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segunda-feira, 4 de abril de 2022

A POESIA CHAPADINENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Maria Camélia

    

Maria Camélia Pimentel

    Maria Camélia Pimentel Almeida, nasceu na cidade de Brejo - Ma, no dia 16 de novembro de 1916 e era filha de Raimundo Barbosa Pimentel, funcionário público federal da REFFESA – Rede Ferroviária Federal e Ada Seixas Pimentel e teve mais 2 (duas) Irmãs: Yara Pimentel Gomes e Jacyara Pimentel Gomes. Quando ainda criança seus pais mudaram-se para a cidade de Caxias, para onde seu pai foi transferido. Maria Camélia começou os estudos em Caxias, onde se formou como professora pela Escola Normal de Caxias e também deu início ao seu exercício no magistério. Em fevereiro de 1942, aos 26 (vinte seis) anos de idade casou-se com o Chapadinhense Ataliba Vieira de Almeida, com quem teve 5 (cinco) filhos: Maria Marta, Antonia Mécia, Ataliba Filho, Francisco Mário e José Ribamar Vilarton.

Em 1942 incorporou o corpo de docentes de Chapadinha, no Colégio Paulo Ramos, onde simultaneamente exerceu a função de Diretora, sem qualquer remuneração. Após alguns anos, mais precisamente no Governo Estadual de Sebastião Archer, a categoria do Colégio mudou para Grupo Escolar, ocasião em que foi oficializada como Diretora do Grupo Escolar Dr. Paulo Ramos. Posteriormente, por interferência política a professora Camélia foi destituída da função e obrigada a pedir licença. Com a criação da Escola Noturna Cônego Walter Abreu, cujo funcionamento se dava no prédio da Escola Paroquial, Dona Camélia também passou a ser Diretora sem receber qualquer gratificação pelo exercício do cargo, até 22 de março de 1968, quando a escola mudou para a categoria de Grupo Escolar Antonio Ferro. Professora Camélia foi uma ilustre e renomada professora, responsável pela educação de várias gerações de Chapadinhense. Lecionou também no Ginásio Professor Mata Roma e na Escola Normal Ana Adelaide Bello. Em 1976, após ter se dedicado arduamente por trinta e cinco anos à magistral tarefa de educar várias gerações de Chapadinhenses, solicitou a sua merecida aposentadoria, e embora que tardiamente, teve todos os seus direitos assegurados como Diretora.

Maria Camélia e Família

Dona Camélia foi membro fundador da Academia de Letras, Artes e Ciências de Chapadinha, onde tem poesia publicada na “COLETÂNEA DE DEDICATÓRIAS POÉTICAS À TERRA AMADA” Maria Camélia era muito religiosa, discreta, determinada e de conduta ilibada. Sendo um esteio para sua família e um exemplo para todos os educandos que tiveram a oportunidade de desfrutar de seus ensinamentos, seja como professora ou diretora.

Em seu poema A UTILIDADE DA RELIGIÃO, ela transcende todo seu sentimento quanto a importância da religião.


A UTILIDADE DA RELIGIÃO

A religião fortalece os sentimentos morais,

Dando ao homem conforto e resignação,

Nos momentos de adversidade.

Ela é, pois, um poderoso auxiliar da moral.

Quando o esforço moral, se torna menos

Intenso ou fatiga, a fé religiosa sustenta,

Fortalece, levanta o ânimo daquele que vacila.

A religião é indispensável à vida das nações,

Porque concorre, poderosamente, para estreitar

Os laços de solidariedade social.

Todos nós devemos ter uma religião,

Seja ela qual for; ela é uma necessidade, um bem.

Encoraja-nos na hora da dor, e nos alegra,

Nos momentos felizes. Creio que se não existisse,

Era necessário se criar, pois ela é

O controle da sociedade.

O fanatismo, a intolerância constituem um mal,

E os devemos evitar.

Maria Camélia Pimentel faleceu aos 97 anos de idade, no dia 26 de abril de 2013 e está sepultada no Cemitério Central de Nossa Senhora das Dores.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Ataliba Filho e o Livro Chapadinha, historiografia e núcleos familiares.

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

 

 

  

segunda-feira, 28 de março de 2022

UM ANO SEM RESPOSTAS E A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUEM MATOU LARYSSA GOMES?

 



Conheça mais sobre a história de Laryssa Gomes

Laryssa Gomes

    Laryssa Gomes, então com 17 anos idade era uma estudante, filha, irmã e criada com muito carinho pelos seus pais Claudinei Lopes da Silva e Izuila Gomes de Jesus. Laryssa Já tinha concluído o ensino médio e estava aguardando o resultado das provas do ENEM para ingressar na universidade.

