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quinta-feira, 24 de março de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Aderson Lago

 

    
  

Aderson de C. Lago

     Aderson de Carvalho Lago nasceu no dia 26 de julho de 1915, na outrora Vila de Chapadinha. Filho do comerciante José Luiz Teixeira do Lago e da professora leiga Elisa Augusta Barbosa de Carvalho Lago e teve mais 5 (cinco) irmãos: Benedito de Carvalho Lago, Donatila Lago Ferro, Raimundo de Carvalho Lago, José Ribamar de Carvalho Lago e Zilda Clarinda Lago de Assis. Aderson Lago começou o curso primário na Vila de Chapadinha e concluiu em Buriti de Inácia Vaz; e os cursos ginasial e pré-jurídico no Liceu Maranhense, em São Luís. Aderson diplomou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife.

            Aderson de Carvalho Lago era casado com Maria Teresa Salomão Lago, com quem teve seu único filho Aderson de Carvalho Lago Filho, que lhe deu 3 (três) netos: Carolina Pires Ferreira Lago, Aderson de Carvalho Lago Neto e Rodrigo Pires Ferreira Lago.


Aderson Lago Ingressou no Ministério Público Maranhense, foi Promotor Público das Comarcas de Bacabal, Pedreiras e São Luís. Aposentou-se como Procurador de Justiça. Exerceu também, os cargos de Juiz do Tribunal Regional Eleitoral, Diretor do Departamento de Segurança Pública, Secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Ministro e Procurador do Tribunal de Contas, Procurador Geral da Justiça e Professor da Universidade Federal do Maranhão. Recebeu a Comenda do Ministério Público do Brasil, pelos relevantes serviços prestados à classe e na qualidade de sócio efetivo e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.


Dentre os trabalhos historiográficos publicados por Aderson Lago, temos “PEDREIRAS – ELEMENTOS PARA SUA HISTÓRIA” e “BREJO, ALDEIA DOS ANAPURUS”, publicado em 1989, que trata da odisseia de sua colonização e a trajetória de um povo durante o conturbado período  da Balaiada.  
                    

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Livro BREJO, ALDEIA DOS ANAPURUS

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

 

 

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terça-feira, 1 de março de 2022

ENTREVISTA DE HERBERT LAGO CONCEDIDA A ESTUDANTE DE LETRAS EDLAINA BEZERRA.

 

Poeta Herbert Lago

    Na conclusão de minha Monografia para ser apresentada ao curso de Letras da Faculdade do Baixo Parnaíba, para obtenção do grau de licenciados em Letras, tive a oportunidade de fazer uma pequena entrevista com o poeta Herbert Lago Castelo Branco, destacando o seu constante trabalho na área da cultura e história de Chapadinha, por meio de suas iniciativas como publicação de livros e a implantação de sua biblioteca alternativa, onde ele próprio mantem, atende e auxilia os alunos, leitores e visitantes.

A seguir entrevista realizada com Herbert Lago Castelo Branco. 


EDLAINA: Como e quando começou a Biblioteca Alternativa?

R. Tudo começou em 1986 com a criação do Jornal Alternativo Cultural “A PROSA” que tive o prazer de editar até 1992. Morava em Taguatinga-DF e recebia muitos livros, revistas e jornais. Já tinha alguns livros, porque sempre gostei de ler, com os que iam recebendo fiz na minha residência uma pequena Biblioteca que dei o nome de Biblioteca Alternativa. Era uma coisa minha, para eu ler e para fazer os meus trabalhos literários. Mas ai eu abri para as crianças da quadra onde morava para fazer oficinas de artes. Eles gostavam disso, daí eu passei a gostar também. Sempre teve em minha mente (quando aposentasse) a ideia de retornar para minha cidade natal. Então, como já estava aproximando a minha aposentadoria, em 2006 vim a Chapadinha e fundei a Biblioteca Alternativa no dia 13 de dezembro de 2006. Aluguei uma sala com a Francinete, na casa dela na rua do Comércio e a partir de janeiro de 2007 eu comecei a mandar todos os livros de minha Biblioteca, que tinha em Taguatinga para Chapadinha. Aí eu falei para alguns colegas, amigos, que tinha fundado esta Biblioteca em Chapadinha. Daí eu comecei a receber uma grande quantidade de doações de livros, enciclopédias e enviava para Chapadinha pela empresa de ônibus Transbrasiliana. Uma sobrinha minha, a Rafaela, foi quem primeiro me ajudou, abrindo a biblioteca e recebendo os livros que vinham de Brasília. Justiça seja feita, o Nego Velho da Bolota também ajudou muito, era quem pegava os livros na Rodoviária de Chapadinha e levava na carroça pra Biblioteca. Só que as pessoas começaram a frequentar a Biblioteca, principalmente pelas crianças e adolescentes. No dia 21 de julho de 2007 eu oficializei publicamente com a inauguração da Biblioteca. Nunca imaginava que ela tomaria esta proporção. Acredito que tenha sido pela carência que a cidade tem. Imaginava uma coisa para ocupar meu tempo de aposentado. Mas tomou dimensões que não estão mais em meu alcance. Na verdade hoje ela não é mais minha. É do povo de Chapadinha. Acho que é o mínimo que posso fazer por essa gente e esta cidade que amo tanto.

