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quinta-feira, 9 de julho de 2009

PARA NÃO DIZER QUE NÃO CURTI MICHAEL JACKSON



Quando saí de Chapadinha aos 17 anos de idade em 1974 para Teresina, ainda embalado pelo som do iê-iê-iê da jovem guarda, do fumacê de Gil e maluco beleza de Raul Seixas, vi pela primeira vez os Jackson Five arrebentando na televisão ainda em preto e branco. Michael Jakson com 15 anos era tudo que alguém na nossa idade podia almejar: talentoso, cantava e dançava lindamente. Até me atrevi a fazer alguns de seus passos. O que não sabia então, e só fui tomar conhecimento muito depois, o quanto era sofrida aquela construção de mito. Vivendo uma vida adulta infeliz e atormentada.
O talento o levou aos pícaros da glória, para usar um chavão. No entanto, ele continuou patinando na infelicidade, sem conseguir fazer as pazes com o passado, com as raízes, com os próprios sentimentos, o que lhe acarretou todo tipo de problema.
Com o massacre de informações sobre sua vida e sua morte, pouco tive oportunidade de sofrer por causa de Michael Jackson. Na última terça, durante os funerais, finalmente chorei na hora do WE ARE THE WORLD, que os convidados cantaram em uníssono. Chorei de tristeza pela sua partida tão cedo, de pena pelo homem infeliz que foi e com tudo que teve para ser feliz. Mas nem tudo o dinheiro compra.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e escritro

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