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sexta-feira, 15 de julho de 2011

POPULAÇÃO DE CHAPADINHA DIVIDE O COBERTOR CURTO DA SAÚDE COM QUEM NADA TEM


Não constitui novidade notícia de que pacientes das cidades vizinhas sobrecarregam a rede pública de saúde de Chapadinha. Sem dispor de atendimento médico-hospitalar na cidade onde residem, adultos e crianças não têm alternativa senão buscar socorro onde podem encontrar ajuda. Também é natural, pois, que batam ás portas das instituições da capital do Maranhão e do Piauí.

Se o vaivém não surpreende, o número de enfermos chama a atenção. Acredito que, um em cada cinco doentes internados em hospitais de Chapadinha vem dos municípios vizinhos. Não se levam em conta, aí, os casos menos graves em que o doente faz a consulta e volta para casa. São tratamentos de curta duração que, embora dispensem o pernoite, exigem cuidados de médicos, enfermeiros e corpo administrativo. Além, claro, de medicamentos e exames. Em suma: a população de Chapadinha precisa dividir o cobertor curto com quem nada tem.

O Fundo Nacional de Saúde distribui recursos para estados e municípios. Um dos critérios para o repasse é o número de habitantes. Assim como Chapadinha, cidades vizinhas embolsam a parcela que lhes corresponde sem oferecer a contrapartida. Há casos de prefeitos que, em vez de construir unidades de baixa complexidade capazes de atender os cidadãos, preferem comprar ambulâncias a fim de transportar os necessitados para a capital.

Impõem-se providências. Não há como impedir a entrada de pessoas de Brejo, Mata Roma, Anapurus, Buriti e etc, nos hospitais de Chapadinha e deixar de prestar assistência aos enfermos que se deslocam até aqui para recuperar a saúde ou salvar a vida. Há que buscar outras saídas. Uma, sem dúvida, refere-se à gestão. Eficiência e eficácia são as palavras de ordem. Os recursos precisam ser bem investidos. O resultado tem de se refletir na satisfação dos usuários.

A outra saída é política. A prefeita de Chapadinha necessita sentar-se à mesa com prefeitos das cidades vizinhas, cuja população procura assistência nos hospitais de Chapadinha. Uma delas: incentivar a saúde preventiva para diminuir o número de pessoas obrigadas a buscar hospitais. A outra: construir centros de saúde. Ninguém sai da cidade onde mora para passear em Chapadinha ou São Luis. Saí porque precisa. O abandono, a dor e o risco de morte obrigam adultos e crianças a buscar atendimento onde pode ser encontrado.

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