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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

NA IDADE DAS PEDRAS





As autoridades de Chapadinha ainda não estão convencidas da chegada do óxi à cidade. Dispensadas as tecnicidades, está claro que o tóxico virá abastecer o mercado de drogas local. Se já não chegou, é apenas questão de tempo. Está claro também que tornará ainda mais deplorável a situação de centenas de jovens escravizados pelo vício da pedra. O óxi se junta ao crack para destruir uma geração de brasileiros, condenados aos grilhões da violência, da pobreza, da desagregação familiar.
Mais do que identificar a presença de uma nova droga nos bairros e ruas da cidade, as autoridades de segurança de Chapadinha precisam se lançar à missão de combater um inimigo de alto poder destrutivo. A batalha contra o óxi exige ação constante de inteligência e policiamento, pois o entorpecente tem características que dificultam a ação policial: trata-se de produto barato – uma pedra custa R$ 2,00 de fácil transporte e alto poder de dependência. Os relatos sobre o óxi são suficientemente chocantes. Até um ano atrás, achava que nada podia ser pior do que o crack.
Mas as ações contra o óxi e o crack não podem ficar restritas à polícia de Chapadinha. É fundamental o governo estadual, em parceria com o governo federal aprofundar ações coordenadas para formar um cinturão de segurança no combate ao tráfego e aplicar uma segurança rigorosa nos centros de consumo.
A velocidade com que o óxi avança nas cidades brasileiras, no entanto, exige ações mais rápidas.

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