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segunda-feira, 21 de março de 2011

HERANÇA MALDITA: A CULPA É DE MAGNO OU DE ISAÍAS?





Há quem diga que a expressão “herança maldita” foi cunhada no Éden. Quando Adão foi flagrado consumindo a maçã proibida, disse: “Não fui eu, foi a mulher que tu me destes”. Eva, por sua vez, acusou a serpente. Apesar do jogo de empurra, ambos foram expulsos do paraíso. A partir daí, segundo a crença, os homens e as mulheres herdaram o pecado original.
Em Chapadinha, a expressão tornou-se conhecida quando Magno Bacelar passou a utilizá-la atribuindo as administrações do ex-prefeito Isaías Fortes tudo o que supostamente encontrou de errado ao assumir a prefeitura. Na prática, uma forma de desconstruir as administrações anteriores, justificando as imperfeições de sua própria gestão.
Exageros a partir, temos novas perspectivas. O PT está na Vice-Governadoria do Estado do Maranhão, com o senário político estadual favorável o PT de Chapadinha adquiriu presença estadual e agora faz parte da administração da prefeita Danúbia Carneiro.
No momento da atual administração municipal, há que perguntar: que legado Magno Bacelar deixou para Danúbia? Com certeza, até por lealdade, a prefeita só vai comentar os fatos positivos. Mas na verdade, a herança maldita são inúmeras, a começar pelo caos vivenciado na saúde pública, devido ao que não foi feito na administração de Magno Bacelar, fato natural em um processo político. Porém, considerando a relação política da prefeita com o seu antecessor, a herança, quando maldita, possivelmente não será mencionada. Nesse paraíso, a eventual culpa não será de Adão, Eva, Magno ou Danúbia. Vai acabar sobrando para a serpente ou para a maçã...

sexta-feira, 18 de março de 2011

segunda-feira, 14 de março de 2011

NO CORREDOR DA MORTE




Não há um só dia em que a população de Chapadinha deixe de ouvir denúncias sobre a penúria da saúde pública de Chapadinha. Infelizmente, a sombra da morte ronda o ambiente onde deve prevalecer a vida. A demora no socorro, carência de materiais e equipamentos são alguns dos dramas diários enfrentados pela população Chapadinhense que está vivendo um drama que se estende das salas de esperas das emergências até o seu atendimento. A morte do recém-nascido Renan Abreu, que foi dado como morto por médico do HCC e depois retornado ao mesmo hospital porque seus pais viram que o garoto ainda estava com vida é a última evidência do atestado de óbito da saúde pública de nossa cidade.
A falta de estrutura descamba para o desespero e até para casos de agressões, como já foi noticiado. Desassistida, a população padece com a crônica falta de atendimento adequado. Com gestão inoperante, a saúde pública de Chapadinha caiu a níveis jamais visto. Depois do flagelo da morte de Renan e diante desse cenário de caos e esculhambação, a prefeita Danúbia Carneiro ainda tem a cara de pau de anunciar do alto do palco de carnaval na praça do povo que irá trazer duas grandes bandas de forró: AVIÕES DO FORRÓ e GAROTA SAFADA para o festival de férias a ser realizado nos dias 23 e 24 de julho.
A situação se torna mais perversa porque os condutores de políticas públicas, eleitos pelo voto, não dependem dos serviços que por lei deveriam zelar. A elite política de Chapadinha vai aos hospitais particulares em São Luis ou Teresina.
A falta de gestão na saúde pública de Chapadinha atingiu tal gravidade que nada mais resta a não ser uma intervenção ou interdição por parte do Ministério Público de Chapadinha.
Qualquer discussão nesse setor precisa resvalar para atitudes rápidas, concretas e coerentes, com um modelo que resolva uma situação emergencial de abandono e devolva à população de Chapadinha o direito de ser, ao menos, atendida. Não há dúvida de que a situação de calamidade em que se encontra a saúde pública de nossa cidade seja produto de uma gestão corrupta e fracassada. O mínimo que qualquer um que pretenda assumir o governo precisa fazer é administrar e bem um patrimônio caríssimo para o futuro de Chapadinha: a saúde de sua população. O que tem faltado é vontade política.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