Alunos da  Faculdade Infantil

EDLAINA: Qual a razão deste trabalho?

R. Porque eu acredito que a Biblioteca é o principal meio de proporcionar a todos o livre acesso aos registros históricos, o acesso ao conhecimento e das ideias do homem e as expressões de sua imaginação. Neste contexto, figura-se nos óbvia a importância do livro e da leitura como fonte de saber.

EDLAINA: O que ela significa em sua vida?

R. É tudo! É como o que as imagens de santos são para os católicos. Como um pai que vê um filho crescendo. Um legado que deixo para gerações futuras, como marca de minha passagem pela terra.

EDLAINA: Qual a importância da biblioteca para a cidade?

R. Parece-me uma das entidades mais necessárias para a formação e o desenvolvimento cultural das nossas crianças e jovens. Não é que a Biblioteca vá resolver qualquer dos nossos dolorosos problemas de nossa cultura, como o analfabetismo. Mas o incentivo ao hábito de ler bem orientado, num processo continuo, criará uma população mais culta, critica e consciente.

EDLAINA: A biblioteca recebe algum tipo de recurso do município ou qualquer outra fonte?

R. Não. Embora ela esteja habilitada a receber recursos públicos e privados. Até quando puder, não pretendo misturar política com esse trabalho. Ela é mantida com recursos exclusivamente de minha aposentadoria. Não sei até quando vou conseguir mantê-la.

Como se pode ver na entrevista com Herbert Lago Castelo Branco, a Biblioteca Alternativa teve uma longa trajetória desde que nasceu em 1986 a partir de um trabalho cultural que ele tinha em Brasília, ele começou a receber doações de livros. Daí em diante passou a guardá-los em sua casa em Taguatinga onde morava e teve a ideia de fazer uma pequena biblioteca para ocupar seu tempo quando chegasse sua aposentadoria. À medida que o tempo ia passando ele começou a abrir a sua pequena biblioteca para crianças e toma gosto por aquilo. E mais tarde começa a mandar seus livros para Chapadinha, sem mesmo ter em mente que aqueles livros e aquela simples vontade de se ocupar se transformaria em um acervo literário de grande importância para a cidade de Chapadinha. Hoje, ele reconhece sua Biblioteca como sendo um dos principais meios de busca pela informação, pesquisa e expressão literária da cidade. E para ele é tão importante que ele compara seu apreço à dedicação dos católicos aos seus santos, e afirma ainda que a Biblioteca Alternativa não é sua, mas um legado que deixa para as gerações vindouras e patrimônio para sua cidade, sendo um lugar onde principalmente os jovens têm incentivos e orientações para adquirirem um bom hábito de leitura, pois em sua biblioteca, ele ainda realiza o trabalho de consultor dos alunos que o procuram, promove noites culturais com Sarau, Luau, peças teatrais e diversas apresentações com pessoas de diversas faixas etárias que participam ativamente de suas iniciativas. Algo relevante nessa entrevista foi constatar que uma Biblioteca desse porte, com todos esses anos de existência, de tão grande importância para a cidade, com cerca de dez mil livros, seja mantida única e exclusivamente com recursos próprios do dono, e ainda, é uma instituição habilitada a receber recursos governamentais, embora não os receba e não tenha nem um tipo de incentivo ou divulgação por parte do poder público.

 

Edlaina Vasconcelos Bezerra

Aluna de Letras da FAP – 2015

 Faculdade do Baixo Parnaíba


sábado, 26 de fevereiro de 2022

OS REFLEXOS DA POESIA CHAPADINHENSE NAS ESCOLAS E NOS PROFESSORES.

 

GRÁFICO 3 - RESP. DOS PROFESSORES

    A Monografia de Edlaina Bezerra trouxe a luz o retrato do grau de conhecimento dos professores e alunos quanto a poesia Chapadinhense e seus principais poetas. A Monografia se aprofundou no meio docente a buscar o grau de conhecimento os nossos poetas e a sua poesia, um pouco sobre a cultura local e despertar o meio discente para conhecer a literatura de sua cidade e a importância dela para a nossa cultura.


