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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

OS DESAFIOS QUE AGUARDAM A FUTURA PREFEITA DE CHAPADINHA

Entre os muitos desafios que aguardam a prefeita recém-eleita de Chapadinha, há alguns que a opinião pública não costuma identificar. Com os problemas que nossa cidade enfrenta em áreas tão vitais quanto os sistemas de saúde, educação, emprego, é até compreensível que esses passem despercebidos. A grande visibilidade de uns torna os outros imperceptíveis.
São, no entanto, muito graves e, em vários casos, a eles se podem atribuir as dificuldades que encontram para resolver velhas pendências, que vão ficando para trás enquanto as administrações se sucedem. Leis e normas complexas, que a inércia burocrática reluta em deixar modernizar, sempre ficam para depois.
Esses problemas decorrem do quadro altamente disfuncional da nossa legislação eleitoral e partidária, criada para um melhor relacionamento entre a prefeitura e a câmara de vereadores.
Olhando a composição da futura Câmara de Vereadores de Chapadinha eleita em outubro, prenunciam os problemas que a futura prefeita de Chapadinha Danúbia Carneiro vai ter pela frente, se quiser cumprir os compromissos que assumiu.
As perspectivas não são nada boas. Sabendo que seu partido elegeu somente 3 vereadores, em um total de 10? Sabendo ainda que são 7 partidos que ganharam representação, dos quais 5 partidos elegeram bancadas com apenas 1 vereador e mais 1 partido com apenas 2 vereadores, ou seja, que 7 vereadores foram eleitos por 6 partidos diferentes? Como será o relacionamento da futura prefeita Danúbia Carneiro com esses vereadores que, na maioria dos casos, foram eleitos por conta própria e que nada devem em termos de obrigações programáticas? Ainda assim, para questões polêmicas, a prefeita terá que construir maioria.
No multipartidarismo artificial e desorganizado que temos, é inevitável que essas relações sejam problemáticas. Todos os governos que se sucederam na União a partir da redemocratização passaram por crises delas advindas, dando-lhes respostas mais ou menos eficientes. Desde o “é dando que se recebe” ao mensalão, o problema sempre foi igual: como fazer com que um sistema ingovernável se torne mais manejável. Se o modelo decisório exige maiorias de parlamentares e o sistema partidário as dificulta, a tentação de encontrar remédios heterodoxos aumenta.

Herbert Lago Castelo Branco
Poeta e Escritor

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