Laryssa era católica fervorosa e desde os seus 14 anos de idade era catequista e participava do grupo de jovens da Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus do Bairro Mutirão. De origem modesta, Laryssa Gomes era uma menina meiga, carinhosa, um orgulho para seus pais Claudinei e Izuila, que criava com muito carinho no conjunto residencial Parque Universitário, na rua Geografia, onde moravam.

Por onde passava, Laryssa chamava muito atenção, inclusive despertava inveja em muitas outras jovens além de Chapadinha. “Minha filha sempre foi uma pessoa meiga, alegre, extrovertida e sempre foi estudiosa e sabia o que queria” Define a mãe Izuila.

RETROSPECTIVA DO CASO

Dia 28 de março de 2021, era um domingo de ramos, a jovem estudante de 17 anos de idade Laryssa Gomes, saiu de sua casa para a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, no centro de Chapadinha, para exatamente, assistir uma missa que acontecia na igreja católica. Neste dia chovia muito em Chapadinha. Após a missa, os amigos foram lanchar no Dogão, Laryssa se despede de Padre Ambrósio e volta sozinha para sua casa pilotando a sua moto pop. Ela nunca chagava em casa depois das 21 horas. Como chovia muito, Laryssa resolve parar no Corpo de Bombeiro e esperar a chuva passar. Um dos amigos que a esperava no Dogão resolveu lhe telefonar. Ela atende o telefonema e disse ao amigo que estava no Corpo de Bombeiro esperando a chuva passar. O amigo pediu para que ela saísse daquele local à beira da BR porque era perigoso. Preocupado, o amigo vai até onde Laryssa disse que estava, mas chegando no Corpo de Bombeiro, ela não se encontrava mais no local. No celular de sua mãe estava registrado às 19:42 (dezenove horas e quarenta e dois minutos) a última ligação de Laryssa.

            Quando Laryssa chegava no Bairro Boa Vista, próximo a Universidade Federal do Maranhão, já nas proximidades de sua residência que fica no Parque Universitário, na rua da Geografia, onde ela morava com seus pais e o irmão Daniel Gomes, a rua estava deserta e às escuras, e foi exatamente ali, possivelmente por volta das 20 horas, que Laryssa foi abordada por alguém que provavelmente lhe seguia ou lhe aguardava numa curva próximo da sua casa e foi abordada pelo assassino ou assassinos que, à queima-roupa deu o primeiro tiro atingindo a sua perna. Laryssa já ferida e sanguentando muito, deixa a sua moto pop e sai correndo em direção a sua casa na rua da geografia. A poucos metros de sua residência e sendo perseguida pelo assassino, Laryssa cai, e nesse momento, premeditadamente e de forma covarde e cruel o assassino ou assassinos disfere um tiro certeiro na sua cabeça, na região dos olhos de Laryssa. O projetil saiu na região da nuca perfurando o capacete que Laryssa usava. Os vizinhos ainda chegaram a ouvir os estampidos ensurdecedor dos tiros de uma arma de fogo de calibre ainda não identificada. Ninguém saiu de casa naquele momento, mas o instinto de mãe foi mais forte. Por volta das 22 horas, dona Izuíla já preocupada começou a pensar em sua filha e resolve ligar para ela mas o celular estava fora de área. Dona Izuila sai de casa e foi para a rua e se depara com o corpo de sua filha estendida no chão. Naquele terreno baldio, cheio de tocos, pois o mesmo tinha sido roçado recentemente pelo seu pai. Izuila desesperadamente começou a gritar e pedir socorro para os vizinhos e as pessoas começaram a sair de suas casas para a rua. O irmão Daniel, desesperado e em prantos cai por cima do corpo da sua irmã abraçando-a e pega o corpo e leva para calçada de sua casa.


            Os pais e o irmão entraram em choque, desesperaram-se com tudo aquilo que estava acontecendo em suas vidas. A polícia foi acionada provavelmente por algum vizinho, mas quando chegaram já encontraram a adolescente já sem vida.  Talvez por despreparo a polícia pouco fez. O corpo de Laryssa que deveria ser levado para o HAPA, foi colocado numa ambulância já a cargo de uma funerária, e sem o acompanhamento da polícia foi levado para o CEMAC – Centro de Medicina Avançado de Chapadinha, onde foi feito o exame de corpo delito para ver se Laryssa tinha sido abusada sexualmente. O resultado é de que não foi encontrado vestígios de abusos sexuais. A perícia que foi feita também em seu celular não encontraram nada que incriminasse alguém ou que pudesse relacionar com o crime. Segundo informações, só tinha coisas relacionadas a cursos, maquiagens e o registro das últimas ligações que Laryssa tinha feito para sua mãe e recebida do amigo.

UMA CURIOSIDADE

      


   Laryssa não tinha o costume de ir pelo local onde foi abordada pelo criminoso ou criminosos. Ela foi por uma rota que ela não acostumava andar por lá. E fica a dúvida e a pergunta: Será que Laryssa foi abordada por algum amigo? Alguém conhecido que lhe passou confiança ou ela foi conduzida contra a sua vontade e ser levada para esse local deserto e escuro num dia chuvoso?