BLOCO DOS QUIABOS VIRA OPÇÃO PARA OS FOLIÕES DE CHAPADINHA





A tradicional história de formação da maioria dos blocos de carnaval brasileiros se repetiu também com a do BLOCO DOS QUIABOS em Chapadinha.
Numa mesa de boteco, alguns amigos lisos (sem dinheiro), não queriam passar o Carnaval em branco. O ano era de 2009 e decidimos montar o bloco dos lisos. A primeira concentração foi na casa do nosso amigo cantor Casagrande, cerca de 15 pessoas, e saímos pulando o carnaval pelas ruas da chapada até a praça Cel. Luiz Vieira, ao som de marchinhas e músicas animadas, e como adereço um colar de quiabo no pescoço. Daí o nome de batismo: BLOCO DOS QUIABOS. Era para ser apenas aquele ano, mas o bloco faz sucesso e já são três anos de brincadeira.
Em 2010 conseguimos fazer 30 abadas. Agora o bloco continua como uma opção para os lisos de Chapadinha brincar o carnaval com muita harmonia e tranquilidade. Foram confeccionados para este carnaval 100 abadas que será vendido para custear as despesas com a banda ABC DO FORRÓ e toda brincadeira.
O bloco brinca no mesmo local da concentração, no Bar do Hildefonso, na Rua Cunha Machado, no Bairro da Cruz.
Apesar da ampliação do número de participantes, a maioria dos foliões ainda é formada por lisos. Mas o que vale mesmo é a brincadeira saudável e sem violência.
Hildefonso! To indo. Bota a cerveja para gelar.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

LUMPEMPROLETARIADO





Max e Engels, no incendiário Manifesto do Partido Comunista, publicado em 1848, exaltam os méritos das classes trabalhadoras e condenam ao fogo do interno o capitalismo.
Não deixam, contudo, de assinalar a existência, em patamar inferior ao dos burgueses e proletários, de camada denominada lumpemproletariado, descrita como “essa putrefação passiva dos mais baixos extratos da velha sociedade”. Segundo os autores do ceticismo comunista, o lúmpen “pode, aqui ou ali, ser arrastado ao movimento por uma revolução proletária”. Todavia, “as condições de existência o predispõem bem mais a se deixar corromper por tramas reacionárias”.
Em língua portuguesa, lumpemproletariado é o nome da “canalha”, coletivo constituído pelo submundo destituído de consciência cívica, de princípios éticos, e descomprometido com os objetivos da sociedade. É no lumpemproletariado, isto é, na canalha, que corruptos de todas as cores e matizes arrebanham votos por ocasião das eleições, mediante compra, troca ou meras promessas de recompensa.
O Maranhão, com algumas exceções, tornou-se o paraíso da canalha, responsável pela entrega do poder a oligarcas, velhos coronéis, demagogos e corruptos, que governam o estado ou município como propriedades particulares.
O regime democrático aparenta certa fragilidade diante da canalha, cuja libertinagem estimula a ascensão de políticos venais. Não há, no exercício de mandato legislativo, ou executivo, quem não haja sido eleito pelo voto.
A canalha escolhe candidatos mais ou menos segundo o princípio do “rouba, mas faz”, ignorante das nobres responsabilidades dos poderes Legislativo e Executivo, por laços de compadrio, de mera submissão, ou incorrigível tendência à corrupção, conforme alertaram Marx e Engels.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

FISIOLOGÍSMO, VOCÊ SABE O QUE É ISSO?


