomes foi Anistiado pela Comissão Nacional de Anistia. Com a Anistia Politica em 1979, Paulo Gomes entra na (UFRJ) Universidade Federal do Rio de janeiro, onde diplomou-se em Direito e pós-graduação em Direito Constitucional e em Ciências Sociais.

            Na década de 80, Paulo Gomes teve uma intensa participação política no Maranhão, onde ajudou a fundar o PDT no Maranhão. Em 1982 foi candidato a Deputado Estadual pelo PDT. Após o pleito, Paulo Gomes retorna para o Rio de janeiro.

Paulo Gomes com a filha Tatiana

            Em 1983, no Governo de Leonel Brizola, Paulo Gomes foi Gerente de Turismo da RIOTUR até o final do governo de Leonel Brizola. Em 1986 disputou o mandato de Deputado Federal Constituinte, não logrando êxito, ficando na suplência. Paulo Gomes foi também advogado da CPT – Comissão Pastoral da Terra, Exerceu cargo de Diretoria na TVC – Rio, Canal 6 da Net e atualmente é membro da ABI – Associação Brasileira de Imprensa e membro fundador da Academia Magalhense de Letras e da ABAMI – Associação Brasileira dos Advogados do Mercado Imobiliário.

            Além de ter publicado dois livros: “VIOLÊNCIA E O SISTEMA POLÍTICO” (1981) e “PIQUIRA” – infanto-juvenil (1990), participou também como Diretor Executivo da produção do filme “CALABOUÇO 1968 – Um tiro no Coração do Brasil” (2014), dirigido pelo cineasta argentino Carlos Pronzato e do filme “OS IRREDENTOS” (2015).


            Paulo Gomes abandonou a política por não acreditar em mudanças políticas pela via eleitoral. Mas segue acreditando nas ideias políticas socialistas até os dias atuais. Acreditando nos sonhos e nas utopias que abraçou na juventude. Não se rendeu ao sistema capitalista cruel e desumano.

            Hoje Paulo além de advogado aposentado é escritor, cientista político, jornalista e diretor da TVCRIO Canal 6 da NET/CLARO. Atualmente Paulo Gomes é casado com a professora e palestrante Edna Ferreira Calheiros Saraiva Gomes, com que vive várias décadas, e tem uma vida estável graças aos seus esforços e competência e reside na cidade do Rio de Janeiro, onde se engajou nas lutas populares e revolucionárias, mas continua mantendo laços permanentes com a sua cidade natal Magalhães de Almeida e Chapadinha, onde também mantem residência.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Livro do CEM – Centro dos Estudos Maranhenses

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

quarta-feira, 5 de abril de 2023

FORTES CHUVAS CAUSAM DANOS E DEIXA POPULAÇÃO DA ZONA RURAL DE CHAPADINHA ISOLADA

 

Esses danos tornam perceptível a deficiência de um plano de gestão da bacia hidrográfica de Chapadinha


    As fortes chuvas dos últimos dias deixaram boa parte da zona rural de Chapadinha isolada. Fato decorrente principalmente de ações que envolvem a retirada da vegetação de proteção das margens dos riachos e do Rio Munim, provenientes das ocupações irregulares e dragagem ilegal e irregular de areia na região do Rio Munim. Esses danos tornam perceptível a deficiência de um plano de gestão da bacia hidrográfica de Chapadinha, além da falta de estrutura e planejamento do município, para enfrentar os desastres naturais, especificamente, as enchentes.

Os problemas em decorrência do tempo adverso atingiu principalmente a população ribeirinha. Nesse contexto, surge a necessidade de ações e medidas estratégicas que precisam serem tomadas como: ordenar a ocupação e o uso da terra nas margens das nascentes; promover intervenções estruturais nas áreas de risco e criar um sistema de alerta antecipado a população.


    Também já é hora de se pensar em soluções ou alternativas para diminuir essa vazão e desperdício de água, para diminuir o risco da ocorrência de crises hídricas no nosso município, como a construção de reservatórios, diques de contenções ou até mesmo uma barragem no Rio Munim, para armazenar água das chuvas em períodos de cheia e garantir água para os períodos de estiagem para o abastecimento domiciliar, criação de peixes e produção da agricultura familiar.


Herbert Lago

Poeta e Escritor