O curioso é que o zíper da calça de Laryssa estava aberto, mas sem sinais de violência e onde foi encontrado o corpo dela não tinha marca de sangue. A moto e a poça de sangue estava um pouco distante do corpo. Dando a entender que os assassinos ou assassino, tinha levado o corpo de Laryssa para um local mais próximo da sua residência.

                        A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: QUEM MATOU LARYSSA? POR QUÊ MATOU?

         A pergunta que não quer calar e que intriga não somente toda família e amigos mas também a polícia. É quem matou Laryssa? Por quê matou? Por que até hoje esse crime não foi solucionado e ainda está sem respostas? O certo é que essa jovem estudante de 17 anos de idade foi barbaramente executada com um tiro na cabeça. Não levaram a sua moto, não levaram o seu celular e nem a sua bolsa. Será que tudo que o assassino ou assassinos queriam era somente tirar a vida de Laryssa? Será que ela foi morta por inveja? Será que ela foi morta por alguém que lhe assediava e lhe queria? Ou será que foi por alguém que não gostava do seu jeito alegre, extrovertido e resolveu dar fim a vida desta jovem estudante que sonhava em se formar e ajudar a sua família?

                        UM ANO DO ASSASSINATO DE LARYSSA E ATÉ HOJE NENHUM SUSPEITO FOI PRESO!

         

MANIFESTAÇÃO POR JUSTIÇA

   Completados 12 meses ou seja, um ano do assassinato de Laryssa Gomes, e até o momento não há pistas de quem seria o autor do crime, que continua sem a elucidação do caso e justiça ao assassino ou assassinos. Laryssa é mais um desses casos misteriosos que está sendo investigado pela Policial Civil de Chapadinha na tentativa de elucidar e prender o assassino ou assassinos que provavelmente estavam escondidos ou talvez perseguiam ela desde a Igreja Nossa Senhora das Dores até as proximidades de sua casa, esperando a hora e o momento certo para a execução do crime que chocou toda a sociedade Chapadinhense.

            Este assassinato chocou não somente a família mas, toda sociedade em geral. A dor e o sofrimento dos pais e familiares sentindo a falta enorme de Laryssa é muito grande e espera que a justiça seja feita e que a polícia prenda o assassino ou assassinos que devem estarem gozando neste momento a sensação da impunidade.

Ninguém está atrás de vingança, todos nós somos cristãos, como Laryssa era uma serva de Deus. Só pedimos mais agilidade, mais celeridade por parte da justiça. Estamos completando um ano do assassinato de Laryssa! E a família ainda espera por justiça! Quem foi que matou Laryssa? Por que mataram essa jovem que tinha muitos sonhos? Até quando vamos ter que conviver com esse tipo de crime? Em entrevista à TV Baixo Parnaíba, o ex-Secretário de Segurança Pública do Maranhão Jeferson Portela, disse que as investigações ainda estão em andamento para identificar a autoria dos disparos que tirou a vida de Laryssa Gomes. Até quando?

Herbert Lago Castelo Branco

OBS: Sem revisão Ortográfica

quinta-feira, 24 de março de 2022

A POESIA CHAPADINHENSE E SEUS REPRESENTANTES: ênfase em Aderson Lago

 

    
  

Aderson de C. Lago

     Aderson de Carvalho Lago nasceu no dia 26 de julho de 1915, na outrora Vila de Chapadinha. Filho do comerciante José Luiz Teixeira do Lago e da professora leiga Elisa Augusta Barbosa de Carvalho Lago e teve mais 5 (cinco) irmãos: Benedito de Carvalho Lago, Donatila Lago Ferro, Raimundo de Carvalho Lago, José Ribamar de Carvalho Lago e Zilda Clarinda Lago de Assis. Aderson Lago começou o curso primário na Vila de Chapadinha e concluiu em Buriti de Inácia Vaz; e os cursos ginasial e pré-jurídico no Liceu Maranhense, em São Luís. Aderson diplomou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Recife.

            Aderson de Carvalho Lago era casado com Maria Teresa Salomão Lago, com quem teve seu único filho Aderson de Carvalho Lago Filho, que lhe deu 3 (três) netos: Carolina Pires Ferreira Lago, Aderson de Carvalho Lago Neto e Rodrigo Pires Ferreira Lago.


Aderson Lago Ingressou no Ministério Público Maranhense, foi Promotor Público das Comarcas de Bacabal, Pedreiras e São Luís. Aposentou-se como Procurador de Justiça. Exerceu também, os cargos de Juiz do Tribunal Regional Eleitoral, Diretor do Departamento de Segurança Pública, Secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão, Ministro e Procurador do Tribunal de Contas, Procurador Geral da Justiça e Professor da Universidade Federal do Maranhão. Recebeu a Comenda do Ministério Público do Brasil, pelos relevantes serviços prestados à classe e na qualidade de sócio efetivo e membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.