O Fisiologismo, segundo o Dicionário Aurélio, é a prática política que consiste na obtenção de vantagens e favores políticos em troca de apoio ao governo, seja ele, federal, estadual ou municipal.
A fórmula clássica da cooptação fisiológica consiste em trocar apoio parlamentar por cargos e favores na administração pública.
A verdade é uma só, o fisiologismo prevalece porque é o caminho mais curto para se obter rapidamente o que se pretende. O grande problema do seu uso é o fato de se tratar de uma prática viciosa, que incentiva mais e mais essa indústria de favores sem se importar se esse ou aquele projeto é bom.
Tudo isso nos leva a conclusão lógica do porque de tantos desejarem uma vaguinha no legislativo ou na prefeitura. Alguns podem até serem ideologistas, mas a grande maioria é fisiologista e, só querem entrar para poderem negociar. Esta é a verdade e, infelizmente, a sociedade não consegue ver.
O caminho correto seria a isenção dos poderes tão decantada em uma democracia e, infelizmente não é o que se vê. Os projetos do executivo deveriam ser votados e, aprovados, porque são bons e não porque foram trocados por favores
O sistema que deveria prevalecer é simples: o legislativo fiscaliza o executivo e, a sociedade fiscaliza o legislativo. Enquanto esse sistema não encontrar eco na sociedade, continuaremos a conviver com as práticas hediondas de desvio de dinheiro público, improbidade administrativa, nepotismo e fisiologismo.
Política deveria ser coisa séria e nunca um mercado de negócios, onde o mais esperto leva maiores vantagens como, por exemplo, uma secretaria, um cargo no governo para um chegado, etc.
Vamos revolucionar esse mundinho imundinho da política, mas para que isso aconteça, ela tem que ter início já. Deve começar pelas bases, ou seja, pelos municípios, até atingir o topo da pirâmide.
Com certeza não estarei vivo para ver, mas como sonhador, espero que a geração dos meus netos possa ver essa revolução concretizada.
Como diz a música que inspirou uma geração: "QUEM SABE FAZ NA HORA, NÃO ESPERA ACONTECER".

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

FESTIVAL DE CONTRADIÇÕES E CONTRARIEDADES




Tentei escrever sobre um tema mais ameno, mas confesso que ainda estou aturdido, em estado de choque, com a adesão de uma parcela do PT de Chapadinha ao desgoverno municipal de Danúbia Carneiro e Magno Bacelar.
Não poderia deixar de parabenizar as pessoas lúcidas do nosso partido como: o Paiva, Manim, Chico da Cohab e Ivone, que perceberam o engodo e o equívoco dos companheiros e discordaram em aderir à atual gestão; melhor a discordância exposta ao sol que o consenso falso.
Não é fato que o processo eleitoral tudo desarruma? É um festival de contradições e contrariedades: amigos se tornam inimigos; inimigos viram correligionários; irmãos discutem com irmãos, princípios ideológicos cedem lugar a interesses pessoais e o discurso ético quase nunca coincide com o da prática.
Mas terminado o pleito dos “petistas” para as funções na máquina municipal os companheiros têm o direito de se olhar no espelho, estufarem o peito aliviados, sentirem o doce beijo de Narciso – nem tanto como belo, e sim como contemplados nas secretarias – e se esquecem de reparar que, no fundo do espelho, há pessoas, seus eleitores, a quem estão obrigados a não decepcionar.
Nas últimas eleições de 2010 a Lei da Ficha Limpa já serviu para consolidar na agenda política o espaço de duas bandeiras fundamentais: a ética na política e a honestidade, vistas em outros tempos como acessórias. O mais provável é que nas próximas eleições os eleitores exijam ainda mais dos candidatos compromisso firme com a transparência, a prestação de contas e a probidade. Serão merecedores dos votos de parcelas crescentes desse eleitorado os candidatos que conseguirem comprovar que entraram na política com o objetivo maior de trabalhar pelo nosso município e por uma vida melhor para os cidadãos. Tudo indica que tenderá a ser cada vez menor o espaço dos que se valem da política para conquistar vantagens pessoais.
Esse é, sem dúvida, um processo lento e contraditório de amadurecimento do eleitorado e fortalecimento dos valores associados à cidadania. Pessoas ainda conseguem se eleger comprometidas com a velha lógica do “toma lá, dá cá”, no entanto, temos todas as razões para crer que este é um processo reversível. É necessário também que nossa política seja cada vez mais marcada pelas condutas honestas e afinadas com a lei, em virtude do alto custo moral e econômico da corrupção.
Cheguei à conclusão de que só poderemos vencer o óbvio a partir do momento em que os governantes forem responsabilizados criminalmente pelos seus atos e omissões.