Existem aspectos relevantes na poesia Chapadinhense, como o amor pela cidade explícito nas poesias de seus poetas, dos mais antigos aos mais atuais, caracterizando a poesia Chapadinhense com os traços de um povo, sua cultura, sua fé, seus momentos de tristeza, de glória, seus sentimentos coletivos e também os mais íntimos.

            Em sua monografia, Edlaina aborda a poesia Chapadinhense e busca saber o grau de conhecimento dos professores e alunos das escolas municipais, estaduais e particulares. Para tanto foi feito uma pesquisa bibliográfica resgatando um pouco da história dos poetas e suas poesias, também foi realizada uma pesquisa de campo entre alunos e professores de literatura do ensino fundamental e médio de escolas públicas, municipais e estaduais da cidade de Chapadinha. Este trabalho de Edlaina objetivou-se a discorrer sobre a poesia Chapadinhense e seus reflexos na atualidade, visando mostrar os poetas Chapadinhenses e suas respectivas poesias. E através da pesquisa de campo buscou-se demostrar o grau de conhecimento da poesia Chapadinhense no meio docente e discente. O trabalho serve para despertar o conhecimento da nossa cultura. Visando explorar a poesia, tomando como início a poesia Chapadinhense, sua importância, seus poetas e seus reflexos na atualidade.

            Com a pesquisa permitiu conhecer a história e a obra dos talentosos poetas e poetisas Chapadinhenses. Com alguns nomes de maior relevância principais poetas Chapadinhenses. Hoje Chapadinha tem um número significativo de poetas como: Mata Roma, Ataliba Vieira de Almeida, Helvécio Vieira Passos, Raimundo Nonato Vale, Clara Chaves Martins, Zizete Cunha, Lourival Passos, Herbert Lago, Totonha Galvão, Maria Coelho, Ana Rodrigues, (Nazinha) e professora Maria José. As criações poéticas dos acima citados são em sua maioria manifestações de vida, relatos da realidade, muitas vezes sob uma perspectiva romântica, desbravadora, inquietante e altruísta. A poesia Chapadinhense retrata não só o romantismo habitual dos poetas, mas retrata a vida de um povo lutador, sofrido, porém feliz.

            CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA

            A pesquisa realizada pela estudante de letras Edlaina Bezerra Gonçalves, foi quantitativa/ qualitativa A pesquisa foi realizada nas escolas públicas municipais e estaduais de Chapadinha, visando como público alvo professores e alunos na área de Língua Portuguesa, especificamente em Literatura. Segundo Luna (1999, p. 08) realizar uma pesquisa “visa a produção de conhecimento novo, relevante teórica e socialmente, além de fidedigno”. No total, foram 40 alunos e 12 professores de 04 (quatro) escolas, sendo duas escolas de nível fundamental e duas de nível médio. Estes foram escolhidos para representarem os alunos e professores da cidade de Chapadinha- MA. A coleta foi feita diretamente pelo pesquisador através de um questionário de 09 (nove) perguntas para professores e outro com o mesmo número de perguntas para os alunos. Os dados obtidos na pesquisa foram analisados pelo pesquisador que discorreu a cada pergunta de forma objetiva chegando às suas respectivas conclusões.

GRÁFICO 1

    A análise do questionário aplicado aos professores intencionou-se avaliar se os professores têm contato com a poesia local no que diz respeito aos poetas e suas obras, destacando se eles gostam de poesia, se consideram-na relevante em suas aulas, se a utilizam como parte da literatura em sua disciplina e o real comprometimento dos docentes com esta expressão cultural de sua cidade. Assim na primeira questão procurou-se saber se os professores questionados gostam de poesia. Gráfico 1. Resposta da primeira pergunta direcionada aos professores Os professores foram unânimes quanto a resposta. 100% afirma gostar de poesia.

GRAFICO 2

     A segunda questão tem por objetivo saber se os professores consideram importante a divulgação da poesia Chapadinhense e de seus respectivos poetas. E na 2 (dois), é perguntado se o professor considera importante a divulgação da poesia Chapadinhense e de seus respectivos poetas. Gráfico 2: Resposta da segunda pergunta direcionada aos professores Todos os professores responderam que consideram importante a divulgação da poesia local e seus poetas, totalizando 100% de confirmação.