Dentre os trabalhos historiográficos publicados por Aderson Lago, temos “PEDREIRAS – ELEMENTOS PARA SUA HISTÓRIA” e “BREJO, ALDEIA DOS ANAPURUS”, publicado em 1989, que trata da odisseia de sua colonização e a trajetória de um povo durante o conturbado período  da Balaiada.  
                    

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: Livro BREJO, ALDEIA DOS ANAPURUS

A reprodução deste texto ou qualquer parte dele é permitida, desde que seja dado o crédito de autoria conforme as normas e leis.

 

 

 

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terça-feira, 1 de março de 2022

ENTREVISTA DE HERBERT LAGO CONCEDIDA A ESTUDANTE DE LETRAS EDLAINA BEZERRA.

 

Poeta Herbert Lago

    Na conclusão de minha Monografia para ser apresentada ao curso de Letras da Faculdade do Baixo Parnaíba, para obtenção do grau de licenciados em Letras, tive a oportunidade de fazer uma pequena entrevista com o poeta Herbert Lago Castelo Branco, destacando o seu constante trabalho na área da cultura e história de Chapadinha, por meio de suas iniciativas como publicação de livros e a implantação de sua biblioteca alternativa, onde ele próprio mantem, atende e auxilia os alunos, leitores e visitantes.

A seguir entrevista realizada com Herbert Lago Castelo Branco. 


EDLAINA: Como e quando começou a Biblioteca Alternativa?

R. Tudo começou em 1986 com a criação do Jornal Alternativo Cultural “A PROSA” que tive o prazer de editar até 1992. Morava em Taguatinga-DF e recebia muitos livros, revistas e jornais. Já tinha alguns livros, porque sempre gostei de ler, com os que iam recebendo fiz na minha residência uma pequena Biblioteca que dei o nome de Biblioteca Alternativa. Era uma coisa minha, para eu ler e para fazer os meus trabalhos literários. Mas ai eu abri para as crianças da quadra onde morava para fazer oficinas de artes. Eles gostavam disso, daí eu passei a gostar também. Sempre teve em minha mente (quando aposentasse) a ideia de retornar para minha cidade natal. Então, como já estava aproximando a minha aposentadoria, em 2006 vim a Chapadinha e fundei a Biblioteca Alternativa no dia 13 de dezembro de 2006. Aluguei uma sala com a Francinete, na casa dela na rua do Comércio e a partir de janeiro de 2007 eu comecei a mandar todos os livros de minha Biblioteca, que tinha em Taguatinga para Chapadinha. Aí eu falei para alguns colegas, amigos, que tinha fundado esta Biblioteca em Chapadinha. Daí eu comecei a receber uma grande quantidade de doações de livros, enciclopédias e enviava para Chapadinha pela empresa de ônibus Transbrasiliana. Uma sobrinha minha, a Rafaela, foi quem primeiro me ajudou, abrindo a biblioteca e recebendo os livros que vinham de Brasília. Justiça seja feita, o Nego Velho da Bolota também ajudou muito, era quem pegava os livros na Rodoviária de Chapadinha e levava na carroça pra Biblioteca. Só que as pessoas começaram a frequentar a Biblioteca, principalmente pelas crianças e adolescentes. No dia 21 de julho de 2007 eu oficializei publicamente com a inauguração da Biblioteca. Nunca imaginava que ela tomaria esta proporção. Acredito que tenha sido pela carência que a cidade tem. Imaginava uma coisa para ocupar meu tempo de aposentado. Mas tomou dimensões que não estão mais em meu alcance. Na verdade hoje ela não é mais minha. É do povo de Chapadinha. Acho que é o mínimo que posso fazer por essa gente e esta cidade que amo tanto.

Alunos da  Faculdade Infantil

EDLAINA: Qual a razão deste trabalho?

R. Porque eu acredito que a Biblioteca é o principal meio de proporcionar a todos o livre acesso aos registros históricos, o acesso ao conhecimento e das ideias do homem e as expressões de sua imaginação. Neste contexto, figura-se nos óbvia a importância do livro e da leitura como fonte de saber.

EDLAINA: O que ela significa em sua vida?

R. É tudo! É como o que as imagens de santos são para os católicos. Como um pai que vê um filho crescendo. Um legado que deixo para gerações futuras, como marca de minha passagem pela terra.

EDLAINA: Qual a importância da biblioteca para a cidade?

R. Parece-me uma das entidades mais necessárias para a formação e o desenvolvimento cultural das nossas crianças e jovens. Não é que a Biblioteca vá resolver qualquer dos nossos dolorosos problemas de nossa cultura, como o analfabetismo. Mas o incentivo ao hábito de ler bem orientado, num processo continuo, criará uma população mais culta, critica e consciente.