domingo, 23 de janeiro de 2011

É NECESSÁRIO PENSAR OS DIFERENTES CENÁRIOS DA INSERÇÃO DO PT NA POLÍTICA DE CHAPADINHA






Em tempos de matagal devorando a paisagem da cidade, crateras brotando sobre os nossos pés, hospitais em estado terminal e mobilização da sociedade para tapar os buracos das ruas e avenidas, me sinto envergonhado quando ouço ou leio noticias do tipo: “PT DE CHAPADINHA DISCUTE CONVITE DE DANÚBIA” ou “PT DISCUTE TERCEIRA VIA COM BELEZINHA”. (Não existe diferença entre assaltar um banco e fundar um banco como sanguessuga social). Nesse contexto, soa de forma estranha a postura de alguns petistas. Assim como é desestimulante ver esses movimentos e constatar o deserto de conceitos e programas. O debate de idéias praticamente inexiste. O que importa são os interesses paroquiais.
Compartilho com a idéia de que o processo de fortalecimento do PT no Maranhão só terá sentido se for enraizado nos municípios. Mas isso não significa que temos que fazer alianças espúrias ou entregar a legenda nas mãos dos mesmos grupos que governa Chapadinha há décadas. Repito, o PT tem que se colocar para a sociedade Chapadinhense como uma alternativa viável e com um projeto de governo diferente do que sempre está sendo colocado para Chapadinha.
Temos um debate aberto que vai ganhar proporções inéditas até as próximas eleições de 2012, mas sem xenofobia, é necessário pensar os diferentes cenários da inserção do partido dos trabalhadores na política de Chapadinha.
Há questões outras, mais relevantes, que merecem análises e considerações por parte de quem pretende ocupar o posto de mandatário de Chapadinha. O resto, infelizmente, é a prevalência da “santa” ignorância ou o predomínio do oportunismo, do imediato.


sábado, 15 de janeiro de 2011

A TRAGÉDIA QUE SE ABATE NA SERRA FLUMINENSE PARECE DISTANTE DE CHAPADINHA



A tragédia que se abate na serra fluminense parece cenário distante de Chapadinha. Na chapada das mulatas, a chuva é bem-vinda e ansiosamente esperada depois de longas e regulares estiagens. A água ressuscita o verde, lava a poeira e ameniza o calor. Sinais de alerta, porém, acendem-se aqui e ali. Ruas se alagam, muros e residências despencam na periferia, erosões ameaçam moradias e vidas.
Chapadinha tem 72 anos. Ao contrário das cidades quatrocentonas, que se desenvolveram na ignorância dos riscos do crescimento desordenado. A cidade cresce e avança em época de pleno conhecimento da ciência ambiental. Os prefeitos que se sucedem em Chapadinha não têm desculpas por se descuidarem da ocupação incorreta do solo. Fechar os olhos para o inchaço e a explosão demográfica é semear tragédias para o futuro. Chapadinha não precisa esperar completar l00 anos para se tornar palco de horrores como Petrópolis, São Paulo ou Nova Friburgo.

domingo, 9 de janeiro de 2011

UFA! FÉRIAS VOLÁTIL, ANO NOVINHO.

Ufa! Acabou as férias e agora dou de cara com a dureza com o ano novinho, novinho. Novas ilusões revertem o tempo volátil, como as palavras revestem as coisas. São bem-vindas as novas vestes, benditas. Há em alguns corações uma vontade menos grave de consertar o mundo. Essa vontade já foi mais forte, por isso digo menos grave, embora de certo modo as vontades do coração sejam sempre graves. E há uma vontade exuberante de merecer a si mesmo.
Há caminhos a percorrer, como sempre os houve, mas há ventos nos caminhos redirecionando o mundo. Há caminhos deixados também. E nos pés, pulsa a cor dos caminhos percorridos. Mas ainda há tempo para os restos. Há alguns escrevendo com sobras. Com o que restou das palavras descartadas, depois de espezinhadas, pisadas, espremidas, achincalhadas. Restos de palavras nunca são só restos. São possibilidades, como todos os começos.
Palavras também se revestem de significações. Há ímpetos de mudança que se despejarão em inércia em poucos dias. Alguns atos resolver-se-ão em desconcertos. Mas há metamorfoses sendo geradas sem alarde. E que resultarão em grandes feitos, pois assim caminhamos, a humanidade e a humana idade.
Renova-se a duvidosa substância das paixões, renovam-se também propósitos e despropósitos. Renova-se (talvez) a dardejante palavra amor. Em algumas peles se festeja um gosto de contentamento guloso como um destino. No corpo vibra a sobrevivência. E que a luz perpétua nos ilumine.