A questão três foi de cunho qualitativo, buscando saber do professor de literatura qual a sua contribuição para a divulgação da poesia Chapadinhense.  E para melhor representação os professores receberam letras de A a L na tabela representativa.

TABELA 1

    Dos 12 (doze) professores entrevistados, 7 (sete) não responderam, o que sugere que não fizeram nada para contribuir com a divulgação da poesia em sala de aula. Os 5 (cinco) demais professores que responderam levar poesias para a sala pesquisar e analisar poemas incentivando seus alunos a divulgarem os trabalhos realizados. Com o propósito de identificar quais autores Chapadinhenses eram conhecidos pelos professores.

A questão 04 (quatro) trouxe nomes de alguns dos poetas Chapadinhenses: Helvécio Vieira Passos, Raimundo Nonato Vale, José Mata de Oliveira Roma, Clara Chaves Martins, Zizete Ferreira Cunha, Ataliba Vieira de Almeida e Herbert Lago Castelo Branco

GRAFICO 3

    De acordo com o gráfico 3, dentre os poetas Chapadinhenses o mais conhecido é o poeta Herbert Lago Castelo Branco, com percentual de 31% entre os professores entrevistados. Ataliba Vieira de Almeida é conhecido por 15% dos professores, Nonato Vale por 15%, Clara Chaves Martins Chaves Martins por 15%, Zizete Ferreira Cunha por 12%, Helvécio Vieira Passos é conhecido por 6% dos professores e José Mata de Oliveira Roma por 6%,

 A questão 5 (cinco) buscou saber se os professores já haviam lido algum livro de poesia de poetas Chapadinhenses. Se a resposta fosse sim, que citassem qual livro. Gráfico 4. Resposta da 5 (quinta) pergunta aos professores Dentre os professores, 50% responderam ter lido livros de poesias de poetas Chapadinhense. E citaram os livros seguintes: Um professor afirmou ter lido “História de Chapadinha”, mas não lembrava o nome do autor e ao que nos consta o livro em questão nem mesmo é caracterizado como poético e sim histórico; outro professor aponta o livro de Maria Coelho, mas não lembra o título do livro e seus próprios livros de poemas, porém não cita o autor, e o mesmo professor cita Sousa Neto, mas o livro não é citado. Em última análise, os 50% que disseram ter lido eram constituídos de 06 professores que responderam conhecer os livros de poesia apenas 02 responderam quais livros conheciam.

GRAFICO 4


A questão 6 (seis) requer avaliar o grau de interesse dos alunos pela poesia local, do ponto de vista de seus professores. Desta maneira foi feita a seguinte pergunta: Seus alunos demonstravam interesse pela poesia local? De acordo com os professores 50% de seus alunos tem interesse em conhecer a poesia de Chapadinha, hipoteticamente pode-se dizer que muitos alunos ainda não reconhecem a importância da poesia local. 

A questão 7 (sete) vem abordar o fato da cidade de Chapadinha ter uma Biblioteca de um poeta Chapadinhense, a “Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco” que por sinal carrega o nome dele e saber se os professores já a visitaram com seus alunos. Gráfico 6. Resposta da 7 (sétima) pergunta aos professores Segundo os professores 25% de seus alunos conhecem a Biblioteca Alternativa, o que ainda consideramos um número pequeno devido à importância cultural que a mesma tem para a cidade.

GRAFICO 6


A questão 8 (oito) tem em sua finalidade ater-se à opinião dos docentes sobre a contribuição do poder público municipal na divulgação e valorização da poesia Chapadinhense. Se eles consideram que a poesia Chapadinhense conta com esse apoio. Gráfico 7. Resposta da 8 (oitava) pergunta aos professores O percentual de 92% dos professores opinam que o poder público municipal não apoia na divulgação e valorização da poesia local, e 8% acham que sim, o município preocupa-se com a cultura expressa na poesia e seus poetas Chapadinhenses. 

GRAFICO 7

    A questão 9 (nove) busca saber dos professores, quantos já participaram de algum evento poético na cidade. Gráfico 8. Resposta da 9 (nona) pergunta aos professores Dos professores entrevistados 58% dos professores afirmam terem participado de algum evento poético na cidade e 42% dizem que não. Pode-se dizer que um percentual significativo já participou de eventos poéticos, isto é relevante 8% 92% sim não 58% 42% sim não 42 pois demonstra um certo interesse pela literatura local que é tão importante para a preservação da Cultura Chapadinhense. 