EDLAINA: A biblioteca recebe algum tipo de recurso do município ou qualquer outra fonte?

R. Não. Embora ela esteja habilitada a receber recursos públicos e privados. Até quando puder, não pretendo misturar política com esse trabalho. Ela é mantida com recursos exclusivamente de minha aposentadoria. Não sei até quando vou conseguir mantê-la.

Como se pode ver na entrevista com Herbert Lago Castelo Branco, a Biblioteca Alternativa teve uma longa trajetória desde que nasceu em 1986 a partir de um trabalho cultural que ele tinha em Brasília, ele começou a receber doações de livros. Daí em diante passou a guardá-los em sua casa em Taguatinga onde morava e teve a ideia de fazer uma pequena biblioteca para ocupar seu tempo quando chegasse sua aposentadoria. À medida que o tempo ia passando ele começou a abrir a sua pequena biblioteca para crianças e toma gosto por aquilo. E mais tarde começa a mandar seus livros para Chapadinha, sem mesmo ter em mente que aqueles livros e aquela simples vontade de se ocupar se transformaria em um acervo literário de grande importância para a cidade de Chapadinha. Hoje, ele reconhece sua Biblioteca como sendo um dos principais meios de busca pela informação, pesquisa e expressão literária da cidade. E para ele é tão importante que ele compara seu apreço à dedicação dos católicos aos seus santos, e afirma ainda que a Biblioteca Alternativa não é sua, mas um legado que deixa para as gerações vindouras e patrimônio para sua cidade, sendo um lugar onde principalmente os jovens têm incentivos e orientações para adquirirem um bom hábito de leitura, pois em sua biblioteca, ele ainda realiza o trabalho de consultor dos alunos que o procuram, promove noites culturais com Sarau, Luau, peças teatrais e diversas apresentações com pessoas de diversas faixas etárias que participam ativamente de suas iniciativas. Algo relevante nessa entrevista foi constatar que uma Biblioteca desse porte, com todos esses anos de existência, de tão grande importância para a cidade, com cerca de dez mil livros, seja mantida única e exclusivamente com recursos próprios do dono, e ainda, é uma instituição habilitada a receber recursos governamentais, embora não os receba e não tenha nem um tipo de incentivo ou divulgação por parte do poder público.

 

Edlaina Vasconcelos Bezerra

Aluna de Letras da FAP – 2015

 Faculdade do Baixo Parnaíba


sábado, 26 de fevereiro de 2022

OS REFLEXOS DA POESIA CHAPADINHENSE NAS ESCOLAS E NOS PROFESSORES.

 

GRÁFICO 3 - RESP. DOS PROFESSORES

    A Monografia de Edlaina Bezerra trouxe a luz o retrato do grau de conhecimento dos professores e alunos quanto a poesia Chapadinhense e seus principais poetas. A Monografia se aprofundou no meio docente a buscar o grau de conhecimento os nossos poetas e a sua poesia, um pouco sobre a cultura local e despertar o meio discente para conhecer a literatura de sua cidade e a importância dela para a nossa cultura.


Existem aspectos relevantes na poesia Chapadinhense, como o amor pela cidade explícito nas poesias de seus poetas, dos mais antigos aos mais atuais, caracterizando a poesia Chapadinhense com os traços de um povo, sua cultura, sua fé, seus momentos de tristeza, de glória, seus sentimentos coletivos e também os mais íntimos.

            Em sua monografia, Edlaina aborda a poesia Chapadinhense e busca saber o grau de conhecimento dos professores e alunos das escolas municipais, estaduais e particulares. Para tanto foi feito uma pesquisa bibliográfica resgatando um pouco da história dos poetas e suas poesias, também foi realizada uma pesquisa de campo entre alunos e professores de literatura do ensino fundamental e médio de escolas públicas, municipais e estaduais da cidade de Chapadinha. Este trabalho de Edlaina objetivou-se a discorrer sobre a poesia Chapadinhense e seus reflexos na atualidade, visando mostrar os poetas Chapadinhenses e suas respectivas poesias. E através da pesquisa de campo buscou-se demostrar o grau de conhecimento da poesia Chapadinhense no meio docente e discente. O trabalho serve para despertar o conhecimento da nossa cultura. Visando explorar a poesia, tomando como início a poesia Chapadinhense, sua importância, seus poetas e seus reflexos na atualidade.