 

GRAFICO 8

    ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS.         Foi feito o seguinte questionário para avaliar se os alunos gostam de poesia e a quantidade dos que conhecem a poesia local e seus principais poetas, se esses alunos tem contato com essa literatura em sala de aula e se conhecem a Biblioteca Alternativa. Gráfico 9. Resposta da primeira pergunta direcionada aos alunos Das respostas, 90% dos alunos assinalaram sim, que gostam de poesia, e 10% não gostam. A segunda questão visa identificar se os alunos já ouviram falar sobre a poesia Chapadinhense em sala de aula.

GRAFICO 9

    Gráfico 10. Resposta da segunda pergunta aos alunos Interessante contrastar essa resposta de que 65% dos alunos nunca ouviram falar na poesia Chapadinhense na escola. E de acordo com os professores, esse tema é abordado em sala de aula. A questão 3 (três) teve como propósito saber se os alunos conhecem algum poeta Chapadinhense. 


GRÁFICO 10

    Gráfico 11. Resposta da terceira pergunta aos alunos Obteve-se a resposta de que 30% conhecem algum dos poetas Chapadinhenses e 70% não conhecem. Sendo que se considera um número alto dos 35% 65% sim não 30% 70% sim não 44 que responderam negativamente, assim percebe-se que há uma negligencia no que corresponde a divulgação do trabalho destes autores. A questão quatro aborda os principais poetas da cidade com a finalidade de serem reconhecidos pelos alunos. 


GRPAFICO 11

    Gráfico 12. Resposta da quarta pergunta aos alunos Na resposta obteve-se os seguintes percentuais: 51%, ou seja, a maioria diz conhecer o poeta Herbert Lago Castelo Branco, 21% já ouviu falar de Ataliba Vieira de Almeida, 14% de Raimundo Nonato Vale, 9% de Zizete Ferreira Cunha, 3% de Helvécio Vieira Passos, 2% de Clara Chaves Martins e 0%, nenhum dos alunos já ouviu falar de José Mata de Oliveira Roma. De acordo com a resposta desta questão percebe-se que embora os professores digam que fazem uso da poesia Chapadinhense em sala de aula e que prezam por sua divulgação, os gráficos demonstram o baixo conhecimento da poesia local pelos alunos. Os principais poetas são pouco conhecidos. José Mata de Oliveira Roma, um poeta de grande importância para a cidade não foi reconhecido por nenhum dos entrevistados. Na questão cinco procuramos saber o número de alunos que já leram algum livro de poesia de poetas Chapadinhense. 
GRAFICO 12

Gráfico 13. Resposta da quinta pergunta aos alunos. Os alunos que afirmaram já terem lido indicam em seu percentual 2%, e os alunos que nunca leram nenhum livro de poeta da cidade é de 98%. Na questão seis os alunos foram questionados se são motivados por seus professores a conhecerem a poesia local, onde responderam ser ou não motivados. 

GRÁFICO 13


Gráfico 14. Resposta da sexta pergunta aos alunos. A porcentagem de 60% indica os alunos que responderam ser motivados a conhecerem a poesia local e 40% dizem não receberem essa motivação.

 



FRÁFICO 14

    A sétima questão buscou conhecer a quantidade de alunos que conhecem a Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco. 2% 98% sim não 60% 40% sim não 46 Gráfico 15. Resposta da sétima pergunta aos alunos 55% dos alunos afirmam conhecer a Biblioteca, e 45% não a conhecem. Observamos nesta resposta que embora a Biblioteca esteja localizada no centro da cidade e nas proximidades das escolas que foi feito a pesquisa de campo, quase metade dos alunos não a conhecem. Na questão oito perguntou-se aos alunos se já participaram de algum evento relacionado à poesia em sua escola. Gráfico 16. Resposta da oitava pergunta aos alunos 12% dizem ter participado e 88% nunca participaram de nenhum evento em sua escola. É interessante notar que se houve algum evento dessa natureza na escola somente 12% participaram. Na questão nove buscou-se saber se os alunos tem interesse em conhecer a Poesia Chapadinhense. 
GRAFICO 16

    Gráfico 17. Resposta da nona pergunta aos alunos Como mostra no gráfico 87% dos alunos afirmam ter interesse em conhecer a poesia de sua cidade e 13% não demonstram interesse por esse conhecimento. Uma observação pertinente das questões um e nove é o fato de que 87% dos alunos têm interesse na poesia local e 90% gostam de poesia. No entanto a maioria não tem conhecimento como observamos nos gráfico das questões dois e três. 87% 13%.

GRÁFICO 17


                                CONCLUSÃO

À guisa de considerações finais do presente trabalho, face a tudo o que foi pesquisado e aprendido, ratifica-se a necessidade do meio acadêmico de buscar o conhecimento das raízes culturais poéticas da cidade, refletindo sobre sua importância para o município, já que as raízes culturais refletem a identidade de um povo. O conhecimento da poesia é indispensável no processo de crescimento cultural dos alunos, pois a poesia é uma das primeiras formas de expressão do homem, mas antiga até que a própria criação do alfabeto, fazendo-se irrefutável o estudo poético local e seus poetas. A Monografia visa ao despertamento de quantos se sentirem motivados ao estudo sério do tema poesia, tanto a nível regional quanto municipal, tendo como base, os livros históricos, poéticos e biografias de seus escritores e poetas. De acordo com os resultados encontrados pode-se concluir que a poesia Chapadinhense é pouco conhecida no meio discente, apesar dos alunos terem afirmado gostar de poesia e se interessarem pelo assunto. No meio docente percebeu-se que os professores têm um razoável conhecimento e dizem dar importância para a divulgação da poesia local e seus poetas, no entanto há um contraste entre as respostas dos alunos e professores no que diz respeito a busca e divulgação da poesia em sala de aula. Deve-se, portanto, considerar que as pessoas analisadas no estudo são alunos e professores das escolas públicas municipais e estaduais do município de Chapadinha- MA

                        A poesia Chapadinhense na atualidade tem um legado poético valioso para a história, observa-se o alvorecer de uma poesia nova que mostra de forma clara que o poeta Chapadinhense continua muito vivo e fluente em suas inspirações. A poesia não expirou. Mesmo sendo esquecida e pouco falada, há nomes emergentes, promissores jovens poetas Chapadinhenses. .

            Para promover a poesia local é necessária a busca pelo conhecimento da mesma e o reconhecimento de sua importância, e para isso os professores poderiam dedicar-se a passar para seus alunos as riquezas literárias de seu estado e por sua vez de sua cidade.

A importância da cultura local nas escolas pode-se inserir na Lei de Diretrizes e Bases: Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade.

            A Monografia de Adlailna Bezerra, mostra o retrato de uma parte da nossa cultura e o grau de conhecimentos dela. Serve como uma peça literária para estudos e como um instrumento balizador para que se possa implementar melhorias, fomentar e difundir cada vez mais as obras e os nossos poetas e escritores.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: MONOGRAFIA de Edlaina Vasconcelos Bezerra

Aluna do Curso de Letras da FAP – 2015.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Herbert Lago Castelo Branco

 

Herbert Lago

    Herbert Lago, como ele diz gostar de ser chamado, é natural de Chapadinha - MA, nasceu no dia 16 (dezesseis) de dezembro de 1956, é filho de Bernardo Mendes Castelo Branco (Sr. Benú Mendes) e Maria da Conceição Lago Castelo Branco (Dona Neném), e teve mais 23 (vinte três) irmãos, sendo 6 (seis) do primeiro matrimônio: Francisco Mendes Castelo Branco, Bernardo Mendes Castelo Branco Filho, Maria do Socorro Mendes Castelo Branco, Luís Carlos Mendes Castelo Branco (Carlito), Mario Mendes Castelo Branco e José Mendes Castelo Branco Sobrinho, e do segundo matrimônio com sua mãe foram: José Carlos Castelo Branco, Maria Ires Lago Castelo Branco, Maria do Rosário Castelo Branco, Francisco Castelo Branco, Maria da Conceição Lago Castelo Branco, João de Deus Lago Castelo Branco, Sonha Teresinha Lago Castelo Branco, Raimundo Nonato Lago Castelo Branco (Veinho), Maria Lúcia Lago Castelo Branco, Antonio de Pádua Lago Castelo Branco, Paulo Roberto Lago Castelo Branco (Paulinho), Maria Gorete Lago Castelo Branco, Rogério Luis Lago Castelo Branco, Ana Lina Lago Castelo Branco e mais 2 (dois) irmãos adotivos: José Caruso e Joana.
Herbert com 4 anos com o avó, pais e irmãos