            Com a pesquisa permitiu conhecer a história e a obra dos talentosos poetas e poetisas Chapadinhenses. Com alguns nomes de maior relevância principais poetas Chapadinhenses. Hoje Chapadinha tem um número significativo de poetas como: Mata Roma, Ataliba Vieira de Almeida, Helvécio Vieira Passos, Raimundo Nonato Vale, Clara Chaves Martins, Zizete Cunha, Lourival Passos, Herbert Lago, Totonha Galvão, Maria Coelho, Ana Rodrigues, (Nazinha) e professora Maria José. As criações poéticas dos acima citados são em sua maioria manifestações de vida, relatos da realidade, muitas vezes sob uma perspectiva romântica, desbravadora, inquietante e altruísta. A poesia Chapadinhense retrata não só o romantismo habitual dos poetas, mas retrata a vida de um povo lutador, sofrido, porém feliz.

            CONTEXTUALIZAÇÃO DA PESQUISA

            A pesquisa realizada pela estudante de letras Edlaina Bezerra Gonçalves, foi quantitativa/ qualitativa A pesquisa foi realizada nas escolas públicas municipais e estaduais de Chapadinha, visando como público alvo professores e alunos na área de Língua Portuguesa, especificamente em Literatura. Segundo Luna (1999, p. 08) realizar uma pesquisa “visa a produção de conhecimento novo, relevante teórica e socialmente, além de fidedigno”. No total, foram 40 alunos e 12 professores de 04 (quatro) escolas, sendo duas escolas de nível fundamental e duas de nível médio. Estes foram escolhidos para representarem os alunos e professores da cidade de Chapadinha- MA. A coleta foi feita diretamente pelo pesquisador através de um questionário de 09 (nove) perguntas para professores e outro com o mesmo número de perguntas para os alunos. Os dados obtidos na pesquisa foram analisados pelo pesquisador que discorreu a cada pergunta de forma objetiva chegando às suas respectivas conclusões.

GRÁFICO 1

    A análise do questionário aplicado aos professores intencionou-se avaliar se os professores têm contato com a poesia local no que diz respeito aos poetas e suas obras, destacando se eles gostam de poesia, se consideram-na relevante em suas aulas, se a utilizam como parte da literatura em sua disciplina e o real comprometimento dos docentes com esta expressão cultural de sua cidade. Assim na primeira questão procurou-se saber se os professores questionados gostam de poesia. Gráfico 1. Resposta da primeira pergunta direcionada aos professores Os professores foram unânimes quanto a resposta. 100% afirma gostar de poesia.

GRAFICO 2

     A segunda questão tem por objetivo saber se os professores consideram importante a divulgação da poesia Chapadinhense e de seus respectivos poetas. E na 2 (dois), é perguntado se o professor considera importante a divulgação da poesia Chapadinhense e de seus respectivos poetas. Gráfico 2: Resposta da segunda pergunta direcionada aos professores Todos os professores responderam que consideram importante a divulgação da poesia local e seus poetas, totalizando 100% de confirmação.

A questão três foi de cunho qualitativo, buscando saber do professor de literatura qual a sua contribuição para a divulgação da poesia Chapadinhense.  E para melhor representação os professores receberam letras de A a L na tabela representativa.

TABELA 1

    Dos 12 (doze) professores entrevistados, 7 (sete) não responderam, o que sugere que não fizeram nada para contribuir com a divulgação da poesia em sala de aula. Os 5 (cinco) demais professores que responderam levar poesias para a sala pesquisar e analisar poemas incentivando seus alunos a divulgarem os trabalhos realizados. Com o propósito de identificar quais autores Chapadinhenses eram conhecidos pelos professores.

A questão 04 (quatro) trouxe nomes de alguns dos poetas Chapadinhenses: Helvécio Vieira Passos, Raimundo Nonato Vale, José Mata de Oliveira Roma, Clara Chaves Martins, Zizete Ferreira Cunha, Ataliba Vieira de Almeida e Herbert Lago Castelo Branco

GRAFICO 3

    De acordo com o gráfico 3, dentre os poetas Chapadinhenses o mais conhecido é o poeta Herbert Lago Castelo Branco, com percentual de 31% entre os professores entrevistados. Ataliba Vieira de Almeida é conhecido por 15% dos professores, Nonato Vale por 15%, Clara Chaves Martins Chaves Martins por 15%, Zizete Ferreira Cunha por 12%, Helvécio Vieira Passos é conhecido por 6% dos professores e José Mata de Oliveira Roma por 6%,

 A questão 5 (cinco) buscou saber se os professores já haviam lido algum livro de poesia de poetas Chapadinhenses. Se a resposta fosse sim, que citassem qual livro. Gráfico 4. Resposta da 5 (quinta) pergunta aos professores Dentre os professores, 50% responderam ter lido livros de poesias de poetas Chapadinhense. E citaram os livros seguintes: Um professor afirmou ter lido “História de Chapadinha”, mas não lembrava o nome do autor e ao que nos consta o livro em questão nem mesmo é caracterizado como poético e sim histórico; outro professor aponta o livro de Maria Coelho, mas não lembra o título do livro e seus próprios livros de poemas, porém não cita o autor, e o mesmo professor cita Sousa Neto, mas o livro não é citado. Em última análise, os 50% que disseram ter lido eram constituídos de 06 professores que responderam conhecer os livros de poesia apenas 02 responderam quais livros conheciam.