Herbert Lago começou os seus estudos em 1963, com 7 (sete) anos de idade, na Escola Amélia Almeida, onde foi alfabetizado pela professora Amélia Almeida e seu esposo Sr. Dico.  Em 1969 foi estudar o segundo ano primário no Colégio Antonio Pontes de Aguiar, sendo a sua professora a poetisa Zizete Cunha, ficando até 1971 quando concluiu a 4ª série do primário. Em 1972 foi fazer 5ª série no Colégio Paulo Ramos e em 1973 foi para o Ginásio Manoel Vieira Passos, onde concluiu o 1º e o 2º ano do Ginásio. Em novembro de 1974 sua mãe o levou para fazer um tratamento em Teresina e por lá ficou morando na casa dos seus tios Luís Ferro Lago e Maria Raimunda Melo. Em Teresina trabalhou como cobrador de seguros no Turing Clube do Brasil. Em 1976 Concluiu o Ginásio (ensino fundamental) no Colégio Estadual Leão XIII e em 1977 matricula-se no Liceu Piauiense.  Mas como todo retirante nordestino, no final de abril de 1977, pegou o seu salário de R$ 115,00 e comprou uma passagem no valor de R$ 81,00 para Brasília.  Sem falar para os tios, Herbert na época com 20 anos de idade, incentivado pelo seu irmão adotivo José Caruso, foi embora para Brasília-DF. Onde morou com a sua irmã Maria Iris. Logo que chegou em Brasília fez um teste nos Correios e no dia 24 de junho de 1977 ingressa nos Correios e Telégrafos como Auxiliar de Serviços Gerais. Ficou na casa de sua irmã até ser contratado, depois alugou um barraco de fundo no Conjunto I da QI-10 do Guará I, onde morou por 4 (quatro) anos, até conhecer Maria Salete, em setembro de 1981, com quem foi morar junto no dia 04 de dezembro de 1981. Oficializando o casamento no civil somente em 1987, e desse matrimônio tiveram 2 (dois) filhos: Herbert Paiva Castelo Branco, que nasceu em outubro de 1982 e Huara Paiva Castelo Branco, nascida em fevereiro de 1984. Até esta data Herbert tem 3 (três) netos: Filipe Mesquita Castelo Branco, Hugo Uchôa Castelo Branco e Hester Uchôa Castelo Branco.


Herbert com a familia

    Em 1979 conclui o 2º grau (ensino médio) no Colégio Jk (Juscelino Kubitschek. As dificuldades financeira que tivera depois do casamento, o nascimento dos filhos e o seu engajamento na luta sindical, impossibilitou na conclusão dos estudos. Ainda chegou a cursar por 2 (anos) o curso de jornalismo na Faculdade JK (Juscelino Kubitschek) e 2 (dois) anos do curso de Ciências Políticas no Colégio Compacto. (Tem Cursos Técnicos em Administração de Empresa e de Recursos Humanos). 

Como funcionário dos Correios, Herbert Lago também exerceu cargos de confiança como: Chefe de Seção Administrativa, Subgerente de Segurança Patrimonial e Assessor de Gestão das Relações Sindicais e do Trabalho.

Em 2012 disputou as eleições para vereador em Chapadinha e obteve 361 votos, ficando na 3ª suplência. Em 2013, aposenta-se por tempo de serviços nos Correios e realiza o seu sonho de voltar para sua terra querida Chapadinha.

Casa onde o poeta nasceu - hoje é o Nenezão

Em 2013, a convite da prefeita Belezinha é nomeado para o cargo de Secretário de Cultura. Alegando falta de autonomia e recursos na pasta, entrega o cargo em junho do mesmo ano. Em março de 2014 assume o cargo de Diretor Geral da Câmara Municipal de Chapadinha, a convite do então presidente Nonato Baleco. Na sua gestão na Câmara foi implantado o site do Portal da Transparência da Câmara as transmissões das Sessões da Câmara pela Rádio Mirante e organizou a Biblioteca e o arquivo geral da Câmara.

Herbert Lago é poeta, escritor, ativista político e jornalista por vocação, protagonista de uma longa história de militância política partidária, sindical e social. Ingressou na militância partidária em 1978, com 21 anos de idade, e depois no Sindicato dos Escritores do Distrito Federal e no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios. Dando início à sua luta em defesa dos trabalhadores, exercendo diversos cargos como: Delegado Sindical, Diretor de Imprensa e Divulgação, Diretor Financeiro, Diretor Administrativo, tendo ainda coordenado a lua contra a privatização dos correios no governo Fernando Henrique. No campo social Herbert Lago foi Presidente do Conselho Deliberativo e Diretor Administrativo da Associação Recreativa dos Correios (ARCO).

Herbert no movimento sindical dos correios

Em 1986 Herbert Lago criou o Jornal Alternativo Cultural A PROSA, com circulação nacional e o Jornal A GAZETINHA em Chapadinha, publicando até 1991. Nos anos 80 até 92, Herbert teve uma ativa participação nos movimentos culturais do Distrito Federal. Fundou a Academia de Letras dos Poetas Alternativos, da qual foi o seu primeiro presidente e tem publicado uma vasta produção literária no campo da poesia, literatura infantil, biografias e sobre a história de Chapadinha.