GRAFICO 4


A questão 6 (seis) requer avaliar o grau de interesse dos alunos pela poesia local, do ponto de vista de seus professores. Desta maneira foi feita a seguinte pergunta: Seus alunos demonstravam interesse pela poesia local? De acordo com os professores 50% de seus alunos tem interesse em conhecer a poesia de Chapadinha, hipoteticamente pode-se dizer que muitos alunos ainda não reconhecem a importância da poesia local. 

A questão 7 (sete) vem abordar o fato da cidade de Chapadinha ter uma Biblioteca de um poeta Chapadinhense, a “Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco” que por sinal carrega o nome dele e saber se os professores já a visitaram com seus alunos. Gráfico 6. Resposta da 7 (sétima) pergunta aos professores Segundo os professores 25% de seus alunos conhecem a Biblioteca Alternativa, o que ainda consideramos um número pequeno devido à importância cultural que a mesma tem para a cidade.

GRAFICO 6


A questão 8 (oito) tem em sua finalidade ater-se à opinião dos docentes sobre a contribuição do poder público municipal na divulgação e valorização da poesia Chapadinhense. Se eles consideram que a poesia Chapadinhense conta com esse apoio. Gráfico 7. Resposta da 8 (oitava) pergunta aos professores O percentual de 92% dos professores opinam que o poder público municipal não apoia na divulgação e valorização da poesia local, e 8% acham que sim, o município preocupa-se com a cultura expressa na poesia e seus poetas Chapadinhenses. 

GRAFICO 7

    A questão 9 (nove) busca saber dos professores, quantos já participaram de algum evento poético na cidade. Gráfico 8. Resposta da 9 (nona) pergunta aos professores Dos professores entrevistados 58% dos professores afirmam terem participado de algum evento poético na cidade e 42% dizem que não. Pode-se dizer que um percentual significativo já participou de eventos poéticos, isto é relevante 8% 92% sim não 58% 42% sim não 42 pois demonstra um certo interesse pela literatura local que é tão importante para a preservação da Cultura Chapadinhense. 

 

GRAFICO 8

    ANÁLISE DO QUESTIONÁRIO APLICADO AOS ALUNOS.         Foi feito o seguinte questionário para avaliar se os alunos gostam de poesia e a quantidade dos que conhecem a poesia local e seus principais poetas, se esses alunos tem contato com essa literatura em sala de aula e se conhecem a Biblioteca Alternativa. Gráfico 9. Resposta da primeira pergunta direcionada aos alunos Das respostas, 90% dos alunos assinalaram sim, que gostam de poesia, e 10% não gostam. A segunda questão visa identificar se os alunos já ouviram falar sobre a poesia Chapadinhense em sala de aula.

GRAFICO 9

    Gráfico 10. Resposta da segunda pergunta aos alunos Interessante contrastar essa resposta de que 65% dos alunos nunca ouviram falar na poesia Chapadinhense na escola. E de acordo com os professores, esse tema é abordado em sala de aula. A questão 3 (três) teve como propósito saber se os alunos conhecem algum poeta Chapadinhense. 


GRÁFICO 10

    Gráfico 11. Resposta da terceira pergunta aos alunos Obteve-se a resposta de que 30% conhecem algum dos poetas Chapadinhenses e 70% não conhecem. Sendo que se considera um número alto dos 35% 65% sim não 30% 70% sim não 44 que responderam negativamente, assim percebe-se que há uma negligencia no que corresponde a divulgação do trabalho destes autores. A questão quatro aborda os principais poetas da cidade com a finalidade de serem reconhecidos pelos alunos. 


GRPAFICO 11

    Gráfico 12. Resposta da quarta pergunta aos alunos Na resposta obteve-se os seguintes percentuais: 51%, ou seja, a maioria diz conhecer o poeta Herbert Lago Castelo Branco, 21% já ouviu falar de Ataliba Vieira de Almeida, 14% de Raimundo Nonato Vale, 9% de Zizete Ferreira Cunha, 3% de Helvécio Vieira Passos, 2% de Clara Chaves Martins e 0%, nenhum dos alunos já ouviu falar de José Mata de Oliveira Roma. De acordo com a resposta desta questão percebe-se que embora os professores digam que fazem uso da poesia Chapadinhense em sala de aula e que prezam por sua divulgação, os gráficos demonstram o baixo conhecimento da poesia local pelos alunos. Os principais poetas são pouco conhecidos. José Mata de Oliveira Roma, um poeta de grande importância para a cidade não foi reconhecido por nenhum dos entrevistados. Na questão cinco procuramos saber o número de alunos que já leram algum livro de poesia de poetas Chapadinhense. 
GRAFICO 12

Gráfico 13. Resposta da quinta pergunta aos alunos. Os alunos que afirmaram já terem lido indicam em seu percentual 2%, e os alunos que nunca leram nenhum livro de poeta da cidade é de 98%. Na questão seis os alunos foram questionados se são motivados por seus professores a conhecerem a poesia local, onde responderam ser ou não motivados. 

GRÁFICO 13


Gráfico 14. Resposta da sexta pergunta aos alunos. A porcentagem de 60% indica os alunos que responderam ser motivados a conhecerem a poesia local e 40% dizem não receberem essa motivação.

 



FRÁFICO 14

    A sétima questão buscou conhecer a quantidade de alunos que conhecem a Biblioteca Alternativa Herbert Lago Castelo Branco. 2% 98% sim não 60% 40% sim não 46 Gráfico 15. Resposta da sétima pergunta aos alunos 55% dos alunos afirmam conhecer a Biblioteca, e 45% não a conhecem. Observamos nesta resposta que embora a Biblioteca esteja localizada no centro da cidade e nas proximidades das escolas que foi feito a pesquisa de campo, quase metade dos alunos não a conhecem. Na questão oito perguntou-se aos alunos se já participaram de algum evento relacionado à poesia em sua escola. Gráfico 16. Resposta da oitava pergunta aos alunos 12% dizem ter participado e 88% nunca participaram de nenhum evento em sua escola. É interessante notar que se houve algum evento dessa natureza na escola somente 12% participaram. Na questão nove buscou-se saber se os alunos tem interesse em conhecer a Poesia Chapadinhense. 
GRAFICO 16

    Gráfico 17. Resposta da nona pergunta aos alunos Como mostra no gráfico 87% dos alunos afirmam ter interesse em conhecer a poesia de sua cidade e 13% não demonstram interesse por esse conhecimento. Uma observação pertinente das questões um e nove é o fato de que 87% dos alunos têm interesse na poesia local e 90% gostam de poesia. No entanto a maioria não tem conhecimento como observamos nos gráfico das questões dois e três. 87% 13%.

GRÁFICO 17


                                CONCLUSÃO

À guisa de considerações finais do presente trabalho, face a tudo o que foi pesquisado e aprendido, ratifica-se a necessidade do meio acadêmico de buscar o conhecimento das raízes culturais poéticas da cidade, refletindo sobre sua importância para o município, já que as raízes culturais refletem a identidade de um povo. O conhecimento da poesia é indispensável no processo de crescimento cultural dos alunos, pois a poesia é uma das primeiras formas de expressão do homem, mas antiga até que a própria criação do alfabeto, fazendo-se irrefutável o estudo poético local e seus poetas. A Monografia visa ao despertamento de quantos se sentirem motivados ao estudo sério do tema poesia, tanto a nível regional quanto municipal, tendo como base, os livros históricos, poéticos e biografias de seus escritores e poetas. De acordo com os resultados encontrados pode-se concluir que a poesia Chapadinhense é pouco conhecida no meio discente, apesar dos alunos terem afirmado gostar de poesia e se interessarem pelo assunto. No meio docente percebeu-se que os professores têm um razoável conhecimento e dizem dar importância para a divulgação da poesia local e seus poetas, no entanto há um contraste entre as respostas dos alunos e professores no que diz respeito a busca e divulgação da poesia em sala de aula. Deve-se, portanto, considerar que as pessoas analisadas no estudo são alunos e professores das escolas públicas municipais e estaduais do município de Chapadinha- MA

                        A poesia Chapadinhense na atualidade tem um legado poético valioso para a história, observa-se o alvorecer de uma poesia nova que mostra de forma clara que o poeta Chapadinhense continua muito vivo e fluente em suas inspirações. A poesia não expirou. Mesmo sendo esquecida e pouco falada, há nomes emergentes, promissores jovens poetas Chapadinhenses. .

            Para promover a poesia local é necessária a busca pelo conhecimento da mesma e o reconhecimento de sua importância, e para isso os professores poderiam dedicar-se a passar para seus alunos as riquezas literárias de seu estado e por sua vez de sua cidade.

A importância da cultura local nas escolas pode-se inserir na Lei de Diretrizes e Bases: Art. 26. Os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade.

            A Monografia de Adlailna Bezerra, mostra o retrato de uma parte da nossa cultura e o grau de conhecimentos dela. Serve como uma peça literária para estudos e como um instrumento balizador para que se possa implementar melhorias, fomentar e difundir cada vez mais as obras e os nossos poetas e escritores.

 

Herbert Lago Castelo Branco

Fonte: MONOGRAFIA de Edlaina Vasconcelos Bezerra

Aluna do Curso de Letras da FAP – 2015.

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