Livros publicados: LUA DOCE LUA (poesia) 1986; BRINDALUZ (conto infanto-juvenil) 1987; POEMAS & PROTESTOS (poesia) 1989; PRISTOLINO, o menino que comia terra (conto infantil) 1991; VERSOS AVOANMTES (poesia) 2004; SUJEITO INACABADO (poesia) 2014; MATA ROMA: O Tântalo de Chapadinha (biografia) 2018; A HISTÁRIA DE CHAPADINHA EM VERSOS (história) 2021 e já está impresso para ser lançamento no dia 22 de julho o seu último livro de poesias DIANTE DE TODOS OS OLHARES (poesia) 2022. Participou ainda de diversas antologias poéticas, tais como: POETAS BRASILEIROS DE HOJE 1985; ANTOLOGIA DE POETAS DE BRASILIA 1985; FALA SATÉLITE 1986; IBIRAPITINGA 1994; POEMAS – COLETIVO DE POETAS DE BRASILIA 1990; ITERNACIONMAL POETRY 1989; POETAS BRASILEIRO 1996; CATÁLOGO DA PRODUÇÃO POETICA DOS ANOS 90, (1995). Herbert também prefaciou os livros: POEMAS E PALAVRAS 1991; MOMENTOS POÉTICOS 1992; TEMAS E ESBOÇOS  1995, do poeta Nonato Vale. Herbert Lago Castelo Branco escreveu ainda em colunas para diversos jornais e revista da imprensa alternativa nos anos 80 a 90.

Em 1982, a Câmara Municipal de Chapadinha sob a presidência do Vereador Eduardo Luiz da Silva, aprovou uma “MONÇÃO HONROSA,” indicação do Vereador Ademir Cunha, pela sua atuação no jornalismo e na cultura e o amor dedicado à Chapadinha.

Casa onde passou sua adolescência 

Pensando já em retornar para Chapadinha, Herbert fundou no dia 13 de dezembro de 2006 a Biblioteca Alternativa, na Rua do Comércio 1161 Centro, hoje com um acervo de 10 mil livros de variados temas a disposição de todos os Chapadinhenses, como uma maneira de levar ao seu povo o incentivo à leitura o acesso aos livros e ao conhecimento da literatura e a cultural em geral.

            É assim o poeta Herbert Lago, que em seu poema “SUJEITO INABACADO,” se defini como um palhaço sem alegria, embora muitas vezes uma pessoa alegre e extrovertida.  Já em seu poema “BASTA BRASIL” Herbert expõe a sua visão da humanidade que está em constante processo de mudanças e aprendizado.

Com alunos da Escola Batista

            Herbert diz ainda que sua influência na poesia é o poeta repentista Chico Bolota. Mas a sua inspiração principal veio dos anos 80 onde ele fala ter lutado junto ao pais no Movimento das “Diretas Já”, que tinha como objetivo a volta das eleições diretas para Presidência da República do Brasil. Já no poema “ODE A CHAPADINHA” ele declara tudo que sente por sua cidade, desde o seu tempo de criança, onde tomava banho na Macaoca, no Rio Munim, andava de bicicleta e passeava pela praça. Poema de caráter melancólico e saudosista quanto a ânsia que ele sentia em voltar para a terra amada Chapadinha, pois na época da concepção do poema ele morava em Brasília.

ODE A CHAPADINHA

Quero voltar para Chapadinha,

de onde nunca deveria ter saído.

Quero voltar a voltear naquelas praças

e sentar nas cadeiras do Abrigo.

Fazer piquenique na Macaoca

tomar cachaça com minha patota,

na Maria Mulata ou no Mundoca.

Quero voltar para Chapadinha

e de lá nunca mais sair,

andar pelas ruas de bicicleta,

tomar banho o Rio Munim.

Quero voltar para Chapadinha

e de lá nunca mais sair.

Brincar de Bumba-meu-boi,

Ver as vaquejadas,

um dia eu volto para lá

e ouvir o canto da Pipira

no olho da palmeira.

E se ainda estiver sabiá,

o seu canto eu quero ouvir.

Quero voltar para Chapadinha,

e de lá nunca mais sair.

            Como todo poeta Chapadinhense, Herbert Lago demostra em seus versos o seu grande afeto para com a sua terra natal. Hoje Herbert está com 65 anos de idade e mora em Chapadinha e Brasília e dedica o seu tempo a Biblioteca Alternativa e escrever.

 

Fonte: MONOGRAFIA de Edilaina Vasconcelos Bezerra

Aluna do Curso de Letras da FAP – 2015.

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